Por Setúbal

Caros colegas,

Apesar da resistência de muitos colegas, e à revelia da lei e de qualquer bom senso, existem já direções a lançar pautas de final de ano sem que sejam realizados Conselhos de Turma.

Na Escola Secundária Dom Manuel Martins, em Setúbal, por exemplo, a direção enviou para os representantes dos diretores de turma do secundário um email em que, baseando-se no já falado comunicado do Ministério da Educação, obriga os professores a entregarem as propostas de avaliação, informando que “as pautas serão afixadas mesmo sem Conselho de Turma”.

Como qualquer professor sabe, é nos Conselhos de Turma que se faz o balanço do trabalho realizado pelo alunos, que são apreciadas as notas como um todo e em que se ajustam e, eventualmente, se votam notas em benefício dos alunos.

Não quero acreditar que no Portugal do século XXI a repressão à greve dos trabalhadores justifique que se cometam ilegalidades e que toda uma classe de trabalhadores tenha de agir contrariamente à sua ética profissional.

Anexo o documento que os professores estão a entregar na secretaria conjuntamente com as propostas de classificação dos seus alunos.

Aproveito para agradecer o vosso empenho em não deixar a luta dos professores cair no esquecimento apesar do bloqueio da comunicação social.

Cumprimentos,

Manuel Martins

A Chegar Às 18.500 Assinaturas…

… apesar de em certa “rede social” alguns(mas) operacionais de segunda linha (os outros escondem-se, claro) andarem a incitar as pessoas a que retirem assinaturas. Vão-se recolhendo alguns exemplos do que é algo que roça a evidente ilegalidade, porque uma coisa é dar opinião outra fazer campanha contra. Claro que isto só acontece porque perceberam que o ataque inicial fracassou e que os demónios que agitaram passaram a assombrá-los na sua evidente inépcia mas, principalmente, no seu medo de ser demonstrado que os professores ainda conseguem agir de forma autónoma e consequente.

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(há quem acuse os outros de ser anti, mas são el@s a ter as práticas concretas de boicote)