Os Efeitos Começam A Surgir

Sobre as últimas alterações legislativas na educação:

– a dita flexibilidade curricular é a ressurreição do modelo “projeto curricular de turma”, implementado há muitos anos nas escolas.

– o modelo da educação inclusiva é uma importação do modelo usado nos EUA, com resultados controversos e em vários casos catastróficos, em termos de qualidade de aprendizagem.

Li critérios de avaliação a recomendar que a classificação minima no 1º período no ensino básico seja 3 (a atribuição do nivel 2 é excecional e tem de ser justificada) e no ensino secundário seja 7.

Foi publicada a noticia seguinte no Daily Mail, ocorrida no país de onde se importou o modelo pedagógico de aprendizagem inclusiva:

“Teacher who was ‘fired for refusing to give 50% credit to students who didn’t even do their homework,’ leaves poignant goodbye on her whiteboard

  • Diane Tirado, 52, was fired from West Gate K-8 School in Port St Lucie, Florida, on September 14
  • She says the school has a ‘no zero’ policy, requiring teachers to give students no less than a 50-per cent grade on assignments
  • Tirado refused to follow the policy after several students didn’t turn in a homework project she had assigned two weeks earlier
  • Before leaving, she left a note on a whiteboard for her eighth-grade history class explaining her firing and bidding farewell”

Faça-se a respetiva aprendizagem significativa…Emoji

Mário Silva

nota

54 thoughts on “Os Efeitos Começam A Surgir

  1. Atualmente, em Portugal, já se ouve, com bastante frequência, diretores de Mega Agrupamentos, constituídos por jardins de infância, escolas primárias, escolas EB 1,2,3 + S e escolas secundárias, defenderem, na televisão, que a inclusão escolar obrigatória deveria ser estendida às universidades, que são espaços ideais para acolherem, com muito conforto, toda a sorte de gente, com destaque para deficientes mentais profundos que, após concluírem os seus estudos secundários, com muito bom aproveitamento, graças à flexibilidade curricular, muitas vezes acabam por ficar em casa dos familiares, sem nada para fazer, quando poderiam aproveitar muito melhor o seu tempo se fossem obrigados a frequentar e concluir cursos de Mestrado e Doutoramento!

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    1. O grau de doutoramento em “resiliência pós-traumática” deveria ser atribuído a todos os portugueses que ainda não perderam a paciência com esta choldra.

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  2. Depois de hora e meia de discurso apresentou a nova arma da luta. Um panfleto em quatro línguas para entregar aos turistas. Vou já ali ao bar do Zezé Camarinha fazer a distribuição.

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    1. Face à convocatória de reunião para dia 28 e à apresentação de uma proposta pelo governo, a FENPROF antecipa a Conferência de Imprensa para quinta-feira

      CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

      Faro (sede distrital do SPZS, Ed. Varandas de Faro, R. Miguel Bombarda, Bloco E)

      Quinta, 27 de setembro, pelas 16:00 horas

      O Ministério da Educação da Educação convocou, finalmente, as organizações sindicais para uma reunião a realizar na próxima sexta-feira, dia 28, pelas 16 horas. A FENPROF participará na reunião e apresentará uma proposta que, ao contrário da que o governo enviou às organizações sindicais (ler aqui) respeita o compromisso assumido em 18 de novembro de 2018, cumpre a lei e acolhe a recomendação aprovada pela Assembleia da República, ou seja, prevê o modo e o prazo de recuperar 9 anos, 4 meses e 2 dias de serviço, correspondentes aos períodos de congelamento das carreiras.

      Com o objetivo de:

      – Tornar pública uma primeira reação muito crítica à proposta agora formalizada pelo governo;

      – Divulgar as linhas gerais da proposta que apresentará ao governo, nas suas múltiplas vertentes;

      – Apresentar as iniciativas que a FENPROF levará a efeito entre 1 e 4 de setembro (dias de greve dos professores), de denúncia, junto da população, em locais de grande afluência turística, do desrespeito a que os professores estão a ser sujeitos em Portugal…

      A FENPROF promove uma Conferência de Imprensa a realizar amanhã, quinta-feira, 27 de setembro, pelas 16 horas, na sede distrital de Faro do SPZS/FENPROF, estando presentes diversos dirigentes desta Federação, incluindo o Secretário-Geral, Mário Nogueira, que se encontra na região a participar em plenários a realizar em Portimão e Faro.

