27 thoughts on “Sempre Malhamos Dois

  1. Ele não há coincidências, como se costuma dizer, (e até a Margarida Rebelo Pinto tem um quase best seller com este nome), mas já não basta a campanha de desinformação na comunicação social, da OCDE e mais os artigos de opinião e comentários de gente com bastante “visibilidade” contra os professores e as justas lutas e contra os sindicatos e líderes sindicais.

    Vão-me dizer que é a bem da transparência e democracia de instituições e concordo.

    Mas numa altura destas é escusado, completamente escusado. E não se podia ter escolhido outra altura?

    Mais transparente será dizer-se qual a posição pessoal sobre as greves previstas para o próximo mês em vez de se andar a criar um ambiente de artigos que que irão culminar num clímax pretendido, a saber – as greves não vão ter impacto nenhum. Aliás, já li algures na blogosfera escrever-se que a adesão “devia ser mínima”.

    Leram bem: “a adesão devia ser mínima” para mostrar aos sindicatos que os professores estão contra eles.

    Esta é a estocada final.

    E escrevo isto em nome da classe profissional a que pertenço, infelizmente cheia de egos, de diz que disse, de intelectualidades a granel, de protagonismos vários e de quezílias pessoais estéreis.

    Isto é demasiado mau.

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  2. Claro que o Paulo se diverte a “picar” e está avidamente à espera por comentários de contraditório porque a sobrevivência e a sua marca pessoal assim o exige.

    Contudo, devo ser a única a pensar deste modo e a escrevê-lo aqui de forma educada.

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  3. Só agora reparei que a outra pessoa que “malha” é o Luís Braga!

    Bate certo.

    Mas olhem que não são só os 2. Basta pesquisar por aí e ler-se o que se tem escrito de há uns bons meses para cá e o título seria “Sempre malhamos 2, 3, 4, 5, 6,………”. Para começar, lembro-me do MST, dos Césares das Neves, dos directores do público, dn, articulistas do observador, dos fóruns da rádio e das opiniões públicas….

    O malhanço não se limita a 2!

    Não estão sós. Têm um colectivo convosco que “esmaga”…..

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  4. F,

    não li por estes dias qualquer post (aqui) a denegrir a imagem dos sindicatos. Refere-se aos que o Paulo publicou a propósito da não publicitação das listas de mobilidade estatutária? Não os entendi como provocação gratuita. Aliás, até considero que o Paulo teve um discurso ponderado.

    O Paulo pode influenciar muita gente, mas, independentemente disso, as pessoas têm pensamento próprio. Não creio que as pessoas farão ou não greve por esse ‘tipo de coisas’.
    Se estiver atenta, facilmente perceberá porque é que muitos não se revêem na atuação ‘recente’ dos sindicatos.
    Talvez a adesão venha a ser reduzida, principalmente porque muitos ainda se lembram bem do que aconteceu (ou não) de novembro para cá, a culminar com a estratégia ‘estranha’ seguida em junho e julho…

    Em determinadas situações e em algumas questões, até faço por viver em ‘modo Madre Teresa de Calcutá’ (que é/foi alguém que sempre admirei), mas não sou/somos tolinhos nem gosyo/gostamos de ser usados e manipulados.

    Se calhar os sindicatos andaram a trabalhar para que muitos professores se colocassem “contra” eles.

    Afinal, não passam de listas, porquê o stress? É estranho que alguém se incomode, não acha?

    Boa noite para todos 🌜

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    1. “não li por estes dias qualquer post (aqui) a denegrir a imagem dos sindicatos.”

      ?!?

      “a culminar com a estratégia ‘estranha’ seguida em junho e julho…”

      Má estratégia foi a de continuar-se a greve em Julho e quase em Agosto. E isso tb devia ser debatido.

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    1. Penso pela minha cabeça, pela experiência e pelo modo como leio a situação.

      Ninguém me paga. Não sou mandatada por ninguém.

      Apenas escrevo o que penso e tento ser o mais educada possível.

      Lembro que este ano se comemora o 70º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos.

      Estou a trabalhar com os alunos sobre este tema.

      O que é que uma coisa tem a ver com a outra?

      Tem tudo.

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      1. F,
        Até fiquei com a lágrima no canto do olho.
        Esta agora…
        Picar ? Aqui ninguém pica ninguém.
        Infelizmente há muito por onde malhar .
        Cada um expressa o que lhe vai na alma.
        Colega ” F ” não vire o bico ao prego.
        Chega de Ámen ao seu chefe / representante.
        A sua análise não tem pés ,nem cabeça.

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  5. Sindicalizados ou não, a dar aulas ou em regime de dispensa lectiva, quem ganha com um clima anti-sindical em vésperas de uma greve anunciada? Dividir para reinar é algo que não vos diz nada? Será estratégia conveniente a quem?
    Sejam lúcidos, porra! Olhem para os taxistas, olhem para os enfermeiros, olhem para as greves em França quando as fazem. Qual o denominador comum?
    Nem para vocês são bons!
    O que se ganha com uma greve mal sucedida? São os não sindicalizados que a partir daí passarão a ter o protagonismo na negociação com a tutela?
    Até parece que quanto mais enfraquecido um sindicato ou uma plataforma de sindicatos, melhor… para quem?
    Afinal o que pretendem os professores?
    O que estão dispostos a fazer em defesa dos seus direitos?

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  6. “Sejam lúcidos, porra! Olhem para os taxistas, olhem para os enfermeiros, olhem para as greves em França quando as fazem. Qual o denominador comum?”

    Qual será?
    O governo não lhes ceder?

    Ahhh… será aquilo de estarmos todos unidos no Outono?
    Só há entendimentos na Primavera?

