E Agora, As Coisas Que Me Incomodam a Sério

Já viram a componente de Matemática da prova de aferição para o 2º ano? Sendo que a prova final do 4º ano era má e cripto-fascista, o que poderemos dizer desta para petizada de 7 anos?

O que se pretende demonstrar? A última questão é similar a algumas que já vi em provas de 6º ano.

AfereMat2

 

23 thoughts on “E Agora, As Coisas Que Me Incomodam a Sério

  1. Já.
    Eu sempre pensei que eram os professores destas faixas etárias que faziam as provas. Mas agora, percebi que, afinal, não são.

    Eu tive que ler os enunciados duas vezes.
    (Bem sei que não primo pela inteligência, mas mesmo assim, caneco!)

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  2. Depois ficam admirados pelo facto dos alunos não gostarem da disciplina! É, por isso, que os alunos a deixam para trás, não conseguindo recuperar jamais, dado que é uma disciplina de continuidade e de saberes interligados.

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      1. Só querem demonstrar que a culpa está em quem ensina a matemática…
        Para essa gente sábia é assim que se motivam os alunos.

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  3. Devo dizer que isso de culpar os professores deve ser uma das melhores estratégias de “motivação” para os alunos! Aqui saúdo o iluminado que, sempre pensando no superior interesse dos alunos, achou que era uma ideia do caraças desprestigiar, desrespeitar e denegrir aqueles que ainda tentam ensinar qualquer coisa ao referido aluno.

    É certamente um golpe de génio, embora eu – idiota me confesso – falhe rotundamente em apreender a genialidade da coisa.

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  4. Eu ensinei Matemática Aplicada no Superior all those moons ago e poderei dizer que tive alunos nessa altura que não saberiam responder em 5 minutos a nenhuma destas questões.Será que pretendem que os estudantes no 9º ano já saibam o suficiente para entrar nas Grands ècoles?

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  5. Pretendem apenas alimentar a indústria das explicações. Abram os olhos! É uma indústrria muito bem oleada com a conivência de muitas escolas. É só ver os horários dos profs de matemática: tudo concentradinho de manhã, para terem a tardes para explicações.

    As escolas empurram (literalmente) os alunos para explicações. Quem as dá? Os professores das próprias escolas que dividem os alunos entre si, esfregando as mãos de contentes. Quantos mais chumbos, mais explicandos têm. Quanto maior o número de explicandos, maior a fortuna: a 50 euros por explicação, façam as contas. Por isso é que já há falta de professores de matemática e os concursos para contratados ficam vazios. Os professores preferem dar explicações em casa (sem factura, claro) do que andar com a casa às costas. Não são espertos? Claro.

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    1. Para não falar dos “dossiers” de TESTES do prof x ou y que se encontram disponíveis na sala de explicações (3º ciclo e ensino sec.).
      Ainda dizem que a educação é gratuita…

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  6. Infelizmente as questões estão desajustadas face ao ensino que temos o que não significa que as questões sejam complexas, não o são. Na antiga, bem antiga primária o raciocínio nas aulas era mais valorizado, exigindo persistência e concentração. O 1º problema é bem fácil 4*2+(4+2)*2 uma vez que os rectângulos são “iguais”, comprimentos e larguras “iguais”, logo, a largura é metade de 4 porque divide em dois lados com o mesmo comprimentos. O 2º problema não vejo qual o grau de dificuldade, é uma simples contagem não sendo necessário recorrer à formula de Euler.
    Desde há muito tempo que defendo que o principal objectivo da Matemática deveria passar pelo desenvolvimento do raciocínio dos alunos ao invés da transmissão de conhecimento e sistematização de operações de cálculo mas também defendo que nas outras disciplinas deveria haver um esforço para que os alunos fossem obrigados a pensarem de forma sistemática e poderia ser feito em praticamente todas as disciplinas.
    Se os miúdos fossem desta forma habituados a pensar desde pequeninos as dificuldades seriam bem menores! Claro que os gadjets, tablets, ps, etc.. vieram dificultar e muito a motivação dos alunos nas aulas mas os pais que “tudo” dão aos filhos têm grandes responsabilidades nesta área, é mais fácil oferecer qualquer objecto para o miúdo se entreter e desta forma negligenciar a sua educação!

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    1. Sr.Manuel como professor de Matemática sinto-me indignado e ultrajado pelas suas palavras. Se ha quem faça negocio com explicações ha quem que como docente de Matemática trabalhe e muito para que os alunos consigam bons resultados: questões de aula semanais, testes e mini-testes, trabalhos para corrigir em casa, etc.. Faz ideia de quanto tempo demora a planificar uma aula de 12ºano? Faz ideia da pressão de direcção de escolas, pais e alunos para obterem bons resultados? Faz ideia do trabalho que há em planificar tantas e tantas aulas dada a carga horária? Faz ideia da dificuldade que existe em motivar os alunos em determinados anos? Compare o trabalho dos professores de Matemática com os restantes? Sobre horários arranjadinhos ainda bem que o são, pensa que o grau de concentração numa disciplina que exige concentração é o mesmo de manhã ou no final do dia? Eu não dou explicações pelo menos a cobrar e sinto-me face a outros docentes injustiçado pois trabalho o dobro. Claro que poderia não trabalhar o dobro mas a minha consciência não me permite. Haja respeito, não sei qual é a sua profissão mas eu adorava que durante uma semana trabalhasse o que eu trabalho para depois então dizer de sua justiça!

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      1. Terá de haver sempre excepções. Mas o que o colega Manuel diz é bem verdade para a maioria. Algo de semelhante para a educação física com os ginásios, clubes municipais, etc, etc, etc…

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      2. João…fazer o nosso trabalho “durante uma semana”? Gostava de ver! Desistência certa ao fim do 3º dia.

