Há Quem Viva Disto

Educação: Como é que uma reunião demorou seis horas?

(…)

Mas afinal o que é que levou a que fosse tão demorada a reunião de terça-feira na DGAEP (Direcção-geral da Administração e Emprego Público)?

A resposta está nas actas da reunião. Fontes presentes no encontro ouvidas pela SÁBADO explicam que foram precisas mais de duas horas só para chegar a um texto final de acta que satisfizesse todas as partes.

É que só do lado dos professores estavam representadas onze estruturas sindicais e foi preciso imprimir várias cópias das actas e esperar que cada um dos intervenientes as lesse e fizesse as suas propostas de alteração antes de conseguir uma acta que pudesse ser aprovada por todos.

Não levaram tablets ou zingarelhos onde fosse possível fazer circular a informação? Assim não chegamos a uma negociação própria do século XXI.

Campanha Negra

Há sindicatos que depois de anos a ser embarretados querem passar a culpa a outros se as coisas correrem mal, mas reclamando sempre os louros pelo que se limita a não ser tão mau. É triste receber mensagens destas, sendo que a coisa anda a ser activamente espalhada por diversas escolas aqui na margem sul que conheço. O azar é que a ILC já deu entrada.

Em relação à ILC os sindicatos andam a dizer para os colegas não assinarem.

Dizem que se a ILC não for aprovada no parlamento que acaba o processo e que o tempo nunca mais é recuperado.

Foi dito por um delegado sindical do [omite-se o sindicato, mas digamos que é um colega contratado, mas já com idade para ter juízo, ali numa escola entre a portagem e o sol da caparica]

Relembremos:

Artigo 5.º
Garantias
O exercício do direito de iniciativa é livre e gratuito, não podendo ser dificultada ou impedida, por qualquer entidade pública ou privada, a recolha de assinaturas e os demais atos necessários para a sua efetivação, nem dar lugar ao pagamento de quaisquer impostos ou taxas.

Pizza

A Primeira Meta

Ex.mos Senhores e Senhoras,

Elementos da Comissão Representativa da Iniciativa Legislativa de Cidadãos –

Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória”

No seguimento da subscrição da Iniciativa Legislativa de Cidadãos, acima referenciada, cumpre informar que, tendo sido atingido o número mínimo de 20.000 assinaturas previsto no n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 17/2003, de 4 de junho (Lei da Iniciativa Legislativa de Cidadãos), os serviços da Assembleia da República irão desencadear os procedimentos de verificação por amostragem da autenticidade da identificação dos subscritores da iniciativa legislativa, nos termos do no nº 5 do artigo 6.º da referida lei.

O início dos procedimentos de verificação por estes serviços não constitui todavia impedimento à continuidade do processo de recolha de assinaturas, pelo que continua a ser possível a assinatura da iniciativa por todos os interessados na sua subscrição até ao fim do prazo indicado para o efeito.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Paula Bernardo

Chefe da Divisão de Apoio ao Plenário

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Divisão de Apoio ao Plenário |Direção de Apoio Parlamentar

Palácio de S. Bento | 1249-068 Lisboa, Portugal

Tel.: +351 21 391 9660

Ana-Paula.Bernardo@ar.parlamento.pt

 

No Jornal de Letras de Hoje

Um artigo que conjuga textos que escrevi aqui no blogue. Ao menos ficam impressos em meu nome 🙂 para memória futura. Não o reproduzo já por inteiro porque, ao contrário dos do Público desde sempre (2008, com interrupção em 2017 e até Maio desde ano), estes são remunerados (e bem sabemos que o JL é um órgão da tenebrosa “Direita” que me financia as prosas de acordo com algumas mentalidades cavernícolas). Não é muito, não é preciso a central de comunicação dos vargasdoboné começarem já a salivar 🙂 .

JL 20Jun18 (2)

Treta

No Jornal de Letras de hoje o presidente da APH aparece a justificar as “aprendizagens essenciais” de que será co-autor.

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Ora bem, eu sei bem que as “AE” não são um novo programa, nem alguma vez vi isso escrito nos “meios de comunicação social”. O meu problema, em particular, é mesmo com a selecção que foi feita entre o que se considera “essencial” e o que se acha acessório, quando na escolha se tritura a Antiguidade, do Egipto a Roma. Tudo em nome da “flexibilidade” e acredito que da salamização semestral da disciplina. Com a colaboração da APH, para parecer “bem”. Ou que se é “moderno”. Ou “século XXI.