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  7. Não admiro que que gente de que não conheço qualquer acção me acuse de enfraquecer seja o que for.
    Catatuas e araras há muitas.
    Já quem dê a cara em defesa do que acredita, em público, olhos nos olhos, sem o respaldo de se saber que não há qualquer responsabilização, como acontece com quem “comenta” ou “representa”.

    Não voltarei a ser carne para canhão da geringonça pseudo-flexibilizadora e inclusiva.

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  8. Transparência é coisa sempre bem-vinda.
    Clima anti-sindical é aquilo que a colega “F” tão bem tem vindo a descrever e é construído também pelos comentários de alguns intervenientes, quando todos se parecem irmanar numa postura derrotista disposta a ajustar contas somente no futuro, no momento eleitoral, como se estivessem esgotados os restantes meios de pressão que a democracia (com os vários sindicatos) oferece.
    O denominador comum de quem está disposto a lutar é precisamente a unidade, que só por si não é garantia de que não possamos vir a defrontar-nos com a intransigência do poder, mas é um princípio básico que deve ser acarinhado com vista ao sucesso que se pretende alcançar.
    Decidi deixar o meu comentário em representação exclusiva de mim mesmo, do meu pensamento, com um nickname que é parte do meu nome próprio, entendendo que em matéria de identificação não tenho de ir mais além do que os restantes comentadores, a quem de resto tencionava preferencialmente dirigir-me.

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  9. Colega Ruas, o sentimento,e falo por mim, não é de derrotista. Apenas, é convicção de que ,com esta plataforma sindical, não vamos lá. Está esgotada.

    Com tantos ilustres a usufruírem de redução letiva durante anos e anos ,qual é a estratégia que propõem? Greves. Ou seja, mais do mesmo.

    Quanto à unidade,ela só existirá se houver líderes exemplares . O que neste caso,estaremos muito longe disto.

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  10. Colega Manuel, não vejo de que outro modo se possa classificar uma postura que se demite de acções no presente. Nem vejo que outra alternativa sobra (a par das iniciativas judiciais que se venham a despoletar) que não seja mais uma greve.
    Mas também não sei como uma plataforma de sindicatos pode avançar para propostas mais ousadas – como uma greve a sério, por tempo indeterminado por exemplo – quando se vacila com uma greve de um único dia, quiçá quatro se se quiser dar o peito às balas.
    E aqui o que está em causa não são as reduções lectivas previstas na lei para o exercício da actividade sindical (coisa banal prevista em qualquer democracia) mas uma vez mais, aquilo que os professores estão dispostos a fazer em defesa dos seus direitos.
    Podemos ter razões para contestar os líderes sindicais e encontrar-lhes os mais diversos defeitos, mas o tempo que se avizinha não é de discussão das direcções que se encontram à frente dos sindicatos – para isso há também momentos eleitorais internos – mas de sabermos qual é a nossa disposição para a luta.
    Para a semana que combatividade, que unidade queremos mostrar para que possamos ser levados a sério enquanto classe. Que capacidade negocial queremos emprestar àqueles que nos representam?
    Até posso estar enganado mas penso ser aqui que radica o cerne da questão.

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    1. A “capacidade negocial” resulta da credibilidade que os nossos representantes sabem ganhar junto dos representados e dos interlocutores.

      Ora… para não falar nos “representados”… falarei no descrédito em que se cai perante o “outro lado” quando, historicamente, se sabe que a busca de “entendimentos” no passado foi feita mais de acordo com as decisões de cúpulas político-partidárias do que com os tais “representados”.

      O que se percebe é que este governo sente que não tem muito a recear por muito que exista uma escalada retórica e acha que conseguiu dominar a opinião publicada e talvez pública.

      Já agora… nos últimos textos que escrevi questiono algo que não me parece ser uma contestação dos “líderes sindicais”, mas sim as regras de transparência que, a ser praticadas, aumentam a tal “credibilidade”. Porque o governo sabe certamente, por vias nem sempre conhecidas pelos cidadãos comuns, esses números. Ou as ficções em torno deles.

      Vamos ser claros: em matéria de Educação, o ME tem a cobertura do PM e PR na disputa com os professores e a coligação em torno dos professores é politicamente muito mais fraca do que em 2008.

      Derrotismo?

      Pelo contrário. Não alinho é em euforias desnecessárias e em alinhamentos forçados.

      Ah… já agora, não quero, como já repetidamente escrevi e disse, substituir ninguém no papel que agora tem.

      Só gostaria que não fossem tão tansos tanto tempo e nos quisessem fazer acreditar que a culpa é nossa.

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  11. Paulo, admiro a sua capacidade de análise e sou obrigado a reconhecer-lhe razão em muitas coisas que diz.
    Mas divirjo quando entendo que a realidade é mais do que um jogo de xadrez onde muitas vezes os peões, quando determinados, podem ser mais decisivos do que eventuais cúpulas já concertadas.
    Por isso não estou disposto a entregar os pontos assim, sem incomodar, sem luta.
    Até posso ser um tanso, mas não deixarei de tentar pôr um pauzinho na engrenagem.
    Prefiro o meu inconformismo eventualmente irrealista do que um conformismo realista: os resultados até podem vir a ser os mesmos, mas até lá sempre me alimento da esperança da mudança.

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    1. Talvez não seja fácil definir a fronteira entre lirismo, ilusão e utopia. Talvez nem exista barreira…

      Os miúdos às vezes (muitas, na verdade) têm uma sabedoria que os adultos dificilmente alcançam… Este ano, no teste de diagnóstico, um aluno de uma colega minha, a propósito de sonhar, acreditar no futuro, etc., escreveu: “A esperança é a única a morrer”. 😊 Pois…

      O miúdo tem visão (do século XXI).

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