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    2. Sim, concordo, mas o problema é que agora, neste momento, a maioria dos miúdos de 2º ano não estão motivados, nem de fora para dentro, para raciocinar desta forma.
      Não me lembro de tudo o que fazia aos 7 anos mas sei que são exercícios que na actualidade estão desajustados da realidade escolar.

      O “pensamento sistemático”, a decomposição de um problema nas suas partes anda a recuar perante a investida dos conceitos “holísticos” sobre a aprendizagem.

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    3. Não concordo que o 1º problema seja “bem fácil” para miúdos daquele nível (envolve vários conceitos) e acresce a dificuldade em interpretar informação. No 2º concordo com o João – não precisam saber a formula de Euler, basta contar faces, arestas e vértices

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    4. Só para desenvolver sobre o tema raciocinar:

      Se começares a ensinar programação nos gadjets, tablets, smartphones, desenvolves também o raciocínio. Alias na era atual não podes continuar a enterrar a cabeça na areia. Tens de lutar em conjunto com as ferramentas do dia a dia e não contra elas.
      Ignorar que pessoal ate aos 20 anos, ja nao vê TV, que não consegue sair de casa sem gadjet e que por dia consulta um qualquer”device” de 5 em 5 minutos é viver numa realidade alternativa. Não adianta viver contra…

      Que tal a matemática nao ignorar no seu programa essa realidade, adaptar-se?

      Uiii dá trabalho, dantes é que era…

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  7. Meu caro é por vanguardistas assim que não vamos lá! O abstracto, o raciocínio sem calculadoras ou demais objectos pelo menos de forma sistemática ajuda e muito ao raciocínio. Por alguma razão alguns pais salvo erro que trabalham na google pretendiam que os seus filhos fossem ensinados sem tecnologias porque lhes retirava entre outros capacidade de raciocínio. Quanto ao trabalho digo-lhe que quando tive alunos em exame sempre foram superiores à média nacional mesmo em escolas que têm média inferior!

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  8. Isto vai para aqui uma bela feira de vaidades.
    No país real, o que não falta são alunos incapazes de ler corretamente o enunciado, quanto mais interpretá-lo e finalmente resolvê-lo.

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  9. Não há qualquer feira de vaidades. Há é a percepção da realidade e a experiência profissional de leccionar (acordo) há 20 anos e a inerente irritação perante alguns craques que gostam muito de espicaçar, quem não sente não é filho de boa gente. Do ensino retiro apenas um reconhecimento de algo que estou a fazer que tem resultados, o restante resume-se a desgaste, a um salário impróprio de um país desenvolvido, à existência de burocracias administrativas erróneas, à promoção de atividades, festinhas e visitinhas de estudo e criação de projetos que servem para diferenciar os professores excelentes dos restantes medíocres! Claro que se me limitasse a “dar” 2 testes por período teria tempo para isso tudo….!
    Os medíocres que como eu que preocupam-se com o desenvolvimento da autonomia e raciocínio por parte dos alunos para que mais tarde possam estudar e aprender o que querem sem quaisquer ajudas de ninguém.
    Utilizo tecnologia quando estritamente necessário, se há dificuldades que não podem ser ultrapassadas de outra forma para alguns alunos, tecnologia tal como software Geogebra, SWP, graph, GWP, inclusivé até o mathematica pode e deve ser utilizada.
    Acresce ainda que por principio sou contra explicações ou quaisquer ajudas dos pais relativamente aos educandos; o professor é o principal responsável pela aprendizagem e na minha opinião deveria sê-lo de forma quase exclusiva. Digo sempre aos Enc. de Educação, se o aluno não consegue realizar as tarefas propostas que não as faça, no entanto há diversas tarefas que exijo porque sei que qualquer aluno as pode realizar e que irá ajudar e muito ao seu desenvolvimento. Exigem tempo e o trabalho de pensar. Deixo aos “craques” que por aqui proliferam que as descubram….! As explicações ou ajudas na sua maioria ajudam à falta de raciocínio, autonomia e a disfarçar as reais dificuldades dos alunos bem como a tornar errada a percepção do docente sobre as suas lacunas que os miúdos têm. Acresce ainda que colocam explicadores licenciados em Engenharia (também frequentei o curso), outros em Matemática de certas faculdades que deixam muito a desejar e inúmeras vezes apresentam resolução de exercícios até completamente errados!
    Da prática do ensino até à data tenho tido quase sempre discussões com Enc. de Educação no inicio do ano lectivo mas felizmente tenho tido o reconhecimento no final de cada ano letivo com esforço, empenho e dedicação dos alunos e meu.
    Se um aluno não conseguir resolver um problema em 5 minutos desiste e a diz logo “não sei”; se obtiver ajuda de um explicador e resolver o problema em 10 ou 15 minutos é bom?
    E se pensasse nele 20 ou 25 minutos e não conseguisse? Existiria algum beneficio cognitivo ou seria apenas tempo desperdiçado?!
    Abraço a todos, da discussão nasce a luz, mas de boa fé!

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  10. João,
    Parabéns pelo sacerdócio. Felicito-o. Louvo-o. E concordo com o seu ponto de vista. Assim, é que deveria ser. Considero que se a escola está a empurrar os alunos para explicações, então não está a fazer bem o seu trabalho. Todavia, de boa-fé (não duvide) reafirmo tudo o que disse. O Patilhas confirmou-o. Já passei por muitas escolas e o panorama é aquele que descrevi. Posso admitir que em zonas mais desfavorecidas, com fraco poder económico, o panorama não seja tão negro porque, precisamente, não há dinheiro para explicações e há menos oferta. Contudo, nos grandes centros urbanos como Lisboa, Porto e Coimbra é o pão nosso de cada dia.

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