      Contamos com a presença dos/das Senhores/as Jornalistas.

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      1. ” – Apresentar as iniciativas que a FENPROF levará a efeito entre 1 e 4 de setembro (dias de greve dos professores), de denúncia, (…)”.
        Se está redigido assim no sítio da plataforma, convém retificar. 1 a 4 de setembro (de 2018) já passou… julgo eu.😊

        Está a ver como não tenho nada contra os sindicatos? 😊

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  3. Conheci algumas “Dianas Tirado”, que face a crianças ao abrigo 3/2008, entendiam que os seus alunos tinham que ser tratados de forma igual, e portanto viam as ” acomodações curriculares ou diferenciações pedagógicas ” como facilitismos. O tratamento a que tinham direito era reservado para os 60 min com a docente do EE. No fim de contas, tenho a certeza absoluta, que o prof Paulo Guinote ainda não compreendeu o que é a abordagem multinível. É uma metodologia, que envolve avaliação baseline, intervencão, monitorização e nova avaliação para verificar progressos ou a falta deles. Já o ouvi a defender esta metodologia a nível macro, aqui tem uma versão micro. A forma como é realizada a operacionalização, fica ao critério de cada escola, sendo que a exigência seja a de adotar práticas com evidência científica, demonstrada naquele domínio (e.g fluência da leitura, escrita…)
    Quanto à eficácia, impacto, este varia conforme os domínios, as práticas que incorporam, enfim. Deixo-lhe este elenco de estudos, desculpe não encontrei nada no Daily Mail…
    http://www.rtinetwork.org/learn/research/field-studies-rti-programs

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      1. Sofia,

        Estive a ler o “contraditório”.

        Obrigada pela informação.

        Cada vez mais é preciso ir à procura de contraditórios e de informação já que as pós verdades e as fake news vieram para ficar.

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      2. qual contraditório?! apenas confirma que a escala é de 50-100.
        ” the school has a ‘no zero’ policy, requiring teachers to give students no less than a 50-per cent grade on assignments
        Tirado refused to follow the policy after several students didn’t turn in a homework project she had assigned two weeks earlier”.
        este caso apenas salienta a metodologia de irresponsabilidade que é incutida desde cedo; não é o prof que será prejudicado mas tão somente o futuro do jovem. Este ano surgiram escolas, que na sequência da nova legislação que implicitamente impõe um modelo de avaliação, assumirem que a escala no ensino básico passa a ser de 3 a 5 e no ensino secundário de 7 a 20. Mais uma vez, a prazo quem se vai ‘tramar’ serão muitos alunos…
        Só tenho pena que não apliquem este tipo de avaliação na ADD docente…

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    1. Os violinos já soam pela casa fora.
      Eu tenho um filho NEE, com planos e patati, patatá. Até hoje usufruiu, basicamente, de uma medida: mais tempo para a realização de provas e tal. Tem sido um sucesso. Porquê? Por causa da legislação e dos planos do governo e da abordagem multinível? Não! Porque tem uma mãe que se dedica a ele a 1000% e o acompanha como um pai deve fazer. Onde estão os técnicos especializados para os apoiar? Onde está a terapeuta da fala? Onde está a terapeuta ocupacional? Onde estão todos os outros técnicos de que ele necessitava?

      Um Estado não trata do que deve e depois os professores têm de levar com toda a catrefada que uns iluminados se lembrar de atirar para cima de outrem? Numa turma com 24 alunos, 3 CEI, 2 NEE, 6 alunos retidos, dois muito bons, os outros medianos e sofríveis, qual é o professor que consegue pôr em prática seja o que for? Qual metodologia qual carapuça!

      – Tem de aplicar metodologias diferenciadas para cada um dos alunos, de acordo com as suas dificuldades.
      – Sim? Então, 1 para os CEI, 1 para o NEE 1, 1 para o NEE 2, 1 para o medianismo reinante e 1 para as duas excelentes. É isso? 6 aulas por cada aula no fundo?
      – Sim.
      – Boa tarde, cara colega!

