A Portaria da Flexibilidade para o Secundário

Saiu na terça-feira, é a 226-A/2018 (Portaria 226A de 2018) e introduz a segunda mudança na designação dos Conselhos de Turma. Na port(c)aria do Básico tinham passado a “Conselhos de Avaliação”. Agora passaram a “Conselhos de Turma de Avaliação”. Nada disto parece inocente. Daqui a dias, tento explicar uma pequena parte da coisa.

malandro

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19 thoughts on “A Portaria da Flexibilidade para o Secundário

  1. Basta dar uma vista de olhos pela secção referente aos critérios de avaliação para perceber que a “componente burocrática” cresce desmesuradamente ( sinal dos tempos). Quanto à inocência dos intentos não me pronuncio.
    Umas boas férias.

  2. Sobre os recursos às avaliações pelos EE.
    “5 — O conselho de turma, reunido extraordinariamente,
    aprecia o pedido de revisão e delibera sobre o mesmo,
    elaborando um relatório pormenorizado que deve integrar
    a ata da reunião.
    6 — Nos casos em que o conselho de turma mantenha
    a sua deliberação, o processo é enviado pelo diretor ao
    conselho pedagógico para emissão de parecer prévio à
    decisão final.
    7 — Da decisão do diretor e respetiva fundamentação é
    dado conhecimento ao interessado, através de carta registada
    com aviso de receção, no prazo máximo de 30 dias
    úteis contados a partir da data da receção do pedido de
    revisão.”

    O diretor passa a ser soberano? Ou estarei a perceber mal?

  3. O Conselho Pedagógico já é há muito apenas consultivo. Na pratica não serve para nada, deveria nem existir. O Diretor decide tudo mesmo que o CP não concorde.
    Desde MLR que o Diretor é soberano.

  4. …desde a famigerada criatura que as escolas vivem em DITADURA…em pleno século XXI. Pior, muito pior, que os reitores do Salazar. Agora também com a conivência do BE e do PCP, que trairam a confiança de muitos!!!!!!!

  5. Pois, a pide não era pior não senhora, isto está muito mas muito pior do que no tempo de Salazar e os reitores eram muito mais fofos e os bufos nas universidades eram também muito empáticos e até pegavam davam uns estalos para os estudantes entrarem e não fazerem greve aos exames. Até assistiam às RGA, chamavam as forças da ordem e aquilo era porrada para todos os lados. O professor Lindley Cintra num anfiteatro cheio, só por dizer que a reprografia era à esquerda e que o seu gabinete também era à esquerda, no piso 1, levou um enxerto de pancada e foi dali directamente para , calhando, umas férias num qq paraíso.
    A polícia de choque, a rigor e com bastões, viseiras e armas, formavam 1 corredor enquanto iam mandando umas bocas foleiras às caloiras e às professoras.

    Não, a pide não era pior.

    Ai Jazus, o que se lê por aqui, sem qq contraditório.

    1. Ausência de eleições; diretores omnipotentes;ameaças várias; igec, a “apertar” os professores, nas escolas; mudanças legislativas, impedindo greves (aos exames já acabou há muito); sessões (convocadas…) de “lavagem cerebral”; cobertura de todas as ilegalidades, desde que sejam contra os professores; “bufos” , é o que mais há…
      Pois, tem razão…falta bater (ainda), porque violência psicológica já não falta!!!!!!

      1. O que refere é verdade.

        Mas, por favor, não compare isto com a existência e actuação da PIDE no tempo do Estado Novo, chegando à conclusão que nesse tempo era melhor.

  6. Colega F,

    Li atentamente o seu #.
    Trauma juvenil ?
    Trauma liceal ?
    Já andava na Faculdade ?
    Desconfio tratar-se apenas de trauma liceal…alguma “apalpadela ” algures…anfiteatro do liceu ?
    Até aposto !
    É certinho !!!

    1. Contava com a tua vivência e experiência de vida para te colocares a meu lado.
      Mas, não.
      Resolveste brincar com coisas sérias e juntaste-te a quem considera que a PIDE não era pior e que tudo o que se passou na altura e tudo o que escrevi resulta de um “trauma”.

      Um Trauma?

