53 thoughts on “Camarada Mário, Podes Mostrar o Teu? – V 2.0

  1. Tudo isto tem muita pinta, mas gostava de saber como é pagar as despesas mensais.
    Eu não conseguia, porque vivo apenas do meu vencimento.

    1. Colega Pinto, o que aqui está em causa é a honestidade intelectual dos docentes.

      Alguém que solicite aos colegas que façam greves deverá dar o exemplo e ,como é o caso, se esse alguém não tem serviço letivo atribuído ,deveria contribuir para o fundo de greve por via do sindicato ou a expensas próprias.

      Só isto.

  2. Pois eu não fiz greve.
    Já sei que não sou solidário … pois é verdade (e digo infelizmente … e é verdade)…
    Infelizmente os dos “quadro” também não são solidários com as minhas duas causas, nem os sindicatos (já não sou sindicalizado) nem o tal “Mário”,
    E as minhas causas são estas:
    1 – A treta dos técnicos especializados … que por muitas vezes são escolhidos a dedo pelos diretores das escolas, lugares esses que são (muitas vezes) horários completos de grupos de recrutamento.
    2 – Qual a razão de eu estar no índice 167 com mais de 8 anos para progressão (leia-se tempo descongelado) ??? há pois … ainda não estou nos quadros … e como não estou nos quadros não me adianta de nada lutar pelos 9A4M2D … logo não faço greve.
    Sim a classe docente não é unida … pois … não é … .
    Em vez dos 9A4M2D pensem nas contrapartidas, por exemplo:
    1 – índice remuneratório ser apenas com base no tempo de serviço (estando nos quadros ou não)
    2 – definir o que é componente lectiva e não lectiva [[horas de DT(2 p/turma), DC(2a4), Dir Instalações(2 p/laboratório), Salas de Estudo, apoios, Horas de Bilioteca serem letivas]].
    3 – voltar aos 11 blocos de 90 minutos, ou 22 tempos de 45 (antes da troika), —- claro que quem não dá aulas isto não lhe interessa — Não é Sr “Mário”????
    4 – voltar a existir o PTE (plano tecnológico de escola) sendo lectivas para a manutenção das páginas das escolas (ou agrupamentos) e respectivos serviços.
    5 – As reduções por antiguidade e por idade … não direi para ser o que eram, mas as que são e nada são praticamente a mesma coisa …
    Mas os 9A4M2D são inegociáveis …
    pois …
    também o meu direito a não fazer greve por uma causa que me diz ZERO é sim …
    inegociável.

      1. Caro Paulo, nunca no seu blog existiu censura, mas no do Arlindo já fui “spamado” (leia-se censurado) por mais vezes.
        Claro que foi cópia integral do post acima, e esse não interessa nada aos dos “quadros”. O meu bem haja pela sua democracia.

      2. Teve sorte…critica a falta de “união” (supostamente dos outros, claro!) mas assume: “… Já sei que não sou solidário … pois é verdade (e digo infelizmente … e é verdade)…”

        Os Príncipios serão matéria volátil e, ao que parece, reduzidos a causas pessoais e apenas na circunstância de possíveis futuros benefícios pessoais…

        Ter a perspectiva de Carreira e defender uma CARREIRA não é, de facto, para todos e…de facto, nem todos merecem serem transformados em “príncipes”!

    1. Caro, Sapinho Verde.
      Sugiro que se informe melhor. Caso não saiba, há muitos professores que são “do quadro”, como lhes chama , ser remunerados pelo índice 167 e com mais de 20 anos de serviço. Os recém vinculados, por exemplo, auferem exatamente o mesmo vencimento dos professores contratados com horário completo. Até recebem menos, já que perderam o subsídio de caducidade a que tinham direito antes de vincular.
      Concordo com algumas das suas reivindicações, nomeadamente o que refere no ponto 1, mas aconselho-o a não criticar tudo e todos, de qualquer maneira, porque, mesmo tendo razão nalgumas questões, ninguém o levará a sério.

      1. Cara Colega LIa, o que informa, infelizmente é verdade, conheço, como refere (infelizmente) Colegas com mais de 20 anos e nos quadros no índice 167.
        Caso particular de uma pessoa que entrou na mesma altura do que eu … e ela está no 188 (quadro) eu (contratado) 167.
        Não critico tudo e todos, apenas critico os sindicatos (em especial) no que concerne aos contratados, fizeram muito pouco.
        Tudo deveria ser por graduação, acabar com as cunhas.
        Também critico a diferença salarial entre o início de carreira e o topo.
        Nem todos podemos chegar ao topo, na remuneração, mas o início é muito pouco.
        O que seria preciso … era uma negociação profunda em todos os aspetos e não bandeirar os 942 …

