Pelo Alentejo

Na última reunião de Executivo, a Câmara Municipal de Évora, de maioria CDU, decidiu revogar o contrato de delegação de competências com o Ministério da Educação, alegando falta de soluções para a “situação de rutura” nas escolas, devido à falta de funcionários. A Campanário falou com a vereadora do PS no município, Elsa Teigão, que votou contra esta proposta aprovada com os votos favoráveis da CDU e do PSD, considerando “que há uma desresponsabilização dos problemas existentes” pelo que “repudiamos esta atitude da CDU, do executivo”.

A socialista Elsa Teigão salienta que “uma vez estas competências estando no contrato de execução, permitem às autarquias, na sua ligação próxima com as realidades locais, resolver os problemas e identifica-los, resolvê-los e fazer propostas para os solucionar”.

Portanto, na sua opinião, “aqui neste caso, a CDU resolveu que atiraria a toalha ao chão” num “momento absolutamente em contraciclo, porque foi aprovada pela Associação Nacional de Municípios, na terça-feira [3 de julho], a proposta de descentralização por parte do Governo”. Neste cenário “a CDU decide que não quer assumir as competências, não quer continuar a assumir as competências que foram assinadas em 2009”, esclarece a vereadora da oposição.

Elsa Teigão vai ainda mais longe, considerando que esta decisão foi tomada “de uma forma um pouco eleitoralista e no sentido de aproveitar esta onda que se vive” um pouco de descontentamento, por parte dos professores nas escolas”. Mas “num timing completamente errado”, pois “foi assumido (…) que o rácio do pessoal não docente tinha aumentado este ano” e que “as verbas também tinham sido aumentadas”.

sinal

5 thoughts on “Pelo Alentejo

  1. A noticia só dá voz à opinião de uma mulherzinha desonesta e oportunista, que não merece qualquer credibilidade. Esta Elsa é do mais rasteirinho da política eborense.
    Havia que ouvir os responsáveis da Câmara e não esta sabuja do Costa.
    Esperemos que haja outras câmaras a seguir o exemplo de Évora.

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  2. O número de câmaras CDU reduziu consideravelmente e, com ele, a diminuição da sua força em relação ao poder central e nas regiões do país. Descentralizar implica negociar também com parceiros da mesma região. Ora, as câmaras CDU gostam do poder absoluto como ninguém, todavia, são uma minoria em qualquer região do país, pelo que perdem capacidade de representação e negociação. Por tudo isso, a CDU usa as câmaras (e os sindicatos!) para fazer política em Lisboa. O PCP, sendo um partido conservador, não aprecia mudanças. Previsível!…

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