É Mentira

Dá uma certa pena ver esta malta toda a tremer com receio de perderem lugar na última carruagem do Poder.

Mas, por outro lado, dá um certo gozo vê-l@s obrigados a assumir toda a hipocrisia que parece intrínseca a tod@s os que se aproximam da mesa do Orçamento.

A coordenadora do BE considerou hoje que a iniciativa legislativa de cidadãos que pede a contagem integral do tempo de carreira dos professores “em boa medida é sobre uma matéria que já está legislada” no Orçamento do Estado.

janus

10 thoughts on “É Mentira

  1. Boa tarde, antes de mais.

    Confesso que não sei por onde começar…

    Por isso, prefiro terminar, alargando o âmbito político deixado pela frase:

    “Dá uma certa pena ver esta malta toda a tremer com receio de perderem lugar na última carruagem do Poder.”

    – “esta malta” (à esquerda do PS) tem tido um papel essencial nas inúmeras negociações e projectos de alterações que foram sendo analisados e votados no sentido de reverterem algumas (das muitas) medidas de “austeridade” e de “culpabilização individual e colectiva” que foram sendo implementadas nos últimos governos (para não ir mais longe no tempo);

    – como prova disto, seria interessante a elaboração de uma lista sobre todas estas propostas/negociações que foram sendo feitas por estes 2 grupos parlamentares porque “as máscaras que caem”, o “é tudo farinha do mesmo saco” e o “ai! que já não sei em quem votar, ai! que não voto mais, ai! que me abstenho e ai! que voto nulo” é tudo muito pobrezinho……;

    – quem “treme” é muita gente na perspectiva de uma maioria absoluta do PS ou de uma aglomeração num bloco central/centrão. Aí, já vimos o filme. Está bem, há quem não tenha visto….;

    – no mesmo sentido vem a ideia do “receio de perderem lugar na carruagem do Poder”. Eu, e muitos portugueses, tenho mesmo receio que, à esquerda do PS, se percam esses lugares.

    Claro que tudo o que referi parte de uma posição política e ideológica que, pelos vistos, não é generalizável, quer a nível de trabalhadores em geral quer a nível de professores em particular. Os donos disto tudo e seus lambe botas variados aspirantes ao restrito grupo do “elevador social” aplaudem…clap….clap….clap….

    Um bom jogo para a selecção!

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    1. O poder corrompe. É mais uma máxima mas que é simples de verificar… mesmo nós,professores,temos bastante autoridade sobre as nossas crianças e abusamos até desse poder,sobretudo quando estamos mais desgatados e desesperados…

      Acredito que muito boa gente vá para a política com boas intenções mas a verdade é que defendermos os nossos direitos e ideais nao deve ser um trabalho a tempo inteiro e pago. É parte de nós no dia a dia. A profissão de político torna-se simplesmente mesquinha e inútil. Basta ver como ativistas do bloco vêm a correr para aparecer frente às câmaras em lutas que não as suas como na ocupação da Escola da Fontinha no Porto,despejos de moradores em lisboa e vários bairros da amadora,manifestações que não organizaram,etc.

      Querem visibilidade e poder. Pensam que por boas razões mas para mim é apenas para aumentar os votos e encher mais o ego. Basta ver o exemplo do partido podemos em espanha e do syriza na grécia. Tão amigos do povo (do qual já não se sentem a fazer parte mas sim os seus leais defensores) e depois mais austeridade,policiamento nas greves,etc.

      Quanto ao pcp,basta estudar um pouco a história do pós 25 de abril e ver a condenação e até perseguição de greves que não interessavam ao partido para se perceber que é algo que já vem de trás…

      Parabéns ao Paulo pela clareza nas suas posições. Nota se uma honestidade que escasseia hoje em dia,independemente de concordarmos ou não em tudo,como é natural e saudável.

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  2. Se fôssemos todos professores gays / trans / eutanasianos de gema/ anti-aborto/ andróginos, isto já estava resolvido, nem que fosse pelo politicamente correcto, ou sobretudo por isso.. Assim, o Bloco tem mais que fazer, o CDS também, e os outros são como sempre foram. Somos quinquagenários ou à volta disso, com uma maioria de género feminino, o que, e como todos sabem, mantém uma estimável diferencial salarial com o seu congénere masculino. Na função pública, não! A sério? Acham mesmo que não?. Abaixo o segundo sexo! Abaixo os zecos! Pim!

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  3. É Mentira, é Mentira objectiva, é Mentira ponderada não objectivada, é Estranho, não é Estranho, é Verdade factual, é Verdade e é …..A Verdade.

    Confesso-me baralhada.

    Caros colegas de Filosofia, podiam ajudar aqui um bocadinho com o Kant, o Platão, o Descartes, o Aristóteles, o Nietzsche, o Sócrates (já agora os 2), o Heraclito, e mais o Tomás de Aquino e o Engels, o princípio da relatividade de Albert Einstein (este já noutro âmbito disciplinar).

    Fico-me algo mais zen:

    “Neste mundo não existe verdade universal. Uma mesma verdade pode apresentar diferentes fisionomias. Tudo depende das decifrações feitas através de nossos prismas intelectuais, filosóficos, culturais e religiosos.”

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