      2. Caro JF.
        Numa dada altura … na tal luta dos contratados pela vinculação apenas um movimento a anvpc (associação nacional vinculação professores contratados) eu estive sempre presente, inclusivamente falei pessoalmente com o Exmo Colega César Paulo (uma palavra de agradecimento ao Paulo).
        Fui à luta, mas muitos dos meus colegas(???) que eram do quadro (dessa escola) não mexeram uma palha, pois foi precisamente nessa altura em que deixei de acreditar no Pai-Natal, e digo mais, senti-me gozado por esses tais “colegas” (desculpem-me a expressão … mas apetecia-me trocar colegas por “gajos que dão aulas”, só não o faço por respeito) sim gozado e inferiorizado (o melhor é mudares de vida, não és profissionalizado o que tu queres, sabes eu já dou aulas à 30 anos e tu à meia dúzia de dia o que queres??? … )…
        Lamentável mesmo.
        Sim, já lutei por causas que me passavam completamente ao lado, e ainda hoje gostaria de ter motivos para lutar, mesmo que me passassem ao lado … mas infelizmente não os tenho, infelizmente …
        Para terminar Caro JF, não fico “chateado” por ser um príncipe de carreia, fico chateado por os contratados serem tratados de professores de segunda (em ordenado), mas principalmente por o serem por (alguns) “colegas”.

      1. Caro CJ os 942 por coerência e porque se calhar nunca estarei nos quadros rejeito de bom gosto, a não ser que a luta dos 942 inclua também os contratados.

      2. Caro Sapinho Verde,
        A luta dos Professores deve ser encarada como uma luta da classe dos Professores.
        Não depende de uma só questão. Não é bom dividir ( estratégia da Sinistra- titulares e os ” outros ” ) nem apelar a cada situação de forma isolada. Deveria ser de forma global,abordar as várias questões.
        Agora esse …” já dou aulas À 30 anos e tu À meia dúzia de dias,o que queres ????”….
        …………. abraço

      3. Caro Magalhães.
        Foi precisamente pela (não) divisão dos titulares /não titulares (nessa altura passava-me mesmo ao lado, mas mesmo mesmo ao lado), que também fiz greve e fui solidário. Mas também foram esses colegas ou melhor “um” que me deu o tal “recado” dos 30 anos.
        Estou solidário, ou melhor queria ter motivos para estar, mas neste momento os 942 são inegociáveis, e as outras coisas que referi???
        Sim quero uma classe unida, mas o tal “Nogueira” que pense um pouco.

  3. A reação de quem não fez greve ou com ela não concorda é lamentável. Cada um a defender a sua panelinha. Assim é que é, ignorando inclusive que o S.TO.P promoveu uma greve com vários pontos que iam para além dos 9 anos.

    Ninguém aqui apontou o dedo aos não grevistas, mas sentiram um toque qualquer.

    Os professores têm uma componente de pategos assinalável, entre outras qualidades.

    Fiz e fiz porque quis. Como a porcalhota hoje é uma democracia (?), quem quis fez, quem não quis não fez.

    Nota: foi a última manifestação pessoal em que me envolvi.

    Desamerdem-se!

    1. Caro António, tens razão,
      o S.TO.P não pensa só nos 942, mas o problema é que é um apenas, um dos (poucos) sindicalistas que trabalha a sério, e que lecciona …
      Para mim o 942 também poderá vir a ser importante.
      Mas o mais importante era que se sentassem à mesa e discutissem tudo o que está mal …

      1. Meu caro, fui sindicalizado durante anos. No tempo das pizzas, quis sair. Por comodismo acabei por seguir a pagar para o Nogueira. Agora, com o Caixa Direta, cortei a gamela.

        Até hoje não participei numa manif ou fiz uma greve que me beneficiasse diretamente. Fi-lo tb por pontos que não estavam na agenda, como, por exemplo, deixarem de nos tratar como tratam.

      2. Caro António, a classe docente é desunida porque apenas pensam nos professores de carreira. Pergunto e os outros?
        Compreendo a luta dos 942, e até a apoio, mas as (minhas) outras lutas? A lutas dos contratados? A dos técnicos da treta? A da equidade de salários? De horários???
        Sim fui unido a fazer greve no passado (na altura em que acreditava no pai-natal) por causas que me passavam ao lado, mas depois vi o egoísmo e o “humbiguismo” egocêntrico dos “quadristas” e deixei de colocar o sapatinho na chaminé.

  4. O recibo não apresenta o respetivo desconto para IRS. Acho estranho porque todos os recibos que conheço apresentam na coluna do lado direito esse desconto.

  5. A greve no primeiro ciclo não teve mais do que caráter simbólico. Faltar metade do CD e em seguida 2/3 não era tarefa fácil (com ameaças de descontar 1dia). Contudo os CD eram repetidos mesmo com falta de um titular de turma repetente na greve. Serviu para algumas escolas fazerem a avaliação com a tranquilidade que a pressa não permitia em anos anteriores.

  6. Compare-se o vencimento do sr. Nogueira com o vencimento do Doutor André Pestana (Licenciatura Universitária, Mestrado e Doutoramento). Equidade, não?

