Das Catacumbas À Ordem Ou A Absoluta Desorientação Argumentativa

É sempre curioso – embora nem sempre edificante – vermo-nos pelos olhos alheios, quando esticamos a cabecita para fora da toca ou da carapaça. Nos últimos dias tive direito a uma mini-vaga daquelas parvoíces que me fazem sorrir, em especial quando vejo de onde aparecem. Da ala fenprofiana ortodoxa, quando ainda não tinham percebido que até um sindicato desconhecido consegue ter apoio numa greve em cerca de 15% dos agrupamentos do país, uma criatura acusava–me de estar ligado à ILC porque quero mandar numa putativa “Ordem dos Professores”, organização inexistente que tem várias pessoas (incluindo numa Pró-Ordem) a trabalhar para que se concretize, mas entre as quais nunca alguém me encontrou, mesmo se não discordo que exista (dessa forma ou como Conselho Deontológico das Profissões da Educação, por exemplo). Já esta semana, num fórum de uma certa “rede social” com o nome de “Voz Socialista”, estava um tipo a desancar-me por ter regressado das “catacumbas” e ter estado desaparecido nos tempos do Passos, logo eu que dei ao Crato muito menos tempo de benefício da dúvida do que muitas “vozes socialistas” ao ex-recluso 44 do Estabelecimento Prisional de Évora.

O que extraio disto? Que há muita desorientação, seja do lado de um sindicalismo desnorteado por ter ficado à vista de todos que foi enganado durante dois anos e meio e que as suas “demonizações” são cada vez mais ridículas, seja do lado das claques de um partido que não consegue estabelecer um relação saudável com a classe docente e reage de forma disparatada e recuperando alguns dos piores tiques de há uma década para o “combate político”.

Sabem o que é pior no meio disto tudo? É que ou os professores tomam nas suas mãos alguma parcela da definição do seu destino ou ele ficará dependente das negociações entre estas duas partes. 

Eyes

5 thoughts on “Das Catacumbas À Ordem Ou A Absoluta Desorientação Argumentativa

  1. Bom, se de fatcto o Paulo pegasse nisso (da ordem) teria muitos seguidores e de facto faria muito bem aos professores – pense nisso e não se importe com vozes invejosas e maldosas. Ficaríamos todos a ganhar.

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  2. Li por aí que talvez a fenprof apoiasse a greve atual se os parceiros da plataforma deixassem… meio caminho entre oportunismo e crença. Deixar os outros é perigoso pois o negócio poderia ter outros protagonistas.

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  3. Os professores se conseguirem afirmar – se, agora, com esta greve, ficam livres das amarras da Fenprof e poderão desenvolver mais ações ou outras associações desempoeiradas do passado o que lhes daria muito mais força! As traições, meias vitórias, batalhas ganhas, mas não guerras cansaram e poucos acreditam. Lamento.

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