Coisas Por Tratar, Anteontem – A Aferição

Ou “avaliação “boa”. Há 2 anos os alunos de 5º ano foram “aferidos” em História e Geografia de Portugal. Seria de esperar que os resultados dessa aferição servissem para melhorar os pontos fracos do desempenho e, três anos depois, voltassem a ser “aferidos”, no 8º ano para analisar a sua evolução.

Não… afinal, este ano, é feitas prova de História e Geografia aos alunos do 8º ano, que não fizeram nenhuma anteriormente nestas matérias, nem as voltarão a fazer, enquanto que os alunos que fizeram a de 5º ano de HGP não voltarão a ser “aferidos”.

Se acham que isto permite algum tipo de monitorização ou análise do desempenho dos alunos ao longo do tempo e que este modelo de “aferição” é para levar a sério, desenganai-vos. Isto não serve para muito mais do que olear as equipas do Santo Iavé.

12 thoughts on “Coisas Por Tratar, Anteontem – A Aferição

      1. Já estão…a “integrá-los” artificialmente na turma é de uma violência sem sentido….logo conto uma história… agora não tenho tempo….

  1. … Avaliar sem saber a quem… As equipas do iave não precisam de óleo. Quem precisa de olear os neurónios é quem faz as solicitações das provas (conseguem imaginar quem é?) é quem as aceita no espírito de missão de “Yes man venha a nós o nosso reino – amén”…

    1. Oh, refere-se às ovelhas que infestam grande parte dos nossos estabelecimentos escolares?
      Gostava de dizer que não vi, não sei, não ouvi, nem conheço. Mas custa-me muito mentir.

  2. Isto são FACTOS!!!
    Factos que se complementam e reforçam contribuindo para demonstrar que:

    – isto da educação anda ao sabor dos ventos, das modas e de interesses e vaidades pessoais;
    – que pouco ou nada é pensado do alicerce ao telhado e devidamente planeado (ok…ok…estamos em portugal);

    – que o diagnóstico dos problemas e das aprendizagens, com que supostamente, a administração central queria “contribuir” dada a sua excelência (aquele que os professores fazem no terreno e no dia-a-dia não serve) é mesmo coisa para justificar a existência e continuidade de trabalho/equipas e serviços desta gigantesca entidade que é o ME;

    – que a conversa da avaliação e da monitorização da avaliação é mesmo uma treta e o único interesse é que os alunos passem independentemente de tudo (afinal… é uma outra forma de, mais cedo ou mais tarde, chegar ao destino pretendido de acabar com a retenção que, lembrar-se-ão, sai cara…independentemente de os custos sócio-económicos a jusante da escolaridade poderem vir a ser muito maiores e insustentáveis);

    – olhar, com o mínimo de atenção, para o diploma da chamada “educação inclusiva” (como se até aqui não o fosse…) tendo presente 3 coisinhas básicas – “com os recursos disponíveis” / “a sair da componente não lectiva de estabelecimento” e sem considerar o elevado nº de turmas e alunos que a maioria dos docentes têm-se o que, efectivamente se pretende e já mencionado no ponto anterior;
    – dos miúdos não reza a história e ao contrário do que afirmava a lurdinhas, para o ministério eles são números e para quem eles têm rosto e alma é para os seus professores que, cada vez mais, se sentirão impotentes em ajudá-los com seriedade;

    – a utilidade da “mudança” em portugal serve interesses bem instalados e não será, certamente assim que se quebrará (ou, tão pouco, atenuará) o ciclo da pobreza. Quantas gerações eram necessárias?- pois, não duvido que aumentarão.

    A escola pública que já serviu de motor de ascensão social vai sendo continuamente arrasada para servir fornadas de mão de obra barata enquanto a alguns nichos caberá a formação das futuras “elites”.

  3. Eu penso que todas estas coisas tipo provas de aferição, escolas TEIP (que têm sempre uma universidade em cima delas a dar-lhes formação e com um “perito” a impor-lhes a cartilha do ministério da educação), a criação de mais grupos disciplinares, a aposta no ensino profissional servem para dar trabalho e dinheiro às clientelas, nomeadamente e pela mesma ordem: IAVE, universidades (que assim arranjam trabalho para os seus investigadores) escolas superiores de educação e finalmente para aproveitar fundos comunitários. Será isso?

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