Algum Sindicalismo Perdido no Seu Labirinto

A sério, ando meio chateado porque se antes mal eu abria a boca me falavam logo no Mário Nogueira, agora com aquela barba estamos cada vez mais iguais em quase tudo. Menos no imenso quase que tem a ver com o desnorte da Fenprof em relação à greve do S.TO.P. (que nem sequer têm a dignidade de nomear).

No início desta semana, enquanto o aposentado “zédoboné” de campolide (também designável como vargas das arroteias para a malta que o conhece de pequenino e pouco rabino) andava pelo faceprof a dizer o pior da greve em causa, que era ilegal e que não sei quê – parecia aquele comunicado sobre a ILC a anunciar demónios que afinal lhes serviram à mesa no dia 4 – andavam operacionais a mandar sms e a perguntar nas salas dos professores quem iria aderir, fazendo uma espécie de avaliação à insatisfação não enquadrada por plataformas.

Agora, que percebem que até um micro-sindicato acabado de nascer consegue parar muitas centenas de reuniões ficaram como que sem saber se assim se assado e fazem um esclarecimento que, a bem dizer, ninguém lhes pediu, a menos que tenham percebido que se andaram a meter num buraco quase até ao pescoço com a sua estratégia de denegrir tudo o que não controlam.

Esclarecimento sobre a greve às avaliações

A propósito de algumas dúvidas surgidas sobre a posição da FENPROF e dos seus Sindicatos (SPN, SPRC, SPGL, SPZS, SPM, SPRA e SPE) sobre uma greve que decorre até 15 de junho, esclarece-se:

1.     Não compete à FENPROF ou aos seus Sindicatos reconhecer a legalidade de greves, ainda mais quando são convocadas por outras entidades. Tal reconhecimento cabe exclusivamente ao Estado, através das adequadas instâncias governativas e, eventualmente, dos tribunais;

2.      À FENPROF e aos seus Sindicatos cabe garantir que as greves convocadas a partir de 18 de junho, no continente e Região Autónoma dos Açores, e de 12 de junho, na Região Autónoma da Madeira, respeitam todos os preceitos legais, incluindo a adesão em dias alternados (intermitência), pelo que a participação dos professores e educadores nas greves convocadas pela FENPROF não acarretará qualquer problema de ordem disciplinar.

Lisboa, 7 de junho de 2018

O Secretariado Nacional da FENPROF

em representação das Direções de SPN, SPRC, SPGL, SPZS, SPM, SPRA e SPE

Pizza

21 thoughts on “Algum Sindicalismo Perdido no Seu Labirinto

  1. 1. Anda tudo a dividir para reinar.

    2. Não vejo/ouço ninguém a falar de “Escola 360 (E360)”.

    3. No meio de tanto milhão, o que vai acontecer aos colegas dos 4º e 6º escalões? Também ninguém fala deles. No entanto, são os professores que estão no sistema há 30 ou mais anos. Já ninguém se lembra que o topo da carreira ( actual 9º escalão) era atingido aos 50 anos, ( por aí), e que estes, agora com 50 e 50 e muitos, estão no túnel do esquecimento, sem luz ao fundo. Andam todos a falar dos filhos de deuses menores, mas alguns nem filhos são.

    Bom fim-de-semana!

    Gostar

      1. Eu estou no 6º desde finais de 2004,Paulo. Como só mudaria em Março, nem apareço nas listas, Tenho 56 anos.

        Gostar

  2. Lamento mais uma vez dizer isto pq sei que vai chocar muita gente mas acho mais importante colocar como primeira prioridade o retirar as barreiras entre escalões do que colocar os 942 em primeiro plano.

    Gostar

      1. Se a “opinião publica ” fosse para ter em consideração estávamos muito mal, pior do que estamos. Basta ouvires o teu vizinho que não é prof a falar dos profs.

        Gostar

  3. E o PAFC? Sempre obrigam todos a aderir? Como vão garantir a equidade no acesso ao ensino superior? Qual vai ser o tronco comum? As aprendizagens essenciais?

    Gostar

  4. Há um silêncio completo em relação ao acesso aos escalões com vagas. Após 3 décadas de trabalho e de luta, não existimos! Cumprido e ultrapassado já o requisito de tempo de serviço (em anos descongelados), sem qualquer perspectiva de progressão.

    É triste.

    Gostar

  5. Ainda agora, ouvindo um programa de rádio, ouvi repetir pela enésima vez que os professores têm progressões automáticas. Afirmado por quem sabe que é mentira. A verdade não passa. Só me dá vontade de desistir. É pregar no deserto.
    Não entro em competição de misérias. Estamos todos mal, não há um professor que esteja bem. Eu tenho 57 anos, 33 de serviço e estou no 6° escalão de onde nunca sairei. Se chegar a reformar-me antes de falecer, a minha reforma será sensivelmente metade, talvez um pouco menos ainda, da quantia com que a minha mãe se aposentou, com a mesma profissão.
    Quando comecei a trabalhar tinha 23 anos e 22 tempos lectivos no horário. Este ano completo 57 anos e tenho 26 tempos no horário, embora seis deles sejam baptizados como “não lectivos”. É isto apenas um desabafo, todos estamos no mesmo barco… Sempre fiz e continuarei a fazer tudo o que estiver ao meu alcance pela melhoria das condições de trabalho de todos nós. Mas a verdade é que cada dia me custa mais força de vontade só para acordar e levantar.

    Gostar

    1. Não sei o que se passa ou o que se passou, mas parece que a portaria de acesso aos 5º e 7º escalões ficou no esquecimento. Porquê?
      Eu estou à espera, desde março, para ingressar nessa famosa lista de 1 de janeiro de 2019 e esperar pela decisão do ministério da finanças.
      O tempo de espera, não conta para utilização no escalão seguinte.
      Uns vão perder, no 4º ou 6º, meses outros anos e parece pacífico para os sindicatos. O tempo é importante, mas se a portaria permanecer, acabamos todos por ficar nesses escalões de espera.Por isso, a portaria devia estar, também em cima da mesa.
      E reforço que o tempo de espera, só serve para seriação e depois de ultrapassar os obstáculos, esperemos que ainda haja tempo para subir…nem que seja a partir dos 70 anos.
      Não esquecer, se a economia está a crescer a 2,..% e já temos colegas em espera (os que passaram em 2010)….Quando o crescimento for inferior e não houver eleições….será de bradar aos céus!!

      Gostar

  6. Que dizer, quando a uma simples chamada telefónica sobre a greve em curso, se recebe de um sindicato daqueles que toda a gente conhece a resposta “esta greve não é legal”?
    É por estas e outras que tais que a ILC ainda não totalizou as 20000.

    Gostar

    1. António, ontem alguns colegas da minha escola ligaram para o SDPSul e eles disseram que a greve é legal mas que não tem foi convocada por eles.

      Gostar

  7. A solução para esta luta é a greve de zelo, só pode. Agora venham obrigar 150000 professores a dar as aulas aos seus alunos! S somos assim tão indispensáveis para os portugueses, nem todos claro, então que os seus filhos aprendam sózinhos. A ideia destes governos é por os professores a entreter as criancinhas, para os pais o que interessa é manter os filhos nas escolas das 7 às 19 de segunda a sexta, e dava jeito até sábado e domingo, já faltou mais! Se nós somos incompetentes, se ganhamos muito, se somos dispensáveis, então que os alunos aprendam sózinhos, isto é que era a bomba atómica da luta, o último recurso, já vi a coisa mais longe!!

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.