A Encenação da Negociação

A convocatória dos sindicatos para uma reunião alegadamente “negocial”, apresentada como de “boa fé” por parte do ME, atendendo ao conteúdo do texto e à calendarização só se pode classificar como uma enorme palhaçada destinada a lavar um pouco da face de uma série de “actores” que estão demasiado sujos aos olhos da generalidade dos professores. De um lado e outro mostra-se “abertura” para uma negociação sem qualquer margem de progressão enquanto existirem azinhagas e caminhos em Portugal para alcatroar.

Quando decorre uma greve que a maior parte dos sindicatos decretou até dia 12, marcar uma reunião com uma catrefada de delegações sindicais para a tarde de dia 11 é uma espécie de anedota, tendo-se percebido que o ME/Governo apenas estão a pensar contabilizar os ganhos financeiros com a greve e eventualmente a insatisfação das famigeradas “famílias” (descontando as dos professores, claro, que vivem em regime de monaquismo e celibato não procriador),

Desta reunião nada sairá de concreto ou qualquer “avanço” (basta ler o documento), assim como a cronologia das reuniões anteriores (12 de Março, 4 de Junho) demonstra que não existiu qualquer evolução nos últimos 4 meses, para além da conversa da “justiça e equidade” que deveria cobrir de vergonha quem a usa por manifestar ou profunda ignorância dos conceitos ou uma enorme má-fé, que nem vale a pena explicar porque todos sabem(os) que é esta a opção aplicável e porquê.

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21 opiniões sobre “A Encenação da Negociação

  1. Isto é uma palhaçada. Mais uma vez entalados e usados pelos do costume. Resta a ILC para ver in loco darem o dito pelo não dito. Nessa altura estarei a apontar nomes para memória futura.

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    1. A ILC, se passar no crivo dos serviços parlamentares, vai assistir a uma espécie de Sagrada Aliança ou União Sagrada contra si,

      Os professores aborrecem demasiada gente que os prefere proletarizados da Esquerda prletária à Direita proletarizadora, passando pelo Centro das bocas de charroco (costa e césar).

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    2. De facto, esta situação já assume contornos de “tragicomédia”! Quanto à ILC, terá o condão de fazer “cair as máscaras” a muito boa gente e de expor a sua hipocrisia!

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  2. Bom dia.

    Creio que desta reunião nada de novo sairá, com efeito.

    No entanto, considero positiva esta reunião:

    Vejamos:

    – as plataformas sindicais aparecem na CS e informam que há 1 mês não há reuniões, mostrando a sua disponibilidade para retomar as negociações e a total inflexibilidade da tutela.
    – dirigem-se ao ministério para mostrarem que estão à espera de nova reunião com os devidos interlocutores e não com o porteiro.
    – após isto, o ME vem então convocar 1 reunião. Se não o fizesse ficaria muito mal visto perante o país, comparando as duas posições.
    – já terão uma leitura global resultado dos inquéritos aos professores que nele participaram (sindicalizados e não sindicalizados) acerca de 3 ou 4 questões importantes.
    – entretanto, a greve deve continuar. Nada em contrário e antes pelo contrário.

    Se vai surtir efeito?
    Não. Como já se leu no comunicado, continua a recusa à recuperação integral do tempo de serviço mesmo baseado num faseamento.

    Pode-se defender que não devia haver esta reunião?
    Pode-se. Mas então expliquem porquê.

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  3. Que eu saiba, há um pré-aviso de greve válido até 31 de Julho. Desta vez não há desculpas, só é usado quem quiser. É claro que a partir de 13 de julho já vai doer mais, mas… ou “os” temos ou não “os” temos.

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  4. Ouvi dizer que, depois da passagem da educação para as autarquias com o pacote financeiro a pretexto, vão privatizá-las e vender aos chineses.

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  5. Não sei se esta greve vai servir de alguma coisa: Ambos intransigentes, podiam reunir mas sem falar do tempo a recuperar e esperar que o governo dissesse algo. Acho que só poderemos conseguir alguma coisa com este PS com os tribunais a defender o Burnout dos professores. com 62 anos e 38 de serviço… já passei por muitas lutas e na maioria sem êxito. Com governos totalitários é o que temos!!!!!

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    1. “…podiam reunir mas sem falar do tempo a recuperar e esperar que o governo dissesse algo”.
      Colega, sempre poderiam comentar a crise do SCP. Depois,um intervalo com chá e torradas. É isso?

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  6. Neste momento até penso (espero que incorretamente) que andam todos a gozar com os professores que trabalham. Já estamos nisto há 3 semanas, vamos continuar mais uma (até dia 11) e …depois vamos fazer o trabalho.
    Parece-me uma provocação a marcação da reunião só para dia 11. Até me parece que os sindicatos não deveriam aceitar esta data (mais de uma semana depois da entrega da carta) e justificarem o porquê.
    Também pode haver muito jogo escondido que só alguns entendem.

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  7. CPA…

    «Artigo 9.º
    Princípio da imparcialidade
    A Administração Pública deve tratar de forma imparcial aqueles que com ela entrem em relação, designadamente, considerando com objetividade todos e apenas os interesses relevantes no contexto decisório e adotando as soluções organizatórias e procedimentais indispensáveis à preservação da isenção administrativa e à confiança nessa isenção.

    Artigo 10.º
    Princípio da boa-fé
    1 – No exercício da atividade administrativa e em todas as suas formas e fases, a Administração Pública e os particulares devem agir e relacionar-se segundo as regras da boa-fé.
    2 – No cumprimento do disposto no número anterior, devem ponderar-se os valores fundamentais do Direito relevantes em face das situações consideradas, e, em especial, a confiança suscitada na contraparte pela atuação em causa e o objetivo a alcançar com a atuação empreendida.

    Artigo 11.º
    Princípio da colaboração com os particulares
    1 – Os órgãos da Administração Pública devem atuar em estreita colaboração com os particulares, cumprindo-lhes, designadamente, prestar aos particulares as informações e os esclarecimentos de que careçam, apoiar e estimular as suas iniciativas e receber as suas sugestões e informações.
    2 – A Administração Pública é responsável pelas informações prestadas por escrito aos particulares, ainda que não obrigatórias.

    Artigo 12.º
    Princípio da participação
    Os órgãos da Administração Pública devem assegurar a participação dos particulares, bem como das associações que tenham por objeto a defesa dos seus interesses, na formação das decisões que lhes digam respeito, designadamente através da respetiva audiência nos termos do presente Código.»

    (Este texto não fazia parte das investigações do Sr. Ministro)

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  8. Pois. E o Prof. Marcelo por onde anda? Distraído, certamente. Não se lhe ouve uma fala sobre as escolas deste país. Está mais preocupado com o aperto de mão a Trump e Putin, assim ou assado. Grande deceção. Aquelas selfies nunca me convenceram. O Vasco Pulido Valente é que soube bem fazer o retrato do presidente. O meu voto já não volta a levar.

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