A Próxima Fase da Luta É O Bronze

Fica aqui o inquérito da Plataforma Sindical (CONSULTA AOS PROFESSORES) que, há que o reconhecer, assume que a luta é um processo que tem as suas pausas e prazos:

Aproxima-se, porém, o período de férias dos professores e os seus sindicatos consideram que esse período de merecido descanso dos docentes não deve ser violado, razão por que a greve que convocaram, em limite, chegará a 13 de julho.

Beach

(olhá bela Bola de Berlim!)

60 thoughts on “A Próxima Fase da Luta É O Bronze

  1. Se fosse a escrever aqui tudo o que penso sobre o Nogueira, fazendo uso da linguagem adequada à figura, o Paulo teria de me censurar.

    Assim, resumo a coisa deste modo: não quero saber de consulta nenhuma e muito menos das iniciativas da FLOPROF. A forma cínica e despudorada como vai buscar a questão das férias para «interromper a luta» / greve roça a desfaçatez total e o gozo com a nossa cara.

    Tudo isto foi arquitetado para nos usar e manipular de forma político-partidária pelo PCP. Só não contaram com a intervenção do S.TO.P, que veio «lixar» o caldinho.

    Parar a greve agora, para voltar no início do próximo ano letivo? Vai à…, Nogueira! Aproveita e de caminho faz-te útil à nação. Vai trabalhar, pá, e desampara a loja!

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    1. Você resume de forma clara a mais completa indigência numa mixórdia de frases já feitas, e de muito mau gosto.

      Temos alunos assim nas escolas. São a minoria mas fazem mossa e denigrem a imagem dos outros alunos.

      Neste caso, denigre a imagem dos professores, a maioria, que não pode concordar com a forma (e não só) como se expressa. Em completo estado de pânico/exaustão.

      Tem estado nas escolas e sentido o pulso?

      Não tem nada a ver com o que diz. Na maioria dos casos, é mais que evidente a revolta mas com os pés assentes no chão e sem ataques de pânico como o que aqui expressou.

      Não sei mais o que lhe diga, sinceramente.

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      1. As minhas palavras foram dirigidas à forma como o Sísifo se exprimiu.

        E já agora, uma analogia com o Mito de Sísifo fica aqui bem.

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      2. O que diz o Sísifo que o (a) deixou tão ofendido(a)?

        Doeu-lhe alguma coisa?

        A sua resposta, sim, fica bem ao nível da indigência, de tal forma mostrou que nem escrever sabe.

        Tenha vergonha e remeta-se à sua indigência!

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      3. Caríssimo Mário Nogueira (apelido-o assim, dado que, tendo em conta a forma como reagiu ao que escrevi, SÓ posso deduzir que é o próprio), lamento as palavras que lhe dirigi, desde logo o tê-lo mandado trabalhar, pois é sabido como o ilustre colega se esfalfa há décadas pelas salas de aulas das nossas escolas.

        Em segundo lugar, lamento imenso ter denegrido a imagem dos professores, meus colegas (e SEUS, obviamente), com as minhas palavras indigentes. De facto, há uma onda de choque e clamor a alastrar por esse país fora perante o meu escrito.

        Em terceiro lugar, estou absolutamente em pânico e exausto. É a mais pura das verdades! Estou em pânico e exausto ao contemplar a luta empenhada e denodada, sempre e APENAS em prol da classe docente portuguesa, que o amigo e COLEGA Nogueira desenvolve dia após dia, contra ventos, marés, adamastores, o seu próprio partido, etc. (embora haja línguas mais do que maldosas que incluem também neste rol os seus colegas professores… malandras essas línguas!).

        Em quarto lugar, tenho estado nas escolas sim, todos os dias. Olhe, por exemplo, daqui a uns minutos vou voltar para a escola, para fazer greve à última reunião da semana. E quero estar presente fisicamente. Comecei a luta no dia 5 de junho com os meus colegas e quero encerrar esta fase ao lado deles. O pulso nas escolas é de união e de desilusão. Dizem esses meus colegas que sentem uma pontada bem no meio das costas, do género das produzidas por facas aguçadas.

        Por último, aprecio a sua sinceridade ao confessar que não sabe mais o que me dizer. Fiquei comovido, sinceramente também. Aproveito para lhe desejar umas ótimas férias, amigo Mário Nogueira, segundo creio a partir do dia 13 de julho. Tem sorte o caríssimo, pois aqui o indigente estará a corrigir provas de exame até 2 de agosto.

        Agora, peço que me esculpe, mas vou fazer greve, greve mesmo.

        Um abraço, meu defensor!

