Afinal, o Mário Nogueira Também Escreve No Público

Por favor, informem a central AbrilAbril do facto.

A justa luta dos professores

Neste processo impõe-se a presença do Ministro. É em momentos difíceis, como este, que se avalia a capacidade política dos governantes. Destes se exige: presença e não eclipse; capacidade de diálogo e não envio de recados; dimensão política e não pequenez pessoal.

Uma nota: reparo que muita gente se anda a concentrar no ME como se o seu apagamento fosse de agora. Não é, mas acredito que quem acreditava que as reuniões trimestrais eram para mais do que perder tempo se sinta enganado. Entretanto, noto que se poupam bastante outros governantes que apareceram nos últimos dias a dar a cara pela político do Governo nesta matéria. Acho estranho.

Quanto ao resto, um texto que só peca por tardio no actual contexto, contendo a síntese da posição da Fenprof sobre estas matérias que corresponde em muito à posição da generalidade dos professores.

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22 thoughts on “Afinal, o Mário Nogueira Também Escreve No Público

  1. Um muito bom texto da Fenprof e do MNogueira.

    É claro e desmonta o que por aí se tem dito e escrito sobre a nossa classe. Mais ainda, faz uma referência, logo no início do texto, a outras questões muito importantes na vida profissional dos professores que não se esgotam na questão em cima da mesa:

    “A luta dos professores não se esgota na recuperação do tempo de serviço. Os professores lutam pelo necessário reconhecimento, para carreira, de nove anos, quatro meses e dois dias que cumpriram, trabalhando com os alunos, nas escolas, para o futuro do país, mas também lutam: por uma aposentação adequada e que permita rejuvenescer uma profissão que atingiu um nível de envelhecimento preocupante; por horários de trabalho que respeitem a lei, quanto à organização e à duração; por estabilidade de emprego e profissional, fator decisivo para a estabilidade emocional e pessoal, com óbvias implicações na qualidade do desempenho e na organização das escolas; lutam por concursos justos e transparentes; por uma gestão escolar que os envolva na decisão e não os trate como meros subalternos, “desprofissionalizados”, que aplicam decisões superiores, tantas vezes ditadas por interesses alheios ao direito dos jovens a um ensino de qualidade. Lutam, ainda, contra o caminho da municipalização que, pela calada, anda a ser desenhado.”

    É isto que é suposto um sindicato fazer – analisar o presente mas tb o curto e médio prazo. Ainda por cima, sabendo, muitos de nós, que tudo isto anda ligado e manietado.

    Finalmente, algumas considerações em relação a ilações do post:

    1- “Entretanto, noto que se poupam bastante outros governantes que apareceram nos últimos dias a dar a cara pela político do Governo nesta matéria. Acho estranho.”

    a) Creio que há um nº limite de palavras em textos de opinião;

    b) Assim sendo, não considero necessária a referência a outros governantes. Além do mais, seria desviar do assunto principal e menorizar a figura do ME neste contexto. É com ele que, supostamente, se negoceia (embora saibamos que…enfim);

    2- ” reparo que muita gente se anda a concentrar no ME como se o seu apagamento fosse de agora. Não é, mas acredito que quem acreditava que as reuniões trimestrais eram para mais do que perder tempos e sinta enganado”

    a) o apagamento do ME, toda a gente o sabe, não é de agora. Mas, havendo reuniões, sejam elas quais forem, os sindicatos têm e devem estar presentes.E o interlocutor é o Tiago B. Rodrigues (não o MST ou O Moita qualquer coisa ou qq outro governante)

    b) já andamos nisto há muito tempo , daí que já não somos (ou devemos ser) crédulos nestas andanças. O que não significa que baixemos os braços e atiremos com a toalha ao chão.

    3- “Quanto ao resto, um texto que só peca por tardio no actual contexto”

    Não é “factual”.

    As ideias contidas neste artigo não são novas. Talvez o problema seja que não tenham a exposição necessária e/ou muitos de nós não oiçam ou leiam. Ou talvez, ainda, as intervenções sejam truncadas e levadas por outro lado mais conveniente segundo a cartilha previamente dada aos jovens jornalistas (que, ao que me foi dito recebem 600 euros por mês, em total precariedade)

    (Como aconteceu no caso do colega que num programa da TV ia falar sobre uma coisa e puseram à sua consideração as cambalhotas mal dadas pelos alunos nas provas de aferição.E a jornalista tem experiência, neste caso)

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    1. Para já, a 1ª proposta enviada pelo MEC não muda nada de relevante. Há situações caricatas na CNL. Um apoio a um 12º , por exemplo, tem lá a turma toda: 30 a 33. Por que é NL?
      E depois há problemas de difícil resolução: o facto de leccionarmos disciplinas muito diferentes; umas essencialmente práticas, sem testes, sem correcções, sem avaliação externa; testes com meia frase como resposta e testes com 2 páginas como resposta.
      Isto não se resolve. É um assunto tabu. Mas o trabalho efectivo dos professores não é todo igual.
      E há todo este ambiente sempre latente nas escolas. Há quem defenda a diferenciação na carreira. Antes da MLR, e se se lembram, o secundário tinha menos 2 horas do que o básico.
      Devíamos regressar às 22, pelo menos.
      Pode ser que os pais, por uma vez, se coloquem ao lado dos professores nesta vergonha que foram algumas provas de exame. Dois cadernos em Matemática. Com e sem calculadora. Os alunos, que já tinham entrado em choque com a de Português, ” passaram-se” com a de Matemática. Muitos choraram, desanimados. Há alunos muito sérios, que trabalham muito. Houve muito dinheiro gasto em explicações para se conseguir o 18 e o 19.
      Sem consideração. Mais uma experiência. Os corredores do IAVE estão impregnados de um poder sobre tudo e sobre todos, E hoje, ficaram vidas decididas, Arbitrariamente, Por um qualquer capricho. Maléfico, Quanto pior melhor, Sem regras. O que se avalia, afinal?
      E os jornais destacam o futebol, sempre o futebol. Os exames lá aparecem, envergonhados, quase em rodapé.
      É preciso uma marcha, mesmo. Mas diferente. Cheia de professores, de pais e de alunos. Somos nós os actores da educação. Eles acham que não. Que são eles. Até quando?
      Quem corre com essa gente?

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  2. Boa tarde, Paulo.
    Desejava um esclarecimento, se possível:
    Sendo eu professor classificador de provas de aferição tenho de comparecer a uma reunião de ano?
    Há escolas em que não, tendo por base o dn n.º 4-a de dois mil e dezoito, outras, no entanto, dizem que sim. Grato

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  3. “Já Mário Nogueira, apesar de afirmar que é indiferente quem chefia as negociações, lembra que “esta não é apenas uma questão do Ministério da Educação, porque há aqui matéria que claramente tem a ver com o Ministério das Finanças e com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social, quando se fala, por exemplo, em questões que têm a ver com a aposentação”.

    “Estamos a falar aqui de uma relação entre os professores e o governo. Agora, se o governo é representado pelo primeiro-ministro ou por outro qualquer, isso é-nos indiferente”, explica.”

    https://ionline.sapo.pt/616962

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