Que M€erd@ Se Entende Por “Acertos”?

Professores: negociações terminaram sem acordo, mas diploma sobre tempo de serviço ainda poderá sofrer “acertos”Professores: negociações terminaram sem acordo, mas diploma sobre tempo de serviço ainda poderá sofrer “acertos”

Chegou ao fim, nesta sexta-feira, o processo negocial iniciado a a 15 de Dezembro passado sobre a recuperação do tempo de serviço prestado pelos professores durante o período de congelameno das carreiras. Nada mudou: o Governo só vai recuperar dois anos, nove meses e 18 dias dos mais de nove anos exigidos pelos sindicatos de professores.

Vamos lá comentar a coisa com poucos filtros.

Quem negoceia isto é a SE Leitão, aliada à equipa das Finanças e Orçamento, que foi promovida dentro do PS para o combate político pré-eleitotal. O SE Costa continua em tournée nacional com o objectivo de ganhar o prémio Mister Simpatia junto da corte de platinadas rendidas à flexibilidade, O ministro cumprirá o mandato a caminho do olvido, mas parece que lhe chegam as viagens.

Isto é triste, para não dizer deprimente.

Os únicos profissionais em tudo isto, são os líderes sindicais em formato vitalício que nos indicam o caminho da “luta”. Eles, claro, nunca serão responsáveis por nada que corra mal. O “insucesso” será apenas nosso e nisso lembram-me os ministros.

A carne para canhão são os professores, ou docentes ou educadores ou o raio que nos parta no papel de figurantes numa peça de péssima qualidade dramática.

Turd

(e quem me acusar de “anti-sindicalismo” que se veja ao espelho e diga o que fez de concreto, sem ser no rebanho, em defesa da “classe”)

97 thoughts on “Que M€erd@ Se Entende Por “Acertos”?

      1. Pode ser 1 ideia…..já não sei o que dizer. Apenas que a sec estado A Leitão está cada vez mais assertiva no mau sentido do termo. E que, pela 1ª vez, MN afirma, tão explicitamente, a responsabilidade dos partidos que apoiam este governo nesta questão.

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  1. De acordo com o António.
    Esmolas adiadas … que são inúteis em muitos dos casos.
    Esses tipos do (des)governo que sejam homenzinhos e que dêem os 2a9m18d mas a partir de 01/01/2018.
    Alguma parte também pode vir em antecipação da reforma.
    9A4M2D lá para o ano de 2050??? não obrigado!

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      1. Ainda hoje, a caminho da sala de aula, uma colega me dizia que o Paulo Guinote é o único que nos compreende e nos podia representar. Muitos de nós pensamos o mesmo.

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  2. Sinceramente, prefiro os roubos da direita, diretos e assertivos em prime time, à humilhação a que temos sido sujeitos pelo socialismo, quer seja maioritário, quer seja geringonceiro.
    Esta gente é grosseira, mentirosa, oportunista …Fazem um mal terrível à saúde dos portugueses que ainda ousam pensar e acreditar na democracia. Venham as eleições!

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    1. .
      Volta Pedro Passos Coelho!.. Estás perdoado.

      Karamba!… Este Partido Socialista acabou com os cortes nos vencimentos e nas pensões de reforma, descongelou as carreiras, acabou com os duodécimos, diminuiu o número de alunos por turma, forneceu manuais gratuitamente aos alunos…..
      BASTA!…. Karamba…..Isto assim não pode ser….. Volta PEDRO PASSOS COELHO…..estás perdoado.

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      1. Este Partido socialista é irmão daquele que destruiu a carreira dos professores, a partir de 2005, que cortou nos vencimentos em abril de 2009, que levou o país à bancarrota para que o seu PM e amigos enchessem as suas contas bancárias. Este PM fazia parte desse governo, tal como outros ministros. A educação e os professores nunca foram tão mal tratados como pelos últimos governos socialistas. Se Paços Coelho fez o que fez, foi para que, hoje, este governo distribua algumas migalhas. Abram os olhos, a mente e o raciocínio!!!! Tenham espírito crítico e já agora…alguma inteligência!

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    2. José Chorão,

      Subscrevo !
      Representar de forma honesta,transparente,sem colas a partidos,sem máscaras ,com nível !!!!!
      Com garantia no presente e no futuro.
      Mas o Paulo tem a sua vida e os seus vários interesses.
      Temos pena…mas só nos resta respeitar.