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    2. De facto, não vale a pena perder tempo a adjetivar tão lúgubre personagem (MN), um mero comissário político, que se limita a “tratar da vidinha” e a manipular os professores, de acordo com “coreografias” partidárias,as quais não têm (nem nunca tiveram) como objetivo a defesa dos interesses dos “zecos” que estão no “terreno” (leia-se sala de aulas) a trabalhar diariamente com os seus alunos.
      Ficou claríssimo, desde o início, que a greve “a doer” (aos conselhos de turma dos 9.º, 11.º e 12.º anos) nada interessavam às “fenprofs e fnes desta vida”, pois só marcaram greve a partir do dia 18, deixando de fora as reuniões desses três anos letivos e ficando apenas a “greve dócil” aos anos que pouco (ou nenhum) impacto teriam a nível da opinião pública.
      O S.T.O.P. veio “estragar o arranjinho” e a adesão a essa greve assustou e surpreendeu os “profissionais da luta” e o ministro (que tanto tem lutado radicalmente pelos professores). Tudo culminou na patética “unanimidade” dos três árbitros (não de futebol, os outros).
      Resta-nos a ILC, quanto mais não seja para desmascarar a hipocrisia dos partidos.
      Só não percebo como ainda há tantos professores que ainda se deixam manipular por “MN y sus muchachos”!
      Deixo também um profundo e sentido agradecimento ao Paulo, por tudo o que tem escrito, dito e feito ao longo de todos estes anos!

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  2. Li a sondagem colocada mais abaixo, não lhe respondi e fiquei a pensar: a diferença entre um franco-atirador habilidoso e um exército está aqui a assoma sempre nos tiros disparados mesmo que mais certeiros, por vezes, do que as manobras mais pesadas necessariamente de um exército.

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    1. O parágrafo tem algumas incoerências, mas concentremo-nos no essencial: não tenho volumetria para sniper… sou um alvo demasiado visível para a artilharia pesada.

      Agora, explique-me lá de novo o que queria dizer 🙂

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      1. Paulo Guinote, venho aqui ao seu blog como vinha ao(s) anterior(es) pois encontro vários motivos de interesse mesmo ou principalmente quando discordo de si. Você é uma pessoa com muitas qualidades tenho de reconhecer. A primeira vez que vi uns escrito seu, – lembro-me de uma referência a uma terra, “torres vedras” ou parecido – há muitos anos, talvez o primeiro que fez no âmbito da questão sócioprofissional dos professores fez-me admirar o escrito, os argumentos, a capacidade discursiva. Acho que quando escreve na comunicação social escrita ou aparece no audiovisual, em geral consegue dar uma boa imagem dos professores e sabe defender-nos com qualidade. Talvez não tenha é ideia, ou pelo menos não demonstra, que fazer parte de uma organização – e refiro-me a sindicatos – pois já lá estive dentro com algumas responsabilidades – implica um trabalho em muitas frentes, e que não pode ser tão rápido e manejável como quando só nos representámos a nós com as opiniões pessoais e nos referimos a um assunto que elegemos e pensamos conhecer muito bem. Num post aqui há dias admirava-se que os sindicatos estavam a demorar algumas horas para reagir ao acórdão… Uma federação de professores e ainda mais uma plataforma de sindicatos diferentes como a que existe agora, é algo que na atividade sindical requer e exige muito trabalho de concertação (palavra que detesto saberá porquê). Daí alguma dificuldade de resposta imediata e posições por vezes diferentes das que uma das partes desejava. Já o Paulo não tem esse problema: qual sniper certeiro e aqui não há qualquer intuito pejorativo na designação consegue reagir rápido e bem a coisas que uma organização sindical por ter de auscultar dirigentes e por vezes as bases demora. Alguns que não o Paulo parecem querer referênduns para tudo e para nada como se isso não demorasse ainda mais tempo que… mas depois exigem reações rápidas.
        Não gosto de ver aqui tanto da sua parte como principalmente da parte dos muitos colegas que frequentam o blog alguns ataques soezes a pessoas como o Mário Nogueira que conheço pessoalmente, que sei que tem uma abnegação enorme pelo trabalho sindical desde sempre e que embora possa defender coisas que outros não defendem é uma pessoa consequente. Comete erros? Comete. Não gostei de algumas coisas que ele disse publicamente nos últimos tempos a respeito da greve do STOP mas compreendo a posição dele tomada num dia em que o achei particularmente esgotado. É pelas mesmas razões que também não gosto de algumas insinuações que vi atirar contra si e que por achar que as não merece repudiei. Enquanto achar que vale a pena vir ao “o meu quintal” virei evitando ao máximo as caixas de comentários onde se acrescenta muito pouco ao blog e pelo contrário onde o nível baixa muito.

