Afinal, São Tudo Simulações Para Parceiros e Imprensa Verem!

Os números que as Finanças lançam cá para fora sobre os encargos com as progressões dos professores (tal como para a recuperação do tempo de serviço) são apenas “simulações”. O esclarecimento a desmentir uma notícia do Público é verdadeiramente esclarecedor e um momento ao melhor estilo do absurdo monty python (Esclarecimento Notícia+Carreiras+Professores). Mas eu acho que quem o fez nem percebe o ridículo em que cai e o que acaba por admitir de forma clara e explícita. Os valores mudam mas não foram revistos; mudam, mas são os mesmos. São produzidos para servirem de “arma” negocial e mediática, mas não passam disso. Daqui por uns meses o mais certo é serem outros, mas os mesmos, alterados mas não revistos. E, como me farto de escrever, gostam de incluir a desonestidade da TSU na despesa, sem dizer que ela não sai do Estado. E pretendem integrar os custos com as vinculações mais recentes, mas ignoram as aposentações.

O que chamar a isto sem entrar pelo vernáculo?

Mas ainda bem que, para além da desonestidade, a burrice é algo que não lhes falta.

Simulacoes

Hoje, Pelo I

Na página anterior àquela em que o deputado silva, porfírio de sua graça, consegue escrever um texto todo sobre estas matérias, negando qualquer compromisso do Governo, esquecendo-se do detalhe menor de ele não ser governante e, enquanto deputado, ter assinado uma resolução que previa a recuperação integral do tempo de serviço docente. O decoro, quando foi distribuído, no 8º dia da criação, não chegou para todos.

Cá para mim deve ser ele o tal da doutrina que resoluções assinam-se todas, leis é que é mais difícil.

Para quem não conseguir ler na imagem, fica aqui a ligação.

 

PG Jornal I 22Jun18