      1. Colega F,
        Tens toda a razão !
        Eu limitei-me a ser ( pretender ) ser malandreco e a brincar. Mas reconheço que existem factos com os quais não devemos brincar. Toda a razão ! Eu já não vivi esses tempos pré 25 na Faculdade, mas sim o pós, muito recente.E nem é preciso ter “vivido”, todos temos obrigação de conhecer o “clima ” e medo desses tempos. A colega Fernanda tem toda a razão. Sei q irá desculpar está graçola da ” geral ” .

  7. Colega F,
    Aliás até vivi muito esse clima pré ,mas no meu ambiente familiar. O meu Pai era Professor no IST, e relatava revoltado diversas situações ,( alunos em pânico obrigados a esconderem-se no seu gabinete,etc).

    1. Magalhães, os tempos mudaram, também já não se anda por aí a matar com a ligeireza de outrora, com espingardas, pelo menos em Portugal. Contudo, o espírito pidesco permaneceu e não temos que pedir desculpa por achar que se mantém nem a quem viveu outros tempos. Não me esqueço que fui privada da companhia do meu Pai por dois anos, por causa das ‘guerras’ … colonialização etc. Tudo dará tanta conversa, tanta susceptibilidade. O que aborrece no meio disto é ver pessoas armadas em donzelas puritanas, algo assim, só me lembra o BE e o vereador milionário e sua irmã … Ou seja, a ver se resumo a coisa … dou-te um exemplo, este ano, fui ostracizada, mal tratada, colocada a trabalhar nas piores condições possíveis, tive de meter baixa, andar no psiquiatra porque as e os colegas não gostavam de mim. Tive de mudar de escola, onde estava desde 2012. Estive numa sala sem nada, vazia, isto quando me deram sala pois num corredor fiquei bastante tempo … Limpei, comprei material, pedi ajuda ao sindicato, de muito valeu mas na prática, quem manda, na mesma está, com o poder de m* que se sente don@, Com o séquito de medíocres que a bajulam. Para não dizer pior. Assim, cito um parágrafo do artigo do Público e fico por aí e se alguém me pedir responsabilidades sobre este depoimento afirmo desde já que tenho imaginação fértil e fotos de tudo que nunca mostrei nem tenciono a não ser que obrigada.

      “(…) O que motivou o comportamento daqueles que são vistos como agressores? Para quase 60% das vítimas, as situações de assédio devem-se ao facto de eles “não cederem a pressões”. Cerca de 42% denunciam uma “gestão autoritária” e quase 40% dizem-se “reprimidos” por proporem “novas formas e perspectivas de trabalho”. (…)

      O artigo diz mais alguma coisa interessante e algumas coisas que também suscitam dúvidas … o Filinto Lima revela-se como é e o Louceiro e a FENPROF estão a trabalhar para que se acabem os directores e nesse caso, muito bem. Mas, não percam é o rumo (muito), não comprometam a coisa de modo a perder credibilidade pois as pessoas não são tolas.

      Assim, não me lixem com o antes, que sim, existe. Também há guerra hoje em dia e mortes e facadas de faca de aço … Não me tentem criar problemas de consciência por dizer que hoje há coação e pressão e maus tratos e censura e bufos e controleiros. Os termos são sempre adaptáveis e coisa de moda ….

      Desculpa ter-me metido mas detesto, repito, ver gente a usar este tipo de manha para te controlar a ‘boca’, as palavras, o pensamento. Pode não ser de propósito, mas está-lhes incutido ou assim parece.

      Não reli, se tiver erros, chapéu. Assunto que me aborrece muito.

  8. F,
    atendendo a que: passaram já 50 anos ;
    já não existe qq ditadura na Europa;
    qualidade de vida e os direitos humanos deram passos importantes;
    e a liberdade de expressão é a regra.
    O que se passa nas escolas é gravíssimo, só falta a violência física. Os responsáveis estão hoje na manchete do Público. Não, não são, só, os diretores. São os ditadores que lhes asseguram os lugares antidemocraticamente. MEC.
    Violência psicológica, também conduz a a graves problemas de saúde, lá está.
    O que quer mais?
    Foi mesmo azar, seu, o público de hoje!
    Nota: vale a pena ler também como mentem os diretores…é só ler as declarações de um tal filinto lima…
    “Os diretores são exemplares, modelos de ética é democracia “. Tenha vergonha.

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