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    1. E a colega está disposta a contribuir para tal? É que um processo destes implica muito esforço financeiro para pagar a bons advogados. Já aqui disse várias vezes que está na hora de fazer, junto dos professores, uma recolha de fundos para combater estes tipos nos tribunais. Isto só lá vai com um movimento fora dos sindicatos. Qualquer professor, não alinhado, claro, contribui com 10 ou 20 euros para este fundo. Se conseguirmos a contribuição dos 20 mil que assinaram a ILC, chegaremos fácilmente à quantia de 200 mil ou 300 mil euros. É mais uma vez uma ideia que deixo aqui, a comissão que criou a ILC pode fazer esta proposta e abrir uma conta com este propósito.

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  3. Acertos = spinning
    Julgam ter conseguido desviar a atenção da recuperação integral do tempo congelado e agora vão ainda passar por alguém capaz de dialogar e chegar a consensos ao ‘cederem’ nos acertos a fazer a um pseudo-projeto de lei que estava propositadamente mal escrito precisamente para cumprir essa função.
    Spin the dishes = dar música

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  4. A greve boa é a que entra nas estatísticas ou a que faz mossa na tutela? A propósito da greve rotativa por zonas, na minha escola ontem foi assim: – Fazemos todos dia 2 e fechamos a escola?-perguntou um colega que ainda vinha embalado pelas horas de discurso de MN-. Argumenta-se datas e interesses individuais. E chega outra colega que afirma perentoriamente – Eu só faço dia 4, e chega outra e diz: – Aqui só faz greve quem quiser, nada de imposições…não tinha ido ao plenário. – Começou a abrir a pestana! digo eu com aos meus botões.

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  5. CASA ONDE NÃO HÁ PÃO, TODOS RALHAM E NINGUÉM TEM RAZÃO!…, sendo que, nestas circunstâncias, a desgraça é maior em famílias numerosas como são as dos professores licenciados em universidades públicas, as dos professores licenciados na PRIVADA e as dos milhares e milhares de professores primários e educadores de infância licenciados no politécnico, ou por equivalência!
    Convém lembrar que já no tempo em que o sistema de ensino estava minimamente organizado em bases racionais, a maioria dos estudantes universitários acabava a dar aulas no liceu; atualmente, com a bandalheira do sucesso escolar obrigatório, da flexibilidade curricular e da pedagogia do aprender a aprender, os estudantes recém formados nas universidades e politécnicos já não cabem todos nas escolas C + S e nos Jardins de Infância, provando, à saciedade, e à sociedade, que este modelo de produção de doutores, copiado do modelo de produção contínua de filas de salsichas, não é viável.

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      1. A Maria P. deve ter andado a estudar na escola inclusiva do sucesso escolar para tudo e todos. Já não falta muito para que, nas escolas, passe a haver mais professores do que alunos!

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  6. Os escalões-travão são uma necessidade económico-financeira!
    É melhor ter escalões-travão do que voltarmos a ter a TROICA, que congela tudo e nem nos deixa piar!

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    1. Claramente não está num desses escalões nem percebe que sendo as vagas estabelecidas pelo governo de forma aleatória todos vão acabar por ficar retidos nesses escalões durante muuuito tempo. Apenas os colegas do 7 escalão para cima não foram sujeitos às ditas, o que só por si causa uma situação de grande injustiça entre a classe docente, mas que não é culpa dos envolvidos, nem deve dividir a classe. Não sei se é o caso, mas tenho ouvido esse tipo de argumento por parte daqueles que já não podem ser afectados pela medida.

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      1. Injustiça, minha Senhora e Doutora Maria P., foi a reforma completa aos cinquenta anos para os professores primários e educadores de infância, como forma de compensação pelos anos em que não tiveram reduções da componente letiva com a idade, durante o período fascista de Salazar e Caetano, ao contrário dos professores do liceu, filhos da alta burguesia, que, dada a complexidade das matérias que lecionavam, usufruíam das ditas reduções, mas, com o 25 de abril, os pedagogos esquerdistas do Aprender a Aprender explicaram aos políticos que ser educador de infância, professor primário ou professor de matemática no liceu, a ensinar trigonometria, é tudo a mesma coisa, tendo-se então criado a carreira única dos docentes como forma de elevar o estatuto sócio-profissional dos primários e educadores de infância e rebaixar os professores do liceu!
        Não me peça para não dividir aquilo que os esquerdistas de todas as cores uniram contra a minha vontade! Se não estivéssemos unidos, agora, nós, os professores do liceu, ganhávamos mais do que eles, os primários e educadores de infância, e tínhamos direito a intervalos pagos, entre as aulas de 50 minutos!

