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… é possível que esteja na RTP3, no 360º num debate sobre o Estado da Nação na Educação, Cultura, Ambiente, etc. Se me perguntarem alguma coisa sobre professores, lutas governos, ministérios e sindicalismo é bem capaz de sair coisa muito pouco cordata. Espero que, desta vez, seja mesmo ao contrário e me perguntem sobre qualquer outra coisa.

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Parece Que É Irritante…

… que exista quem olhe para o que está em seu redor e tente fazer um retrato minimamente fiel, sem ser pelos olhos de cartilhas pré-definidas ou fidelidades organizacionais. Parece que não há espaço entre as trincheiras.

Confesso… nas últimas semanas segui a práxis determinada pela Plataforma Sindical, tanto em calendário como grelhas para escalas e fundos de greve (esta parte é mais complicada, parece que há quem só tenha ido à sua escola contribuir uma vez para a fotografia). Não fui “radical” como o pessoal do S.TO.P. e não desalinhei um fio da “estratégia” da ortodoxia.

Mas parece que não me é permitido, depois de declarada a trégua estival na luta por parte dos poderes dominantes, manifestar o que penso ou acho.

Fico em terra de ninguém entre os pragmáticos do “as coisas são assim a luta só pode ir até onde pode ir e agora só pode ir até aqui” e os radicais do “vamos até às últimas consequências”.

Em relação a ambas as posições tenho dúvidas em razoável quantidade, mas deixo apenas uma para cada facção, no sentido de me ser respondido com alguma objectividade por quem sabe por certo mais disto do que o sniper de serviço (parece que ganhei outra alcunha… pelo menos já não é só “o fdp do gajo/gordo/guinote”, para ficar pela letra g)

Em relação aos pragmáticos que tanto dizem que a “solução” já está na lei do OE para 2018 gostaria de saber o que farão se até aprovação do OE para 2019 essa tal pretensa lei não for cumprida e se sequer faz sentido ter andado a fazer greves se a coisa “já está na lei”.

Quanto aos radicais gostaria de saber se ir “até ao fim/às últimas consequências” significa fazer greve até 31 de Julho ou se há algo mais para dia 1 de Agosto. Porque a 13 ou 31 de Julho estará decidido exactamente o mesmo, ou seja, nada.

Muit’agradecido e escusam de me explicar – em especial as pessoas sobre as quais nada sei sobre o que fizeram até hoje de concreto para além dos guiões recebidos – que eu só não sei as respostas porque sou muito burro e carente de formação na arte superior da negociação político-sindical que tantas vitórias nos tem dado desde 2005. A minha burrice e escassez de conhecimentos é por demais conhecida por todos vocêses.

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