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  3. MN e seus acólitos, desmascaram-se com as perguntas que fazem no inquérito.

    SEM SOMBRA DE DÚVIDA manipulam em conjunto com o PCP os zecos inocentes e sem sentido de critica.

    As formas de luta promovida por estes são claramente lutas político-partidárias sem o mínimo interesse pelos professores, usando-os apenas como fantoches.

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  4. Por isso, a partir de dia 13 de Julho vão convocar uma greve a todo o serviço.
    Ou vão-nos a ser triturados nas duas últimas semanas de Julho para podermos ficar doentes em Agosto????

    Pelo amor da Santa, ganhem tomates! Prefiro lutar até às férias e dar cabo do início do próximo ano lectivo do que esta opção ranhosa. Eles que nos convoquem em Agosto e que paguem, ia ter piada vindo de quem diz “não temos dinheiro”.

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  5. E que tal apresentar-nos no 1ºdia de aulas do próximo ano lectivo e entrarmos em greve indeterminada, objectivamente ponderada?

    Logo em Setembro e Outubro.

    Não há serviços mínimos, certo?

    Há os ditos para se perder 1 mês de vencimento?

    Esta é a minha proposta para resposta ao inquérito das plataformas sindicais sobre forma de acção, caso as negociações não avancem.

    Estamos nessa?

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  6. Ao Sísifo,

    O seu problema é quando começa a “deduzir”.

    Do “Penso, logo existo” ao “Sinto, logo existo”, você deu um outro contributo: “Existo, logo tenho de deduzir melhor”

    Mas adorei o seu comentário e obrigada pela gargalhada que me fez muito bem, logo hoje com este tempo meio aborrecido.

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    1. Fico imensamente satisfeito que tenho captado o tom jocoso da coisa. Já é um avanço.

      Peço desculpa por a ter rebatizado, Maria Nogueira. Compreende: não tinha a certeza.

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  7. Dêem as voltas que derem: enquanto os mais velhos (acima de 56 anos) não saírem, os do início da Carreira serão duplamente tramados (nem se vinculam, nem vêem o mísero salário do início de Carreira subir) e os do meio da Carreira bem poderão esperar sentados. Falem a verdade, se querem melhores condições para o futuro decidam com base na verdade. E a verdade não anda nada longe do seguinte:
    – os professores com mais de 56 anos representam a grande fatia, o montante necessário para contar todo o tempo de congelamento para progressão é gigantesco atendendo à realidade do País. Em alguns casos andará pelos 400 euros mensais;
    – mesmo que se dê o milagre de crescimento económico na Europa acima de 2%, isso fará subir os juros, o que significa que o serviço da dívida levará tudo só em juros;
    – a dívida colossal que o País tem para com o exterior tramará todos os professores, hoje, amanhã e daqui a muitos anos. Quantos mais no sistema, pior para todos;
    – os professores são 130 mil!;
    – há classes profissionais de menos desgaste: músico da GNR, administrativo do exército, empregado de bar da PSP, que têm aposentação sem penalização a partir dos 52 anos;
    – os professores poderiam aposentar-se sem penalização aos 52 (1.º ciclo) e 56 (restantes ciclos. A partir de certa altura essa reivindicação fugiu do radar da Fenprof;
    – há quem jure que foi Nogueira que nunca quis que os professores tivessem um regime de aposentação igual a outros profissionais porque:
    – o trabalho não lhe pesa, basicamente trata-se de conviver e ter direito a mordomias;
    – as quotas contam e os mais velhos são os que mais contribuem:
    – quanto mais carne, melhor para a luta do PCP onde cabem aumentos extraordinários na pensão para ex maquinistas da CP e outras excentricidades próprias da clientela.

    Enfim, informem-se e não se deixem manipular, uma coisa é dar aulas, outra, bem diferente, é conviver a defender que “somos todos bons”.

