Can You Dig It, MST – 2

Antes de mais um estudo recente que explica algo que pode parecer chocante para leituras ingénuas sobre a influência da Educação por si só no combate às desigualdades e no incentivo à mobilidade social. E, já agora, que o investimento na Educação é essencial nos primeiros anos, mas não no sentido de assegurar um “sucesso” fictício, incapaz de combater a herança familiar dos grupos privilegiados.

The impact of education on income inequality and intergenerational mobility

This paper analyses the effects of innate ability, compulsory education (grades 1–9), and non-compulsory education (grades 10–12 and higher education) on inequality and intergenerational mobility of income, by constructing a four-period overlapping-generation model. We find that innate ability and family investment in early education play important roles in explaining income inequality and intergenerational income mobility. Though children from the wealthiest families are only 1.36 times ‘smarter’ that those from the poorest, the gap in human capital expands to 2.35 at the end of compulsory education and to 2.89 at the end of non-compulsory education. One important reason for the increase is that poor families invest relatively less in children’s early education than do wealthy families; therefore, their children attend lower-quality schools, which results in them being much less likely to participate in higher education. By simulating policy experiments for different types of government education expenditure, we find that direct subsidies to poor parents are the most efficient and effective policy for mitigating poor families’ budget constraints with regard to early-education investment in their children.

E em seguida um estudo (de acesso livre) sobre este tipo de fenómenos, em especial sobre a margem de mobilidade entre gerações em sociedades muito desiguais, num amplo conjunto de países da América Latina

Educational Inequality and Intergenerational Mobility in Latin America: A New Database

Eu sei, dá trabalho ler, há muita gente que acha que não vale a pena, que basta ler os comunicados sindicais ou os briefings dos gabinetes governamentais, mas podemos sempre ir um pouco mais longe e isto é uma gota de água em tudo o que se pode consultar.

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3 thoughts on “Can You Dig It, MST – 2

  1. A greve no 1º ciclo vai ter rastilho curto!
    Propus, mas não me deram ouvidos

    “Todos os convocados paras as reuniões de avaliação podem fazer greve, mas não têm impacto, como não têm direito a voto não fazem parte do quorum. Mas podem ajudar a financeiramente os colegas que fazem greve também por eles, pois o objetivo da mesma é para todos. Os titulares fazem greve por eles próprios e pelos restantes.” A. Oliveira

    https://duilios.wordpress.com/2018/06/26/propus-mas-nao-me-deram-ouvidos/

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  2. Tenho uma dúvida. Será que o ME vai enviar para as escolas os resultados dos exames antes das reuniões se realizarem? Se sim, isso não constitui uma ilegalidade? Sabemos que não se podem afixar notas externas antes das internas. No entanto, se os resultados dos exames chegam às escolas antes das reuniões, alguns professores poderão ter conhecimento deles antes da atribuição das classificações internas.

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  3. Excelente texto no Público, Paulo. MST arrasado por um Zeco maiusculado. Pode ser que aprenda alguma coisa com ele ( com o Zeco, claro). “Por que no te callas”, MST?

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