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      1. A propósito do comunicado do ME, volta a constar a expressão “de tempo” … Não tendo nada contra nenhum outro funcionário público, custa perceber que existem que existem estatutos diferentes para classes diferentes e que nunca seremos iguais? Será que, com o tempo, um senhor funcionário de uma repartição de finanças poderá ensinar numa escola e eu poderei ser colocado num qualquer paiol de armas? Dificilmente faria um pior trabalho…

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      2. Invejar 800 € é próprio de um reles professor de formação politécnica, ou de educador de infância, em avançado estado de proletarização!

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      1. Os vários comentários de Silva aqui proferidos, à primeira vista, parecem despropositados. Mas NÃO são! Os professores mais antigos – aqueles que sabem o que é “estudar” e prezam o mérito- sabem que é tudo verdade. Claro que, para se manter a “união” , omitem-se as verdades. Paz podre…

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  7. Para um post de merda, uma argumentação de caca. E tão enrolada que tropeça. Onde? pergunta o atarracado. Nos últimos dois parágrafos, escritos já com as calças em baixo.

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    1. Francis… o seu fel é um bálsamo.
      A sério… ler um comentário destes dá mais ânimo do que o arroz de garoupa com gambas do almoço.

      Vocelência é mesmo muito grunho para pensar que esse tipo de ataques surte qualquer tipo de efeito em mim. Pelo menos dos que pretende.

      🙂

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  8. As pessoas parecem ainda não ter percebido que esta gente se está a ” borrifar” para os professores. E não vai mudar.
    Trabalhamos cada vez mais e ganhamos cada vez menos. E andamos há mais de uma década, qual cobaias, em experimentalismos indigentes.
    E já chega de reuniões onde todos os envolvidos cumprem a sua agenda de propaganda na mesma desordem de trabalhos.
    É necessário que todos cumpramos as 35 horas de trabalho, pois a mão-de-obra gratuita ou é voluntária ou é escrava.
    Eu continuo a achar que é melhor não quebrar nem torcer.

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  9. Como dizia o outro “quem se mete com o PS leva”
    A verdade é que não for pela vida judicial ,não será com greves que iremos lá.

    O AC é muito inteligente e hábil negociador (típico dos indianos). Contorna todas as situações e leva a sua sempre avante.
    Até no caso dos taxistas ,depois de 9 dias seguidos de greve,despacha a solução para as autarquias e estas que fiquem com a “criança na mão”.

    Com os sindicatos que temos bem poderemos esperar sentados,pois apenas estão preocupados nos seus interesses pessoais.

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  10. As pessoas parecem ainda não ter percebido que esta gente se está a ” borrifar” para os professores. E não vai mudar.
    Trabalhamos cada vez mais e ganhamos cada vez menos..E andamos há mais de uma década, qual cobaias, em experimentalismos indigentes
    E já chega de reuniões onde todos os envolvidos cumprem a sua agenda de propaganda na mesma desordem de trabalhos.
    É necessário que todos cumpramos as 35 horas de trabalho pois a mão-de-obra gratuita ou é voluntária ou é escrava.
    Eu continuo a achar que é melhor não quebrar nem torcer.

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  11. Maria P. , claro que qualquer funcionário público se tiver licenciatura e formação para dar aulas ou se a realizar entretanto pode concorrer para o ensino e todo o tempo de serviço nas outras funções lhe é contabilizado, como tempo de serviço antes da formação… Isso já é assim há muito tempo.

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      1. Não é ofensa nenhuma eu não estou nessa situação. O que nunca considerei correcto é que quem fizesse isso veria o seu tempo de serviço contado como se tivesse estado a dar aulas, percebe?

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  12. “pois apenas estão preocupados nos seus interesses pessoais.”

    Esta frase veio para ficar. A repetição pretende surtir efeito como todas as não verdades que temos ouvido vindas da CS e comentadores e articulistas. Sem qq base factual, apenas uma teoria…..

    Já agora, estive ontem a ver na TVI 24, creio, pelas 21:30h, um debate sobre a operação marquês entre um jornalista do Observador e o Garcia Pereira com este a desmontar as inverdades do jornalista.