      É para falar a sério do que se passa com a Educação nos EUA?

      Farto de líricos e líricas, recorrendo ou não ao provincianismo bacoco dos empréstimos!

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      1. Sra. Prof. Sísifo, o que se passa em várias escolas, como o que expôs, de o seu filho nunca chegar ter direito a terapias na escola, acontece há muito tempo no 3/2008, infelizmente. Assim como prof. de Ensino Especial sem formação para lidarem com as condições das várias crianças com NEE; que os enviam para CEIs precoces, PEIs “chapa5″ onde tudo ficava ao sabor do ” vento”; turmas ” estupidamente” formadas…enfim percebo que de podíamos está farta. Seja o 3/2008 ou outra coisa, vai sempre tudo girar à volta das pessoas que estão nas escolas, da pressão que a comunidade consegue exercer sobre as tutelas. O entendimento que está a ser feito da lei, já peca por cada ” cabeça sua sentença”. Sou uma pessimista esperançosa…não quero dar lições a ninguém. Tudo de bom para si, e para o seu filho.

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  4. “Avaliação baseline” ?!
    Nós estamos em Portugal, Doutora Sofia! Por favor, poupe-nos das suas lições anglo-saxónicas de Pedagogia de Aprender a Aprender!

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    1. Desculpe sr. Silva, eu traduzo, ” avaliação para caracterizar a linha de base”. Eu explico com um exemplo simples, para não falar de ” terminologia pedagógica” complicada. E, acrescento, é uma analogia. Se quiser ensinar a uma criança a lavar as mãos, vai ter que ” dissecar” esta tarefa em outras que são requisitos: abrir a torneira da água, pôr sabonete, esfregar as mãos debaixo da torneira, fechar a mesma, secar. Se a criança, ainda não é capaz de abrir a torneira, esta é a linha de partida (linha de base) para a aquisição da competência. Aplique isto às competências para aprender a ler, a escrever e a calcular, para ser simples. E sim, muitas crianças com dificuldades de aprendizagem, estão em pontos de aquisição muito atrás, e vão avançando pelos ciclos fora, sem que ninguém tenha parado para atender. Este trabalho já é feito nas NEE, desde há muito tempo. Agora também se aplica a crianças, que estavam condenadas a retenção, a desistirem…Espero ter sido mais clara.

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      1. Ah e não sou ” doutora” em profissão nenhuma. Sou uma mãe, que estuda com afinco, para poder dialogar com técnicos e professores. Já dizia o prof. João dos Santos ” Se não sabe, por é que pergunta”.

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      2. E quando um aluno que entra num 7ºano de escolaridade e que, nos vários domínios da matemática, a sua “linha de base” se encontra a um nível de 3º ou 4º ano, como consegue ultrapassar este hiato até ao final do ensino básico? De notar que, esse aluno, para além das lacunas que carrega, terá uma panóplia de novas aprendizagens pela frente até final do 9ºano. Posso garantir-lhe que me deparo todos os anos com variadíssimas situações destas e, se extrapolar a todo o país, com toda a certeza que serão aos milhares os alunos nestas circunstâncias.

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  5. Prof. Francisco, é um desafio tremendo, sem dúvida. Alguns alunos, acabam por só atingir certo nível de aquisição, mesmo com toda uma intervenção adequada. Aí haverá as alternativas de percurso em que o aluno tenha possibilidades mais ajustadas. Essas situações idealmente deveriam ter sido logo prevenidas no 1o ciclo. É a minha esperança, que assim seja, para quem começa agora. Nos anteriores planos de acompanhamento, de recuperação, o docente de apoio não conseguia trabalhar de forma tão incisiva. Agora, a ver para crer, este dec sustenta o docente com o Centros de Apoio à Aprendizagem. Muita responsabilidade, exigência para os docentes, para a presença de recursos técnicos e formação, com certeza, mas também para a comunidade educativa, na exigência às tutelas.