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    1. Colega,

      eu tenho 56 anos e também estou duplamente “tramada”. Trabalho há 32 anos, estava no 8º escalão, no índice 245, mandaram-me para o 6º, e lá estou desde 2004. Criaram um índice 272 entretanto. São muitos degraus. Sobe-se um, descem-se 2 ou 3.
      Se ainda sei contar, já se passaram 14 anos e uns meses, Estou à espera de uma vaga que virá, ou não. E , vindo, não se sabe quando. Ganho 1.350 euros líquidos, que os outros 95 são dos subsídio de refeição. A Secretária de Estado A. L, dizia há dias que era pouco, com 25 anos de serviço receber 1300 euros. Assim, eu recebo abaixo de pouco.
      Portuguesa, 56 anos de idade, 32 de serviço. E convém não esquecer que há uns anos não havia destas coisas de aproximações à residência e etc e tal. Tínhamos que ir. Era mesmo de mala de cartão, em quarto alugado, a comer meia-dose que o dinheiro não chegava, Ficou célebre um artigo no Expresso, que designava os professores por Meia-Dose. No Algarve, as pessoas eram mandadas embora das casas onde estavam ou então eram obrigadas a pagar pelas rendas 4 ou 5 vezes mais. Não tinham dinheiro para isso. Muitos professores dormiam, de Abril até ao final do ano , nos ginásios das escolas.
      Estes velhinhos de 50 e tal já comeram muito pão amassado por muita gente.
      E acreditaram que um dia ia ser melhor. Mas não foi.
      Os novos querem os nossos lugares, todos acham que andamos cansados para estas coisas de ensinar gente nova, e quem manda diz que ficamos muitos caros e que não pode ser.
      Vamos apanhar com outra carreira na próxima legislatura.
      Era como dizia o professor Cavaco Silva: ” As pessoas demoram muito a morrer”.
      Que chatice!

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      1. Colega Maria,
        Lembro-me bem disso tudo! E dos professores serem conhecidos como os meias-doses no Algarve. Sim, é verdade. E nesse tempo não havia QZPs. Se querias ficar efectivo, já sabias que tinhas de sair da “área de conforto” (esta expressão não existia na altura, é coisa moderna) e concorrer a nível nacional. Levavas a casa às costas. Depois, nos concursos seguintes, ias concorrendo até aproximar à residência. Se não querias efectivar, concorrias aos mini-concursos. Cada qual fazia as suas opções, conhecendo as vantagens e os riscos. O concurso era nacional, por graduação. Acho que era um sistema justo e funcionava o princípio da equidade. Todos sabiam ao que iam. Se não queriam arriscar muito, não colocavam todo o pais, mas concorriam por distrito ou concelhos. Não havia cá QZPS e critérios ad hoc de preferências, ora agora os QA, ora agora os QZPS.
        Esses apareceram muito depois. Já estiveram para ser extintos e depois mudaram de ideias. Um erro, do meu ponto de vista.

        A partir de determinada altura, com tanta excepção, mobilidade por isto e aquilo, extraordinários e normas-travão, foram sendo introduzidos mecanismos que só criaram distorções e injustiças.

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      2. Colega Maria, obrigada pelo seu post. Vi-me ao espelho e, certamente, muitos pelo nosso país. O que “andamos para aqui chegar”….
        Opiniões como a do “colega” Fernando não contribuem em nada para a nossa luta, pelo contrário!!! Dão força aos MST de Potugal.

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  8. Sempre me impressionou, desde os tempos do Umbigo, a imensa capacidade do Paulo Guinote em congregar desconfianças, hostilidades e ódios de professores em relação aos sindicatos em geral e à Fenprof em particular.

    O que esperam todos ganhar com isto continua a ser, para mim, um imenso mistério.

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    1. Estás a dar muito crédito ao PG e pouco crédito aos zecos. Os zecos não tem espirito critico? Não achas que o que PG faz é abrir um espaço de debate universal e democrático, onde não se vota com o braço no ar?
      Não achas que Os zecos conseguem ver que sao fantoches da fenprof+PCP ?

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    2. Já não espero ganhar nada, sobretudo com as “fenprofs e fnes desta vida”, com os “façanhudos profissionais da luta da pizza”, com os seus “árbitros unânimes” e com os “ministros defensores radicais dos professores”!!!
      Mas também não gosto que façam de mim parvo!!!

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    3. Caro António… é uma espécie de arte. Mas só é possível congregar o que existe.

      Desde os tempos do Umbigo que deverias saber que raramente me esqueço de quem me mente com cara “d’anjo”.

      Saberás sobre quem estou a escrever (esta é outra à Octávio Machado, nem de propósito aqui de perto).

      O que se ganha com isso?
      Que certos lutadores “pró bronze” percebam que há sempre watchdogs.

      Mas, calma, este ano não vou para a costa vicentina.