    1 homem que falta no parlamento. Um desassossego que seria bem vindo. Muitos anos de alguma demagogia mas que se transformou em alguém com um poder de contra argumentação fantástico.

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    1. Não tenho nada a ver com o “Francis” nem sequer com o seu estilo de “ataque” palavroso e mal educado.

      Mas, Duilio, que razão tão esfarrapada. Esteve calado por medo? Só teria falado se fosse para fazer perguntas “pessoais” (?!) a MN?

      Eu não sei o que se passou com o colega Carlos Santos em Lx mas morreu alguém?

      Eu não consigo entender isto, sinceramente.

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  13. “e quem me acusar de “anti-sindicalismo” que se veja ao espelho e diga o que fez de concreto, sem ser no rebanho, em defesa da “classe”)”

    Paulo,

    Creio que sei o que quer dizer. E discordo. Discordo do termo “rebanho” e discordo do fazer “em concreto”. Não faço parte de nenhum rebanho e há muitas maneiras de participação em defesa da classe.

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    1. Fernandinha (F):
      Não passas de uma ovelha acéfala, como o Magalhães tão bem te caracterizou. Os teus comentários infectam este blogue, tal como vários outros comentadores já te disseram. Mas tu teimas em não entender. Ou não queres ou não sabes entender. Em qualquer dos casos és indesejável.

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      1. …..ovelha acéfala, bem caracterizada pelo M., comentários que infectam, teimas em não entender/ou não queres ou não queres, és indesejável.

        JR,

        Você não é Professor. Você é Ninguém. Você é um proto censor e um proto fascista.

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  14. Os professores do primeiro ciclo, com Crato, viram agravado em 30min diários o seu horário. Alguém que nessa altura estava por dentro afirma que teve conivência sindical. Agora claro que é mentira… Não sou covarde e a minha tenacidade já incomodou e me causou incomodos. Apenas quero aposentar-me ainda com saúde. Não pretendo protagonizar nada mas não deixarei de lutar por justiça.

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  15. Parece que só há um efeito dinâmico nisto tudo: o efeito Nogueira.
    O efeito borboleta é só para cenários distantes.
    O efeito Nogueira dá para tudo, até para o conformismo mais bacoco.
    O efeito da nossa participação numa greve ou numa manifestação é já por demais previsível, não altera nada pois tudo se passa num sistema fechado, já cozinhado, não é assim?
    Mas se assim é, o melhor será pormos uma corda ao pescoço ou treinar haraquiri .
    Proponho que se pegue na ideia original de Kennedy e se adapte à nossa situação enunciando-a desta maneira:
    Não perguntes o que o sindicato(s) pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ti através do(s) sindicato(s) ou em colaboração com eles.

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    1. Ó Ruas já experimentaste mudar um sindicato por dentro?
      Vai a um congresso sindical com ideias diferentes da cúpula e logo vês o que te acontece.
      Já agora… não te esqueças de mencionar que quando a coisas correm mal os sindicalistas profissionais vem coma a historia dos professores inertes que não atuam.

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  16. Começo a ter alguma simpatia pelo F (?).

    Coitado (a), foi destacado(a) pelo seu sindicato para estar de serviço aqui.
    Uma coisa é certa. Pelo menos marca presença.

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      1. Cara colega F , independentemente das suas ideias e funções, bem haja por ser educada e delicada. Afinal somos todos Professores.
        Uma boa tarde.

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  17. Acreditem que chego a achar alguma graça ao facto de em determinadas alturas (quase cirúrgicas… Curioso… ou talvez não) aparecerem neste espaço algumas pessoas com espírito sindicalista acentuado a acusarem os professores de não terem visão, de não serem unidos, de não se congregrarem em torno das ‘suas causas’, e, acima de tudo, de não PERCEBEREM as coisas…

    A verdade é que ao fazerem-no (os tais comentadores ‘sindicalmente espiritualizados’) são em si mesmos a materialização daquilo que apontam e criticam.
    Basta seguir uma semana este espaço, com o mínimo de atenção (mínimo, repito!), para perceber que quem aqui vem, lê e/ou comenta, não está interessado em pertencer a nenhum rebanho. É tudo ‘gente’ que pensa por si e que, por isso, não está muito recetiva a certas plataformas…
    Será que ainda não perceberam?