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    1. ok cara Sofia, mãe, detentora de uma linha de base discursiva com significância p < 0.05. Lendo Piaget (eu não percebo nada de Piaget é preciso que se diga) nem todos os alunos conseguem atingir o nível de abstração necessário para compreender certos conteúdos de Matemática. Mas, no fundo, what do I know? Será mesmo possível ensinar Topologia a qualquer pessoa? Ou Sistemas Complexos? Claro que não.
      Ah sim, possibilidades mais ajustadas? Ajustadas a que modelo? Se as situações forem "prevenidas" não ocorrem mas nós, animais de duas patas com sentido estético e violência passivo-agressiva, somos animais complexos e muitas "situações" nem daqui a uma semana sabemos que se revelam quanto mais anos.
      O docente de apoio não tem que trabalhar de forma "incisiva" . nem mais nem menos, tem é que procurar fazer o seu trabalho da melhor maneira que o sabe fazer (da sua formação conjugada com a experiência profissional). Responsabilidade, exigência para quem tem condições de trabalho por vezes , bem inferiores à linha de base para se trabalhar com qualidade? Se a exigência às tutelas passar por defendê-las tout court, em todas as suas decisões, é um mau princípio. Porque estas , têm uma função objectivo que pretende maximizar uma variável com uma restrição bem forte e minimizar outra com legislação a avulso. Nem com um bom algoritmo de programação dinâmica se consegue ter uma solução que permita o trabalho em condições

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    2. Isto tresanda a ME. Alternativas de percurso logo a partir do 1.º ciclo? Onde é que já ouvi algo parecido com isto?
      Centros de Apoio à Aprendizagem? Mas onde é que esta gente vive?

      Esta retórica oca e bacoca é desesperante para quem tem de lidar com uma merd@ chamada realidade no duplo sentido.

      – Então quando são colocados os técnicos A, B, C e D para apoiar o aluno E, F, G, H, I e J?

      – Só o professor de apoio. A DREC não deu deferimento a nenhum dos pedidos feitos.

      Vamos lá ser claros: estamos a falar de poupar dinheiro, como sempre. Poupar dinheiro e atacar mais uma vez as retenções. Os alunos são, no fundo, um obstáculo para o ME e MF. O resto é conversa e mais conversa fiada.

      E não venham com a comparação com o estrangeiro, porque todos vamos tendo familiares espalhados por esse mundo fora, alunos vindos desde a Ucrânia até à Índia e colegas internacionais que vamos conhecendo.

      Tretas e mais tretas num mundo povoado de tretas!

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      1. O meu filho está no 1o ciclo, é aluno NEE e está uma turma de 20 alunos, onde está outro menino com CEI. Não sei por que desconfia que sou emissária do ME…as angústias, não são exclusividade de alguns…Não acredita nesta lei, está no seu direito, mas se calhar a escola de que fala é que merece desconfiança. E vou parar por aqui, porque neste espaço denigrem por demais a escola pública, no geral. E eu não quero perder o respeito que ainda vou tentando manter pelos docentes. Bem hajam

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  6. O “contraditório” poderá ter a sua razão em factores extra para o despedimento.
    Mas há ali uma parte que me faz eco de outras passagens semelhantes.
    Aquela parte de não ser proibido dar zeros faz-me lembrar, em outros tempos, escolas onde foi preciso solicitar se existia alguma determinação do CP contra a atribuição de nível um.

    Há fake news e há outras coisas quase tão más que são as meias-verdades.

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  7. Quanto à greve, será grandiosa, claro.
    Como as conquistas subsequentes.
    Se não for, a culpa será – como ME em relação às suas políticas – naturalmente da falta de capacidade dos professorzecos “interiorizarem” as coisas.

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  8. Sofia Ferreira Mendes.

    Escreveu que “neste espaço denigrem por demais a escola pública”.
    Agradeço que desenvolva esta sua acusação pois, como autor do blogue, a acho perfeitamente abusiva e injustificada, a menos que tenha um conceito de “denegrir” diferente do meu.
    O facto de se discordar de certas políticas significa “denegrir a escola pública”?

    Aguardo, com curiosidade, a fundamentação de uma acusação que, pessoalmente, considero denegrir a minha postura neste espaço.