  7. O meu desconto por ter feito greve foi de 170€ em números redondos, valor acumulado nos recibos de vencimento de julho e agosto. No caso particular do meu agrupamento teria que considerar aqui também o meu contributo e aquilo que recebi do Fundo de Greve.
    Mas, para mim, independentemente dos valores monetários que cada um despendeu, e que são certamente fundamentais nas nossas vidas, outros valores significativos também estiveram em causa, como sejam:
    – a onda de solidariedade evidenciada por quase todos os professores do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital e que se manteve bastante ativa até quase ao final do mês de julho, tendo sido condicionada pelo surgimento das ameaças veladas da DGEstE na primeira e segunda notas informativas (com o aval do Colégio Arbitral para a primeira nota informativa) e dos inspetores da IGEC cirurgicamente direcionados para os agrupamentos nesse últimos dias de julho;
    – nessa onda de solidariedade não posso deixar de realçar o esforço despendido pelos nossos colegas que infelizmente ainda estão na condição de contratados e aqueles que se deslocavam de muito longe para as reuniões de avaliação na escola;
    – o apoio de algumas, poucas, Associações de Pais/Encarregados de Educação;
    – as “BARATAS TONTAS” a tentarem controlar aquilo que era incontrolável por “FORÇA DA RAZÃO DOS PROFESSORES”;
    – as “NÓDOAS NEGRAS IRRECUPERÁVEIS” que o Ministério da Educação deixou na legislação feita pela calada da noite e no aval que deram à realização das reuniões de avaliações do 3º período feitas a qualquer preço sem a presença de todos os professores que compõem o Conselho de Turma, bem como, a omissão de toda a documentação que serviria de suporte a essa avaliação e a que teria de ser produzida para o ano letivo seguinte. Mas aqui, mais uma vez, o M.E. já não se importou com o primordial interesse dos alunos;
    – e, em alguns casos , na minha opinião, a violação do direito à greve definidos na Constituição da República Portuguesa e no Código do trabalho;
    -etc, etc, etc.
    Independentemente das variadíssimas opiniões que possam existir ou posições que se tenham tomado, na minha opinião, esta foi uma das maiores, senão a maior, greve de professores a nível nacional, que eu tenha memória.
    Por estas razões e por tudo aquilo que já vivenciei, continuarei a lutar pelo que considero justo e honesto para mim e para os outros, independentemente dos obstáculos que tenha de enfrentar.
    Nesta luta tão difícil sei quem é que esteve ao nosso lado, relativamente a colegas e sindicatos.
    Relativamente aos sindicatos tive de reorientar a minha conduta e aderi ao S.TO.P., no dia 21/7/2018.
    Por isso apelo aos colegas que se reveem nos princípios enunciados na página do S.TO.P. sindicatostop/quem-somos-e-o-que-defendemos/ que adiram a este projeto, para que todos juntos possamos alcançar a dimensão necessária para enfrentarmos aqueles que nos querem prejudicar na nossa profissão.

    1. Infelizmente, fui dos primeiros ( ou o 1° ) a enaltecer e a louvar o aparecimento do S.To.P. muitos dos que aqui comentam diaramente (tal como eu) chamaram-me ingenuo.
      Fico entusiasmado que muitos comecem a mudar de opinião.
      Deslumbra-se 1 luz …

  8. É suposto dar-lhe os parabéns? Se tivesse uma casa a cargo, filhos, créditos, etc, etc, e fosse o único a ter de fazer face a essas despesas não teria este “peito” para tamanho desconto em virtude de greves efetuadas…além de que só revela estupidez na forma de gerir a greve. Sejam humildes e não se julguem melhores do que os outros. O André Pestana teve obviamente de faltar este tempo para estar na rua com a comunicação social…e fica-lhe bem justificar essas faltas com greve.

    1. Colocar o ónus da greve sob a questão da sua eficácia é um sofisma…
      Sem considerar questões subjectivas, de convicções e/ou de valor ético-moral diria que a sua eficácia pode ser a mesma de uma aula/ de uma consulta médica/ de uma consulta jurídica/ de uma reclamação/ de um tratamento, de… – pode ser o tudo, o nada ou um cumulativo dependendo, ainda, de inúmeras variáveis de pesos e pressões absolutas e relativas diferenciadas, …
      Em matéria de considerações, obviamente subjectivas:
      – não tenho dúvidas que dos “ganhos” desta greve se falaria de forma diferente e a “negociação” teria que ser “toda uma outra” se, na maioria das escolas deste pequeno país a greve tivesse ido (como, com satisfação, na “minha”) até ao limite da imposição da ilegalidade,… Setembro sería uma outra história… mas…infelizmente não foi…

      1. Concordo com a 1ª parte do comentário de J.F.
        Tenho dúvidas em relação ao final , sobre as considerações subjectivas.
        Setembro vai ser importante com a reunião do dia 7.
        Cabeça fria e muita calma e paciência.

      2. F
        Lá estão as convicções e as subjectividades… – gostaria imenso que viesse a ter razão acerca do dia 7… mas… tenho, para mim forte convicção (tão mais acérrima se com ausência do STOP), que será, mais um “bluffezinho” e “estratégia de alcova” como as muitas (e basta recuar um mês) com que a plataforma sindical nos tem brindado e insultado a nossa inteligência…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.