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    4. Caro António,

      Explique-me então (devagarinho, como se eu fosse louro e burro) o que já ganhámos com a FENPROF e companhia lda? É que eu entrei na carreira em 1990 e até agora só perdi.
      Perdi o ECD,
      Perdi nas reduções,
      Perdi na compensação para a aposentação de quem não tivesse faltas (quem não faltasse durante x tempo seguido, recuperava esse tempo e reformava-se mais cedo),
      Perdi na exigência de 40 horas na escola, cnl (antes não havia esta palhaçada; ensinava-se mais e aprendia-se mais),
      Perdi na carreira: de acordo com contrato que assinei com estado, já há muito tempo que deveria estar no 10º escalão e sei agora que nunca vou lá chegar,
      Perdi quando passei a escravo corrector de exames de alunos que não são meus, sem o devido pagamento (como acontecia antes),
      Perdi o direito de pedir licença sabática para estudar, (um professor que não tem tempo condigno para estudar, morre)
      Perdi o direito a vida própria, porque tenho alunos às centenas e só consigo dar conta do serviço sacrificando o tempo que deveria dedicar à minha família,
      Perdi o direito a fazer formação condigna sem ter de sacrificar o meu tempo livre, ocupando noites e fins-de-semana,
      Perdi a dignidade porque terei de me arrastar doente pela escola até perfazer os 67, 68, sei lá, quiçá 70 anos a aturar gaiatos mal educados e os respetivos papás.

      Não acha que já perdi o suficiente? Onde esteve a FENPROF durante todo esse tempo? Fez exactamente o quê? Eu digo-lhe: assinou de cruz e ainda gozou com a minha cara quando encomendou pizzas para comemorar!

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  9. Franco-atirador/exército
    Comparações estranhas, mas que a mim não me passaram despercebidas!
    Da maioria dos recrutados (exército) espera-se sacrifício e obediência cega. Simpatizo mais com o franco-atirador, sobretudo quando pensa pela sua cabeça e luta por uma causa justa.

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  10. É absolutamente necessário que o Paulo G. seja promovido a Papa dos professores. Desculpa, pá…

    Quanto ao Nogueira e aos comunistas… decidam vocês…

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  11. Helena Serdoura
    16 h no faceprof
    “Professores em greve desde 6 de junho, com uma adesão de 95% e, de repente, os sindicatos lembram-se de perguntar aos professores se concordam com a recuperação total do tempo de serviço congelado!?! Só podem estar a gozar!?! Manobras de diversão, de bastidores e um atestado de burrice à classe por quem nos devia representar. Não contem comigo! “

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  12. O Paulo é admirado e seguido por muitos professores. Se desse um passo muitos o seguiriam, ajudavam e coadjuvavam. Não será esta a altura certa para esse passo e tomar-nos de vez as rédeas da nossa própria vida profissional, sem pcps, sem MN, sem filiação partidária? Não será a altura certa para os professores dos blogs que são seguidos por milhares de professores se unirem (esquecendo ou adiando alguma divergência processual) e nos unirem assim a todos? Pensem nisso pois pode não haver outra oportunidade.

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    1. Maria, é impossível unir-nos a todos em torno de uma causa, porque há quem considere dentro da própria classe docente que existem lealdades e fidelidades “superiores”.

      Acresce ao facto que eu desconfio de forma mesmo “radical” dos vícios de organizações de massas (embora reconheça a sua necessidade) e foi-me ensinado que quase sempre a mais simples forma de “poder” corrompe, nem que seja a médio prazo.

      Por isso mesmo, por convicção extrema e não por mera comodidade, continuarei como penso que tenho sido desde que comecei a ter alguma visibilidade. Pronto para defender aquilo em que acredito, seja em que ambiente for e contra quem for, mas nunca como alguém que disputa esse tal “poder” organizacional.

      Espero que me tenha feito perceber.

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      1. Mas é isso mesmo que espero/esperamos que faça : “Pronto para defender aquilo em que acredito, seja em que ambiente for e contra quem for, mas nunca como alguém que disputa esse tal “poder” organizacional”.

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  13. Henrique Santos,
    Agradeço o longo comentário.

    Eu sei como funcionam os “colectivos” e sei o nível de dedicação de muitas pessoas que nele participam. Sei o que o meu pai me ensinou sobre isso, o bom e o mau.

    Quanto ao MN, acredito que seja um sindicalista abnegado. Mas há coisas que não é. Fiquemos por aí.

    Uma coisa eu lhe garanto: o que faço é em nome próprio, quantas vezes arriscando mais do que o razoável.

    Abraço

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  14. Eu compreendo-o Paulo mas vejo que o poder organizacional e de união é neste momento é uma necessidade de sobrevivência desta classe e que precisamos que alguém credível e que seja respeitado pelos colegas que avance e sirva de elo de união e o Paulo é um candidato jeitoso😃

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  15. Por que razão não colocam a seguinte pergunta: – Quanto tempo de recuperação aceitam? Claro, faltam os ditos para que alguém a faça! Como é confortável a ambas as partes tal hipótese não existir!!! À luta!!!

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