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    1. Somos nós, os comentadores, que denegrimos a escola pública. É uma tristeza estarmos a fazê-lo na exata medida em que tanta gente, começando nos políticos em geral e terminando em (muitos?) pais e EE, passando pelos comentadeiros habituais, se têm esforçado ao máximo, há décadas, para destacar a enobrecer o papel da escola pública.

      Como sempre, confrontados com a realidade e com o caráter oco e desfasado das produções ministeriais, não há resposta.

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      1. Força, Sísifo, retire energia, força e determinação do mito que o inspirou!

        Sim, é fácil teorizar quando, para mais, se está do outro lado do ‘muro’…
        Quem lida de perto com este tipo de situações sabe bem o quanto valem e o quanto funcionam as leis, as orientações do ME, as teorias galáticas, os guias ‘práticos’ (??) para aplicação disto e daquilo…

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    2. Estando do lado de fora da ” organização da escola”(pois não sou docente, nem membro e CP, ou de C. Geral, mas mero EE), tento compreender o que se passa nos bastidores da escola. Só procuro entender o que é possível e legítimo esperar da direção de 1 agrupamento, ou numa sala de aula. Deste lado ouço muitas vezes ” a lei não permite”, ou a ” escola e os docentes não têm autonomia para isso ou aquilo. ” Tentei sempre adaptar-me a cada professor do meu filho, e contribuir para soluções “onde alguns só viam constrangimentos que percebia para cada docente. Com todo o respeito, os enredos que denuncia, se expõem uma “escola” nas malhas de ” máfias” sindicalistas, de” direções ” com tiques ditatoriais ou ” vítima”de joguetes políticos, não deixam também de expor, sobretudos através de comentários, a mentalidade de alguns docentes, que me deixa arrepiada (arrisco dizer que a si também, e não é por discordarem de uma qq lei… ). Vou tomar o ” comprimido azul” e voltar à escola onde o meu filho está, onde pouco é como gostaria, mas vale-me a confiança que deposito em alguns professores que se empenham.

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      1. “…não deixam também de expor, sobretudos através de comentários, a mentalidade de alguns docentes, que me deixa arrepiada …”

        Sofia Mendes,

        Essa mentalidade , como afirma, não é generalizável.

        Não me revejo nestes comentários e, especialmente, nos ataques pessoais mais rápidos do que as pistolas do Willy the Kid.

        Quando sabemos que é importante e fundamental termos EE do nosso lado, não entendo tanta agressividade.

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      2. Sofia,
        Já pensou a quantos alunos e EE cada professor necessita de se adaptar todos os anos?
        Eu também sou encarregado de educação e confio em mais do que “alguns” professores.
        Ao contrário de quem defende o secretismo de algumas matérias eu defendo a transparência.
        E transparência é discutir as coisas, iluminando mesmo o que é mais obscuro.
        O “giro” é que há quem me acuse de “corporativo” e defensor dos professores e escolas públicas para lá do razoável.

        Parece que, em muitos casos, as opiniões têm mais a ver com “posições” do que com uma verdadeira anãlise do que é escrito.

        Nunca me lerá falar em “máfias” sindicalistas. Por muito que exista quem me queira empurrar para esse tipo de discurso ou diga que eu o faço.
        Não é verdade, pura e simplesmente.

        E, repito, eu também sou EE… é pena que algumas pessoas que por aqui passam já não o sejam ou se tenham esquecido.

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  9. É mesmo isso! Mais coisa menos coisa, cheira tudo a ‘treta’ requentada com roupa renovada… 😷

    Quando tomarem (quem? Pois…) consciência da trapalhada em que estão a transformar o ensino, a ‘coisa’ já não vai lá só de Omo.

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  10. “Li critérios de avaliação a recomendar que a classificação minima no 1º período no ensino básico seja 3 (a atribuição do nivel 2 é excecional e tem de ser justificada) e no ensino secundário seja 7.”

    Nas escolas onde isso acontece bem podiam simplificar procedimentos e reduzir a folhita dos critérios a uma linha (uma frase simples, meia dúzia de palavras de fácil interiorização. Ups, memorização.):
    “Bora lá passar toda a gente e sem levantar ondas!”

