A Nova “Estratégia”

É dizer, da boca para fora, que estimam muitos os professores, que são óptimos profissionais, que estão a fazer tudo para valorizar a sua profissão, que tudo é um enorme diálogo com toda a gente. Notou-se na 2ª feira com João Costa e hoje, na TSF, com Alexandra Leitão, embora estivesse mais interessada em “colar-se” a Marcelo Rebelo de Sousa “Professor” com quem ela aprendeu, colaborou e etc. Para que a opinião pública assuma que, a existir má vontade, é do “outro lado”, dos “inflexíveis”, por oposição a esta governação “flexível” na Educação.

Antes era a estratégia da indiferença, como que se não existisse nada problemático. Agora preferem aparecer como se tudo estivesse bem, na paz dos deuses, apenas existindo umas arestas periféricas a lixar.

Em qualquer dos casos, na sombra, os gabinetes de comunicação continuam a alimentar alguma opinião publicada com informação mais do que truncada e argumentos falaciosos.

Frade

 

E Depois Há Aquelas Pessoas Que Até Têm Amigos, Parentes, Conhecidos, Primos do Padeiro Que São Professores…

… e que apesar ou por causa disso acham que sabem sobre o assunto e podem dar lições de moral em nome da “sociedade civil” aos docentes como aquela criatura “que também é “pai” (como se os professores não fossem) que hoje falou de manhã no Fórum da TSF, entre a intervenção inicial da SE Leitão e a minha, e que conhecia alguém que lhe tinha dito que um bom aluno, algures, não tinha conseguido grande nota no exame de Físico-Química (cf. 16’30”) porque @ professor@ não tinha dado a matéria toda por causa das greves. E seguiu-se o sacramental apelo para que os professores não prejudicassem os alunos com greves.

Eu até ia falar de outra coisa, mas deu-me ali uma travadinha (17’30”) com a ignorância (ou outra coisa) desta pseudo-sociedade civil que nem sequer parece ter notado que uma greve às avaliações não retira horas de aulas aos alunos. Assim como, por exemplo, eu não tirei tempo de valioso saber aos meus alunos ao participar no programa num período em que não tinha aulas.

Aos 21’20” os professores apoiam, obviamente, os “alunos” de acordo com os dados do PISA. O “envelhecimento” é tramado…

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