Passarão a Escrito?

As ameaças feitas verbalmente a director@s que ou têm tudo acabado hoje ou são el@s a levar com processos disciplinares? O que têm a ANDAEP e a ANDE a dizer em relação a isto? Ou acerca de haver director@s a quererem a alteração de textos inseridos em actas de reuniões já realizadas, sendo que de acordo com a SE Leitão e a drª Pastor os CT são órgãos administrativos e, portanto, as actas são documentos que emanam das suas reuniões, não devendo ser adulterados por ordens pretensamente hierárquicas?

Voltámos às charruadas?

xarroco

3 thoughts on “Passarão a Escrito?

  1. A propósito de encenações…
    O filme das greves às avaliações terminou hoje, com inspetores a visitarem os últimos redutos da insubordinação. Acena-se com o Despacho normativo n.º 1-F/2016, nomeadamente o seu artigo 29º: sendo a situação decorrente da “exclusiva responsabilidade da escola” (e não do aluno) e verificando-se a falta de elementos de avaliação do 3º período numa ou mais disciplinas, “a menção ou classificação dessas disciplinas é a que o aluno obteve no 2.º período letivo”. Isto já com professores em férias e outros em greve, mas mantendo-se mais de 1/3 dos professores na reunião.
    E o cenário de uma mega-encenação, em que fui (fomos todos) enrolado, invadiu-me a cabeça e teima em não sair. Ora, é o mesmo despacho (artigo 23º) que fala na ausência de um professor e na remarcação da reunião em menos de 48 horas. E que, com grande descontração, diz que então está bem, se teima em faltar gente, que o conselho de turma se reúna com “os restantes membros”. É com os que houver, porque tem que se despachar a coisa.
    Portanto, isto já podia ter tudo terminado logo em junho, porque o conselho de turma simplesmente reuniria com os professores que estivessem presentes. E na falta de elementos de avaliação: artigo 29º. Até as notas informativas parecem ter sido encenadas à medida, para manter o incêndio a carburar e a malta em polvorosa.
    Se considerarmos que 50 000 professores fizeram o equivalente a 1 dia de greve, descontando 50 euros pela brincadeira, temos 2,5 milhões de euros de poupança para o lado do Ministério da Educação.
    E o STOP? Talvez fosse o elemento de esperança que dá jeito em qualquer manobra de manipulação de massas…

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    1. Ao que parece, daqui decorre o papel da inspecção geral da educação.
      Não estará ao serviço da legalidade… não estará ao serviço dos interesses da Educação e muito menos dos alunos… não estará ao serviço de um ministério da educação (este último, enquanto entidade autónoma de um qualquer governo)…
      Está ao serviço de quem ou do quê? – está ao serviço dos interesses governativos independentemente de qualquer quadro legal existente!

      A quem, por conseguinte, recorrer quando a Lei é atropelada (pelos “de cima” – concretize-se que se for pelos “de baixo” a história é toda uma outra) e a fiscalização do cumprimento da Lei é inexistente?
      – Aos provedores? – AH, AH, AH…
      – Às comissões reguladoras? – AH, AH, AH…
      – Às entidades das transparências e fiscalizadoras? – AH, AH, AH…
      – Ao parlamento? – AH,AH,AH…
      – Às comissões parlamentares? – AH, AH, AH…
      – às…mil e uma estruturas que se inventam neste pais?- AH, AH, AH
      – Ao presidente? – AH,AH,AH…

      -Restam-nos os tribunais administrativos (que em matéria de serviços públicos tudo desemboca nestes), diria eu. E, não é que… é exactamente com isso que contam…; enquanto se espera e desespera por decisões judiciais… pisam e repisam, fazem e desfazem/ partem e repartem… e “quem não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte”, AH, AH, AH…
      – 15, 20, 30…anos depois vem uma decisão…com sorte, o tribunal não estava politizado/partidarizado e ainda que favorável, de que servirá então? – alguém vê os políticos/ governantes preocupados, efectivamente, com a justiça?- Eu não vejo – é que esta existe para servir os “pequenos, pobres e indefesos” que os outros não precisam dela para, absolutamente, nada.
      Até nisto a Educação tem um papel fundamental – não teremos nunca boas “estruturas” judiciais quando a educação caminha para o degredo, para o obscurantismo e para a falta de conhecimento, de qualidade e de ética.

      Para já, e quanto a mim, ainda me resta esperar pelos tais 15, 20 e mais que sejam, anos!
      Já escrevia Pessoa: “Tudo vale a pena, Se a alma não é pequena…”

      Nota: Os cidadãos precisam unir-se para propor uma alteração FUNDAMENTAL na lei eleitoral:
      Os Votos brancos e nulos terão que passar a ter o mesmo peso e consequências que os votos num partido qualquer! – Nessa altura, preocupar-se-ão em governar para os cidadãos!

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