    Já agora, porque é que não assumem logo que ninguém pode “reprovar”? Até têm o ‘chapéu’ legislativo a protegê-los de ‘maiores’ intempéries! 🤔

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    1. É porque não entendeste que existem alianças entre professor@s “boas” com os EE certos e os outros, que não passam de idiotas e conspiradores que fazem comentários maus para o marocas. Já se forem contra outro, pode ser.

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  11. Há dias vi numa TV americana uma entrevista com um dos fundadores da Home Depot. O que inicialmente me chamou a atenção foi a notícia em rodapé de que ele vai pagar as propinas a todos os estudantes de medicina de N York. Um capitalista republicano multimilionário. Sobre o Trump disse que a eleição dele foi o culminar de muitos acontecimentos que já se prolongam há décadas, sendo o factor principal, segundo ele, a degradação do ensino público nos EUA. A ma qualidade das escolas públicas já não permite que funcionem como ascensor social. Milhões de americanos acharam aceitável uma figura como Trump na presidência. Nas democracial ocidentais o falhanço da escola pública irá por em risco a própria democracia. Em Portugal foram as políticas de dois governos PS (intercalados) que estão a contribuir para a degradação completa da escola pública.

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    1. O “aprender a aprender”, o “todos podem aprender tudo”, a “equidade nas aprendizagens”, a cidadania e os valores como o mais importante que se aprende na escola, a avaliação qualitativa em detrimento da quantitativa, a adaptação dos currículos aos alunos,a eliminação das metas curriculares, etc.
      Compreendo os pais que lutam pela inclusão, que querem que os seus filhos atípicos sejam atendidos na escola pública, entre os demais, ao seu ritmo, com os recursos necessários, assim como compreendo aqueles pais que querem que os seus filhos sejam preparados para os exames porque só assim acederão a cursos com grande procura, aqui ou lá fora, que garantem emprego.
      Todos têm razão, resta saber se a escola pública tem recursos para servir uns e os outros, equitativamente…
      Parece-me que não, e é isso que torna a discussão estéril.
      A sociedade global avança na competitividade e vai deixando para trás os menos competitivos, sejam típicos ou atípicos. Se isso é bom? Será para alguns, para outros aterrador! Mas o comboio segue imparável!
      A escola atual é o reflexo da sociedade que temos, com todos os seus problemas e idiossincrasias. Dizer que a escola atual é do século XIX é uma baboseira, para não lhe chamar pior. Dizer que os professores dão aulas exclusivamente expositivas é outra.
      É impossível ter numa sala de aula 20 alunos, com currículos diferenciados e níveis de base heterogéneos, e proporcionar-lhes aprendizagens equitativas com um único professor.
      Tal só seria possível em pequeno grupo, com professores de diferentes matérias e recursos variados na sala.
      Ora, nenhum país do mundo estará em condições económicas de generalizar uma escola deste tipo, nem mesmo a Noruega ou o Canadá…
      Os professores não são máquinas, talvez os robots do futuro consigam…

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  12. É na construção desta unidade que é preciso apostar para mobilizarmos a classe para patamares mais ambiciosos da luta, mostrando que ainda não estamos vencidos apesar das condições adversas que enfrentamos.

    http://sindicatostop.pt/a-greve-e-a-manifestacao-de-5-de-outubro/

    «(…)Contudo, perante mais uma batalha entre o ME e os professores, o S.TO.P. em prol da união apoia a adesão de colegas a mais uma forma de contestação à política do ME e em defesa das reivindicações de toda a classe docente.

    Terão de ser aproveitadas as próximas oportunidades que resultam de um calendário onde temos a aprovação do OE no mês de outubro deste ano e os processos eleitorais do ano de 2019. Os poderes públicos terão de enfrentar a justa luta e reivindicações dos professores em todos estes momentos, até que nos seja devolvido o que é devido e que a dignidade da escola pública seja reposta com os devidos investimentos.

    Para expressarmos na rua a nossa contestação, o S.TO.P. apela também à participação na Manifestação a realizar no dia 5 de outubro, em Lisboa (15h – Alameda Afonso Henriques), onde o S.TO.P. também estará presente.»

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  13. … e não é só o tempo de serviço congelado que deve estar em causa mas toda a esquizofrenia delirante plasmada na legislação obrada este verão por uma casta de teóricos desfasada da realidade, como a colega Maria Pereira tão bem soube apresentar.

