Vale A Pena Explicar-lhes?

O Carlos Andrade titubeia quando o Jorge Coelho – que, como sabemos, nunca fez parte de um governo – afirma que é “hã muitos anos” contra os “automatismos” nas progressões da Administração Pública e o Lobo Xavier se arma de sorrisos quanto à avaliação dos professores. Ninguém lhes explica – quando o Coelhone afirma que nos outros países mais desenvolvidos isto e aquilo – que na Finlândia os professores não são avaliados externamente? O Pacheco Pereira declara que não sabe contestar os números do Governo e ficamos assim em matéria de “senadores da República.

Uma quadratura da ignorância. E é pena. Acomodaram-se a achar que.

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Assim Sendo, Meu Caro, Acho Que Deveria Assinar A ILC

A bem de uma clarificação de tudo isto na sede da Democracia. E sempre se evitariam umas greves e tal…

“Contar o tempo de serviço dos professores é uma questão de justiça e de equilíbrio”

Em entrevista ao Expresso Diário, o ex-ministro da Educação David Justino e vice-presidente do PSD critica o Governo por ter criado expectativas aos professores que agora diz não poder cumprir. “Se não têm o dinheiro deviam ter sido sinceros e dizer desde o início que não tinham hipótese de fazer mais”.

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A Caminho das 16.000

Professores pedem em carta aberta ao ministro que defenda contagem do tempo de serviço

Em carta aberta ao ministro da Educação, representantes da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC), que já reúne 15 mil assinaturas a favor da contagem integral do tempo de serviço congelado, pedem que o governante junte a sua assinatura.

Num texto hoje divulgado, a Comissão Representativa da ILC pede a Tiago Brandão Rodrigues que não adote a posição já assumida por outros ministros deste Governo ao afirmarem que “são todos Centeno”, propondo que “talvez valha a pena ser cidadão por um dia e servir o país, mesmo com risco de uma futura carreira política”, assinando a iniciativa legislativa que pretende chegar às 20 mil assinaturas.

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Aterrador

O que vou sabendo sobre as intromissões do SE Costa no Conselho Cientifico-Pedagógico da Formação Contínua de Professores, incluindo o afastamento de todos os seus elementos há poucas semanas por não aderirem à sua ideologia formadora. Apenas espero autorização para divulgar alguns nacos de informação sobre o assunto, que me deixam a pensar que, afinal, o que eu podia esperar de pior é ultrapassado pela realidade. Parece que aquilo das “coisas holísticas” é para fazer escola.

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Caro João Miguel, Acreditas em Grufalões e Bizarrocos?

É que essa história de “progressões automáticas” só por causa do tempo de serviço – não sei se és dos tempos das diuturnidades, mas eu ainda me lembro – não existem na carreira docente. Já sei… vais dizer que os relatórios que fazemos e que são avaliados todos os anos são uma treta (é capaz de isso ser verdade), que as acções de formação não servem para nada (depende, eu só faço as estritamente necessárias, mas que me sirvam para aprender alguma coisa e há algumas assim que escapam à formatação do ME para flexibilidadces e inclusões) e que as quotas para a progressão em três escalões são uma mentira (olha que não, olha que não… este ano as do 2º e 4º escalão foram mais magras que uma criança subnutrida do sudão do sul, passe-se a comparação politicamente incorrecta).

Já sei que te informaste – afinal, não és o mst que tudo escreve nada sabendo, até porque se fosses nem escrevia isto e levava a caravana sem parar – mas acredita que te informaste pela metade, junto do pessoal do costume e aproveitaste para repetir o velho estribilho da “progressão sem mérito”. Mas… se os resultados dos alunos portugueses melhoraram de forma consistente nos testes internacionais na última década, quem achas que teve o “mérito” de os ensinar? O Crato, o Tiago, a MLR?

Vá lá… dá um passo em frente e ousa ir além das tertúlias do costume e pergunta quanto é que um tipo ganha em anos de carreira por fazer um doutoramento (numa universidade decente) enquanto dá aulas ou quantos anos temos estado parados no mesmo escalão, com ou sem mérito.

Todos conhecemos maus professores. Até eu que dizem que os defendo de tudo e mais alguma coisa. Mas fazer disso argumento de vida como se fosse a regra é capaz de ser um bocadito exagerado.

Um gajo tem de escrever todos os dias, mas não precisa riscar o vinil (mesmo estando de novo na moda).

Muit’agradecido.

Beaker-Bunsen

Definições

Taxa Social Única

A Taxa Social Única (TSU) é um encargo das empresas que incide sobre o salário mensal de cada trabalhador e que é encaminhado para a Segurança Social.

Na prática, a Taxa Social Única é o montante que as empresas e trabalhadores descontam mensalmente para que a Segurança Social possa pagar as reformas, de acordo com o que ganha cada funcionário.

Perimetro

(imagem colhida aqui)

(a TSU é, portanto, uma receita do Estado, pelo menos quando se fala dos privados; sendo assim, porque passa a ser um despesa se for aplicada aos professores? afinal não é apenas uma mudança de verbas daqui para ali?)