O Elevador Avariado

Ou disfuncional. Os habilitações académicas já não garantem uma mobilidade ascensional e a proletarização dos licenciados é uma realidade. Mas qualquer análise necessita de mais variáveis e é sempre mais complexa.

Pais com formação superior já representam 8% das famílias com crianças em risco

Entre as famílias sinalizadas pelas comissões de protecção, cuidadores com grau de bacharelato ou curso superior são o grupo que mais aumentou nos últimos anos. Dados são do relatório de 2017 divulgado na íntegra esta semana.

Elevador

19 thoughts on “O Elevador Avariado

  1. Não tem assim muito a ver mas como ainda estou traumatizada pelo 6,5 que levei na quase totalidade dos parâmetros da avaliação que tive por alguém com muito menos habilitações do que eu que nem sabe nada das áreas da minha competência nem do trabalho que faço ou fiz nos anos em que me avaliou acho absolutamente anormal mas normalmente aceite. Assim, até parece que quem mais sabe poderá vir a ser vítima neste sistema. Assim tem sido há anos …. Será problema de quem avalia estas situações também? Não sei … Mas que a coisa não está bem, não está. E quem tem poder para decidir nem sempre é a mais competente pelos parâmetros em que fui educada e pela qual me regi, não é.

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      1. É para progressão. Mudarei de escalão. Ainda não estou em escalão de precisar de quotas nem de Muito Bom. Apesar de licenciada antes de Bolonha, Mestre antes de Bolonha, especializada pós estas coisas e mais uns cursos de pós graduação, fico por aí, apesar disso, apenas vou para o 4º escalão.

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    1. Como a compreendo ! Isto de ser avaliado por colegas ( que muitas vezes sabem menos do que nós ) é completamente perverso e destroi as boas relações entre colegas ,o trabalho cooperativo …coisas essenciais para um ensino de qualidade .Já acabaram com esta avaliação em vários países.
      .

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      1. Avaliado por quem sabe, por norma pares, colegas, é normal. De outros locais, como nas provas académicas, mestrados antes de bolonha. Ou então, na casa, mas publicamente, avaliação curricular, pública. Onde o avaliador tenha um CV relevante para o efeito. No meu caso, foi por demais ridículo, estou confiante que alguém lerá estes comentários que não são anónimos e me perguntará algo. Porque pela via oficial, não vale a pena. É que os avaliadores nem precisam de fazer prova sequer de ler rigorosamente nada muito menos de ser o que quer que seja a não ser serem mais velhos e pelas graduações de outrora terem sido eleitos. E logo a mim me calhou esta. Outra fosse, seria semelhante.

        Ana Maria, se eu fosse avaliada por uma Colega, a coisa seria diferente 🙂 Abraço!

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  2. Também já terão retirado as crianças todas a outras famílias e agora vão a estas … Ou simultaneamente talvez já não se atrevam tanto a retirar crianças a famílias desfavorecidas como antes pois as pessoas já aprenderam alguma coisa. As CPCJ não são nenhuma santidade … Minha opinião. E é mais fácil receber denúncias em determinados patamares sociais, porque sim … é como dizes, há muitas variáveis … Assuntos delicados até mais não. E se estou cansada destas coisas, perfeitos tabus dentro de qualquer escola.

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    1. Margarida,

      A legislação prevê o direito de reclamação em relação ao resultado da avaliação atribuída a 1 docente.
      (artigos 25 e 26 do ECD)

      É também previsto, no decorrer do processo e antes da avaliação final, que haja uma auto-avaliação do docente e um momento de entrevista entre avaliado e avaliador(es).

      (artigos 15 e 16, etc)

      Nota: esta informação não tem a ver com ódios e/ou pensamentos únicos e formatados. Tem a ver procedimentos a tomar.

      (quem é a Ana Maria?)

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      1. Obrigada, F.
        Acho que não vou perder tempo com isso. De que me adianta? Sei bem o que se pretendeu e fez. Informação bem útil, gracias! Quem sabe mais alguém beneficie. Eu nem sabia quem era a avaliadora …

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  3. As habilitações académicas não garantem ter uma vida normal ! Um casal de professores ( início de carreira ,10/15 de serviço ) ter disponibilidade para acompanhar os filhos ? O seu dia a dia ? Estudos,etc ?
    Muito mal pagos,distâncias do local de trabalho,horários ,etc…mudanças de escola,instabilidade permanente,etc
    Não me admira o elevador estar avariado !
    Acho que acabará por avariar cada vez mais !

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    1. Magalhães, prometo não ‘dar mais seca hoje’, apesar de saber que nem colocarás as coisas assim :).
      Apesar de me estar a recolocar novamente no centro … com este exemplo. Já na altura, de´cada de 90, ficávamos colocados a 200 km de casa. Adiámos família e filhos. Ou por outra, tivemos na mesma. Ou não. Quem tinha Avós, conseguiu. Quem teve ajuda, quem … sei lá, eu nunca fiquei perto de casa a não ser por doença e de outro modo, desde o último concurso. Prof há 23 anos. Assim sendo, este estudo, refere-se a gente que vive perto, mas maltrata. Ou seja, nada a ver com coisas dessas. Divago NNNNNN eu sei.

      Se um de nós vivesse num lado qualquer deixaria de assegurar condições mínimas para um filho? Não.

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  4. Mais habilitações para mobilidade social terá sido no tempo da outra senhora.
    O que conta agora é dar a camisa pela causa, não falar muito, fazer bem o trabalho e mostrar disponibilidade 25 horas por dia. Esqueci-me: trabalhar de borla de preferência.

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    1. Afinal, parece que a instabilidade laboral sempre vai manifestando as suas consequências. A “flexisegurança”, e outros nomes pomposos, ia ser uma coisa tão boa, mas afinal não explicaram para quem.

      “Já não há empregos para a vida”, mas as contas teimam em aparecer todos os meses. São para a vida. E os créditos, a dívida, essa marca omnipresente do nosso tempo, também.

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