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  14. Esta gente é cobarde… nunca admitirão o fim dos níveis inferiores a 3 apesar de o andarem há muito tempo a defender de forma mais ou menos dissimulada, pois a sociedade (e a generalidade dos pais) ainda acredita que a escola serve para ensinar, que os alunos devem trabalhar para aprender e que a escola deve dar uma formação académica sólida.

    Ainda não sentiram falta do discurso das “retenções que saem caras”??? E, não estranham???
    – Pois… não é por acaso! Sabem que não precisam, sabem que o “sucesso” caminha a passos largos para os 100%…são alguns directores os primeiros a alardearem-no… Mas quantas foram sujeitas a avaliação externa?-Pois!
    Com a retórica da inclusão preparar-se-ão para as estocadas finais à avaliação externa.
    Esta gente não quer saber dos alunos, não quer saber de qualidade de aprendizagens, não quer saber da exigência do conhecimento:.. – é tudo uma questão de dinheiro e nada mais!

    Já há uns dias escrevi:
    “Nada como incluir para… para…. depois, excluir! – seja ela pela via da dita educação inclusiva ou da tal flexibilidade curricular… a pobreza não será, certamente, para romper com esta escola pública do séc. XXI!
    Afinal, por caminhos mais tortuosos, sempre chegaremos à “retenção 0”, garantindo o tal “direito ao sucesso” numa progressão continuada na escolaridade obrigatória e sobretudo… um dos grandes feitos: a eliminação dos tais custos das retenções – verdadeiras economias de escala: em quantidade e a baixo custo! ( a mão-de-obra “baratinha” do futuro vem já aí…)”

    Acrescentaria que a par de poucos nichos de escola pública que conseguirá manter a qualidade e exigência da sua formação académica … teremos a restante escola pública como a escola dos pobres e remediados… Quem não entrar nos tais nichos de qualidade e tendo capacidade financeira procurará uma boa privada…

    Daqui a poucos anos berrarão muitos, e de novo, contra os professores, tendo convenientemente esquecido que foram estes os primeiros a alertar para os caminhos que se estavam a trilhar!

    Isto é a destruição da escola, ESCOLA enquanto espaço de Conhecimento e Saber, de trabalho e esforço, de exigência, de disciplina, de crítica!

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  15. não vou perder tempo a justificar.
    apenas afirmo que tratar de forma igual o que é diferente, vai prejudicar a longo prazo.
    os EE que abram a pestana e vejam a real politik, ou muitos petizes que serão ‘incluídos’ agora, a médio e longo prazo serão ‘excluídos’ pelo modelo sócio-económico vigente.
    para bom entendedor, meia palavra basta…

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    1. Em que ficamos?

      Temos por cá isto, sem dúvida.

      Mas, quem tem razão neste caso?

      Eu não sei. Logo, não posso defender a posição da professora de ânimo tão leve.

      É mais um caso, em nome da transparência a ser verificado.

      “The West Gate student and parent handbook contains a grading rubric that includes the line, written in red all-caps: ‘NO ZERO’S-LOWEST POSSIBLE GRADE IS 50%’

      The rubric, however, allows for an ‘Incomplete’ grade that is the equivalent of 0 per cent, according to the table included in the handbook, which Tirado argues creates confusion. “

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      1. O problema é o “however”. Podia ser o “nevertheless”. Um “although”, um “though”, contrast clauses, a bem dizer…..

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  16. A escola pública… claro, alberga tudo e todos. Já os privados de topo barram a entrada dos deficientes e desvalidos.

    Preocupem-se mais com o que vai ser dos nee quando terminarem a escolaridade. Ficam com um.papel na mão a dizer que têm não sei o quê e ficam em casa ou numa instituição.

    Recusarei sp as adaptações curriculares. Os meus nee têm todos acesso ao currículo normal. A adaptação surge apenas em matéria de avaliação e de determinados trabalhos.

    A papelada é uma coisa, a realidade é outra. 6 alunos nee numa turma de 24, cada um com a sua problemática? Querem que os professores façam o quê?

    Sorte daqueles que têm pais e se entregam aos filhos.

    Os demais são carne para canhão.

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