Algumas Questões Que (Quase) Ninguém Gosta de Abordar em Matéria de Sindicalismo Docente

Dizem-me que cada sindicato tem direito a um horário de redução por cada 200 associados. acho pouco. Deveria ter direito a um horário por cada 100 associados. Mas, defendo que esses associados devem ser reais e não duplicados ou daqueles virtuais como os que nossos clubes apresentam para terem 15 milhões de associados só no eixo Reboleira-Carnaxide. E só deveria existir redução para sindicatos que conseguissem um mínimo de membros. Mil parece-vos muito?

As listas de associados sindicais deveriam ser actualizadas e deveria ser possível saber-se quem se inscreve aqui  e ali, num sindicato por causa do apoio jurídico, mas depois inscreve-se em outro porque tem uma boa parceria com uma agência de férias. Não, não estou a gozar.

Assim como acho que deveria existir a transparência de indicar quais são os associados que são contratados (e leccionaram pelo menos em um dos últimos 5 ou 10 anos), aqueles que são dos quadros e aqueles que já se aposentaram.

Não para negar quaisquer direitos seja a quem for, mas para se conhecer a composição de cada sindicato, o que até permitiria caracterizar melhor cada um deles e perceber mesmo o tipo de acção sindical que desenvolvem. Este tipo de conhecimento é essencial para os telhados de vidro e a transparência de organizações essenciais para o funcionamento do regime democrático.

Não sou associado de nenhum, não posso requerer esse tipo de informação. Mas acho que a sua divulgação seria muito importante para a própria credibilidade de sindicatos de que muitos docentes desconhecem a existência no terreno.

E deixem-se de queixinhas quanto a pseudo “ataques” porque parecem a guarnição de Petibonum a queixar-se de cerco à aproximação do Obélix (sim, já que um dos “argumentos” dos operacionais que por aí andam é o meu físico próspero, aguentem-se à analogia).

Petibonum

20 thoughts on “Algumas Questões Que (Quase) Ninguém Gosta de Abordar em Matéria de Sindicalismo Docente

  1. Em democracia, deixam-nos reclamar, manifestar, fazer barulho…mas não nos ligam nenhuma! Resta apenas o voto de 4 em 4 anos. E tudo recomeça. É um ciclo vicioso que corrói a verdadeira democracia mas que veio para ficar.

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    1. Surpresa: o comentário acima é de alguém – que não eu – que assina com o mesmo nome ou pseudónimo ( maria, com minúscula inicial). Contudo, revejo-me no comentário.

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    2. Maria, deve querer dizer círculo vicioso pois o seu comentário refere-se a algo que volta ao ponto de partida… Ciclo é algo que se desenvolve por etapas, numa linha evolutiva, que não é, de todo, o teor do seu comentário…

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    3. Círculo vicioso.
      Se a demo não serve,então, qual é a alternativa?
      Com as eventuais alianças (vulgo geringonça ou outra…) o nosso voto perde importância e decisão.

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  2. Exato! Essa é a questão que mais me incomoda na democracia! Nos últimos anos tem – se assistido a esse desprezo pelo que a maioria, cidadãos, utentes, consumidores…. quer e sente e os políticos só se agitam próximo das eleições para as vencerem. E tem funcionado 😢

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  3. De facto, a transparência seria um bom princípio para organismos como os sindicatos. Talvez ajudasse um pouco a pôr ‘a casa’ em ordem…

    Sinceramente, não tinha noção de que há tantos. 18, se não os contei mal no outro post. E falta lá o STOP (19, a ser assim).

    Se existem 811 agrupamentos, há um sindicato para 45, 46 agrupamentos… 🤔

    Para além de outras coisas, um número destes pode traduzir, no mínimo, dispersão de energia, enfraquecimento e/ou dispersão das ‘causas’, interesses perigosamente divergentes, não confluência da ação sindical, etc.

    Sim, é claro que a diversidade também é necessária e pode ser positiva, mas não será diversidade a mais?

    Mais um bocadinho e consigo um sindicato só para mim. 😊

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  4. Ainda falta acrescentar aqueles que se elegem delegados sindicais para terem prioridade na escolha de horários…mas caso algum colega necessite de apoio não mexem uma palha 😨😨

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  5. O Paulo está mesmo a pôr-se a jeito 😉
    A fazer lembrar o governo que antes das greves lança notícias menos boas para os docentes.

    As greves de outubro próximo não precisavam destas questões para terem pouca adesão… 🙂

    Foi a pensar nestas e noutras questões (acho que há uma relação amor-ódio e promiscuidade entre o ME e os sindicatos) que nunca me sindicalizei.

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    1. Farei os 4 dias de greve. Penso que se houver esta tomada de posição a nível nacional, e não apenas no dia destinado à região em que a nossa escola se insere, voltaremos a chamar a atenção sobre nós. Há que haver unidade, que é o que falta na nossa classe há muito…
      E não, não sou ingénua nem pró plataforma, bem antes pelo contrário. Mas, infelizmente, só eles podem entregar pré-avisos de greve. E sim, continuo a achar que é a única forma de incomodar a sociedade civil, sobretudo em pleno período letivo, sem encarregados de educação em férias…
      Pensem nisso!!!

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      1. Manuel… não gosto quando andam por aí (mesmo neste blogue ou nas “redes sociais”) a lançar suspeições sobre o que escrevo alegadamente com nicks que nunca vi na vida. Eu tenho, ao menos, a delicadeza se não colocar os nomes a quem não o quer…
        Agora, que se mete comigo não fica com as duas faces à disposição.

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      2. lu,

        Seria bom, seria. Fazer-se os 4 dias de greve.

        Mas a realidade é que nem 1 muitos estão dispostos a fazer, quanto mais 4.

        E, como já escrevi, li algures por aí alguém que se apresenta como professora afirmar que torcia para que a greve tivesse uma “adesão mínima” para mostrar…..aos sindicatos o descontentamento dos professores…não sindicalizados.

        Não, não é erro. Foi mesmo assim. O alvo é o sindicato. O alvo não é o governo, o ME e as políticas do MFinanças e mais o relatório do FMI.

        O alvo são os sindicatos.

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  6. Paulo, num “post” anterior diz que o SPGL tem 1 dirigente a 100%. Tal não acontece, provavelmente uma confusão com o SPDGL.
    E gostaria de realçar que a limitação de mandatos está consagrado nos estatutos do SPGL.

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