Os Resultados da Sondagem

Existem sempre diversas formas de interpretar. Uma delas é que 70,8% não aceita a perda de qualquer tempo do serviço congelado, entre quem não aceita a sua “troca” (39,6%) e quem aceita apenas de for a totalidade (31,2%). Uma outra é 58,1% considera que aceita tal “troca”, mas apenas uma minoria (26,9%) aceita quer seja por parte do tempo congelado.

Sonda

Claro que estas sondagens têm sempre opções limitadas, pelo que se deve completar este tipo de consulta com outra, por exemplo se a recuperação do tempo pode ser de forma faseada ou não e se quem quer que parte tempo do tempo seja substituído por antecipação da aposentação, pretende que essa parte seja de quantos anos e com que tipo de mix com a recuperação do tempo de serviço.

23 opiniões sobre “Os Resultados da Sondagem

  1. Sim e não parecem-me ser as opções primeiras. Falta, como é óbvio, tudo o resto.
    Interpretação muito possível, não há um consenso ou acordo claro.

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  2. Quando se faz uma pergunta ou série de perguntas, através de sondagens, já se tem previsão sobre as respostas. Não sejamos ingénuos

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  3. A equipa jogava em 442 e por isso foi para a reforma.

    Vejo que 50% estão na disposição de ir para a pobreza ou esperam arranjar lugar como caixas no Continente a fim de complementarem as parcas reformas. Good luck with that.

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  4. “Uma delas é que 70,8% não aceita a perda de qualquer tempo do serviço congelado…”. Será que li bem? Se li bem estamos perante um brilhante leitor de estatística.

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  5. As respostas serão sempre diferentes porque a classe é muito heterogénea. Os q têm mais de 60 certamente q só querem o tempo para a reforma. Os mais novos, até aos 45(?) Querem o tempo para progressão. E os outros, quererão uma solução mista. É a minha visão. Depois, haverá outros q em função das suas situações pessoais escolherão em conformidade, por exemplo, se estiverem doentes ou se tiverem meios alternativos de subsistência quererão tempo para ir embora o mais cedo possível.

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    1. O ideal seria 4 anos para progressão..(todos mudavam) um escalão. O resto do tempo bonificação para a reforma… Não seria justo??

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      1. Parece-me aceitável.
        Acima de tudo o que é positivo é que este assunto esteja a ser discutido mesmo por aqueles que há uns tempos se inclinariam a recusar uma solução deste tipo. O próprio Paulo, num post já com uns meses, ia nesse sentido.

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    1. Cada um de nós pensa na sua situação concreta. O que é normal. Mas quem já está no 7º não vai concordar. Também está no seu direito. Haverá sempre quem perca, excepto os colegas que estão do 8º para cima. Com a devolução dos quase 4 anos passam para o penúltimo. Os outros, já lá estão.
      (Pretor, não se esqueça que a diferença salarial entre o 5º e o 6º é insignificante. É até ridícula. Só existe o 5º para demorar mais a ir para o 7º, não para o 6º.)

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      1. Acha justo eu ter condições no contrato quando vinculei ao ME iguais ‘a sua, vc não ter tido barreiras e eu ter duas barreiras ad eternum? 25 anos serviço 4° escalão.
        É uma questão de simples justiça.

        Acha normal os sindicatos colocarem a cena das reformas em cima da mesa e não colocar a cena destas barreiras?

        Quem está a pensar no umbigo?

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  6. O eventual acordo que venha a existir valerá muito pouco. Tudo vale muito pouco. Assinarão o que convém que seja assinado. Depois, mudam as circunstâncias e já não pode ser. Ou um colega a meio da carreira e que acha que 4 anos é aceitável e que o que sobra vai para uma reforma menos tardia, acredita que vai ser assim? Havia um ECD com titulares. Acabou. Havia outro com mais um escalão. Congelaram toda a gente: Descongelam a carreira, mas só querem devolver menos de 4 anos porque acham que somos muito especiais nas carreiras especiais. Já se ouvem muitas vozes sobre a necessidade de mudar o ECD.
    Mas alguém acredita que há alguma seriedade nos decisores? Pagadores de promessas? Que cumprem?
    Só quem não quer ver.
    Quem puder que fuja!

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  7. Sou completamente contra as barreiras. Não são as barreiras que fazem melhores professores. As barreiras só servem para usurpar direitos. Acabem com elas já.

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  8. Pretor, desculpe, mas penso que não me entendeu. Eu também tenho barreiras. Também fiquei do lado de cá. Olho para muitos colegas da escola que, mais novos do que eu, já estavam no topo da carreira e eu sei que nunca chegarei lá. Já uma uma vez disse aqui no Quintal do Paulo que achava estranho que ninguém falasse dos travões nos 4º e 6º. De que adianta que nos devolvam 9 anos se eles não servirem para nada? Acho muito estranho que quase ninguém fale nisso. Os sindicatos, por exemplo, estão num mutismo absoluto. O que eu disse é que isso não vai interessar a muita gente, A mim interessa. Se vivêssemos num mundo ideal se houvesse algum sentido de justiça na classe, organizar-se-iam as coisas de forma a que os colegas do 4º e 6º ficassem com os MB. Mas todos sabemos que há quem não prescinda do seu MB. E que nestes MB vale tudo. O processo não é sério. Claro que um MB dá 6 meses de bonificação, mas entendo que era mais justo prescindir dela e dar um novo escalão a outro colega. Os professores são gente igualzinha à outra gente : uns são decentes e outros execráveis. Não fale do meu umbigo, Pretor. Não me revejo no que diz.
    Umbigos a sério,, só mesmo o do Paulo. Um Umbigo que incomodou tanta gente que Mas eram outros tempos. Mas pela 1ª vez um Umbigo pôs em causa valores e figuras sacrossantas que se julgavam intocáveis. Os professores devem-lhe muito, embora haja muitos que acham que não. Representa o melhor de nós e o que muitos não somos.

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    1. Concordo inteiramente com o que a Maria refere, não só em relação ao mutismo incompreensível dos sindicatos sobre os “travões” impostos à progressão na carreira, mas também relativamente à justiça de alguns professores prescindirem dos seus MB, de modo a que pudessem ser atribuídos aos colegas que se encontrassem no 4.º e 6.º esclaões. No entanto, não sou ingénuo e sei que muitos colegas jamais irão prescindir do MB. Conheço até vários casos de colegas que estão no 9.º escalão (atual) e que jamais abdicariam de ter MB, embora essa menção, em termos práticos, não sirva para praticamente nada.
      Num anterior comentário, a Maria também referiu que só os muito incautos poderão acreditar na boa fé do governo e da classe política (de todo o “espetro partidário”). Subscrevo inteiramente.

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      1. E isto que vou escrever vai ser tão politicamente incorrecto, ó se vai. Mas aqui vai, sem quaisquer problemas éticos, morais ou outros:

        1- Nunca prescindiria de um MB (que nunca tive devido às quotas e às picardias com o sr director) para o “dar” a qq outro professor nesta questão que se aborda;

        3- Há cerca de 40 anos que sou professora. Andei anos e anos com a casa às costas como provisória, tendo concorrido sempre a nível nacional e ficado de norte a sul e de este a oeste. Ao fim deste tempo todo fiz a profissionalização em exercício com aulas assistidas a Inglês e Alemão. Nos anos seguintes ainda fiquei longe de casa. Adiei a maternidade.

        4- Apanhei todas as mudanças de carreira e pedagógicas se se possa pensar, incluindo o entrave no 8º escalão proposto por MF Leite e que, com a nossa luta, veio a acabar.

        5- Investi na minha vida profissional qb e lutarei por ela até bater a bota

        8- Fiz todas as greves que considerei importantes para todos os professores e sempre fui sindicalizada e paguei as quotas

        9- Entrei em litígio no 1º ano de aulas por causa da contagem do tempo de serviço. Andei por todo o lado. Ganhei o processo. Na altura, terei sido o 1º caso a ganhar este processo, segundo me foi dito.

        E agora ainda me querem pedir que, caso tivesse MB, o delegasse em outros colegas?

        Mas que pedido é este?
        É solidariedade?

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  9. Colegas, não façam contas com o ovo no cu da galinha. Aquilo que estão a discutir é algo que não existe. A estratégia do Ministério é atirar barro á parede para ver se cola. Neste momento já não se discutem formas de luta, discute-se algo que ainda ninguém recebeu, tempo congelado para contagem nos escalões e tempo para contar para a aposentação.
    Colegas, esta gente anda a brincar com os professores, há aqui muita psicologia barata posta em prática pela Leitão e companhia. Só devemos analisar dados concretos e até agora ainda não vi nada! Aquilo que vejo é o estado a meter ao bolso milhões à pala dos professores com tanta greve que estamos a fazer! Andam a gozar connosco e nós andamos já a discutir aquilo que ainda não foi devolvido. E mais grave, já estamos divididos. É só ver as diferentes opiniões.

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    1. Olha que a coisa teve graça … entre o Rio Dão e o Mondego. Não poderia ter sido mais engraçado. Ora que enorme gozo o dele. Revelou-se o político muito mais requintado do que qualquer um dos anteriores mas igualmente sádico e desumano. O resto, faz parte.

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