    Racionalizem e otimizem energia e procurem vales ou montanhas mais propícias a pastorícia.
    ‘Isto’ é apenas um quintal, logo, aqui não há pastor nem cá cabem ovelhas.

    ——————-
    Quintal:
    1. terreno com horta ou jardim, junto de uma casa de habitação
    2. pequena quinta
    3. pátio
    ——————-

    Desamparem a loja, por favor. Migrem para o quintal ao lado.
    Estão a perder o vosso (precioso) tempo, acreditem!

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    1. Ana A.,

      Se é a mim que se refere, sinto-me especialmente envergonhada por por si, por uma colega escrever o que escreveu sobre outra colega, com os mesmos tiques machistas e misóginos.

      Não desamparo loja nenhuma, não migro e não estou a perder o meu tempo.

      “Desamparem a loja, por favor. Migrem para o quintal ao lado.”, em termos mais abrangentes e sócio-políticos, a Ana A. bem que poderia juntar-se aos ditadores e às suas posições sobre a imigração.

      Uma Marine Le Pen, uma Trump.

      Como cantava o Sérgio Godinho, “o fachismo é uma minhoca que se infiltra na maçã ou vem com botas cardadas ou com pézinhos de lã”

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      1. F.,

        descontraia, por favor.
        Porque é que haveria de me dirigir ou referir a si???

        Repare no tom e no teor (explícito e implícito) do seu discurso:
        – “(…) sinto-me especialmente envergonhada por por si, por uma colega escrever o que escreveu sobre outra colega, com os mesmos tiques machistas e misóginos.”

        – “(…) em termos mais abrangentes e sócio-políticos, a Ana A. bem que poderia juntar-se aos ditadores e às suas posições sobre a imigração.
        Uma Marine Le Pen, uma Trump.”

        Agradeço tanto atributo, ainda para mais extremamente educado, bem fundado e muito sensato!
        Não desperdice comigo tanta atenção, tanto polimento e todo o seu afeto!

        Por favor, releia o que escreveu ao longo deste post… para relembrar o que é educação, ataque pessoal, etc.

        Já agora, e para não ir mais longe, releia também alguns comentários que fez por aqui esta semana e, antes de apontar o dedo a quem quer que seja, avalie com isenção o tom e o vocabulário que usou.
        Asseguro-lhe que não encontrará paralelo nos meus comentários.
        Alguma coerência nunca fez mal a ninguém.

        Sinceramente, o mais importante é que esteja feliz!
        Se a F. ficou feliz, eu fico feliz por si, acredite.

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  18. F.
    Felizmente Carlos Santos encontrou força para continuar a dar o seu contributo…
    Carlos Santos Nunca tinha ido a nenhum destes plenários. Fiquei em estado de choque, pois fui tratado como um traidor antissindical (eu que contribui para sindicalizar tantos colegas, encher tantos autocarros, fazer funcionar greves às avaliações e conseguir mobilizar colegas para que se fechassem escolas em dias de greve quando ninguém acreditava).
    Como me chegaram informações que havia interesse de que eu não fosse ao plenário, só me surpreendeu esta falta de gratidão e de segregação, quando no meu texto até tinha várias linhas a elogiar o difícil trabalho sindical, porque também eu já o fiz durante muitos anos e faço-o diariamente a mobilizar colegas para fazem as greves e irem às reuniões sindicais da Fenprof. Só levava uma proposta, nada mais. Não sei o motivo daquela aversão.

    Ali no plenário bastava terem a educação de dizer que de momento a minha ideia não era exequível.
    Houve colegas dirigentes com grandes responsabilidades sindicais a insultar colegas. É assim que se apela à união da classe?
    Assim só afastam as pessoas.

    Eu não sou ninguém, apenas um professor que dá o seu melhor todos os dias a trabalhar na escola e tenta puxar por aqueles muitos colegas que já não querem participar em nada, porque dizem sempre que já não vale a pena lutar e que os sindicatos são isto e aquilo.

    Assim perderam um dos maiores mobilizadores de professores para a lutas que se avizinham. E já fiz tantas em nome da Fenprof, tantas noites sem dormir e tantas vezes insultado por defender os sindicatos e que os professores têm de se unir seja qual for a luta, mesmo os descrentes.

    Se era para me apagarem (em vez de aproveitarem as minhas capacidades mobilizadoras), conseguiram-no, porque nunca mais me irão ver por aqui, nem em mais coisa nenhuma, nem a mobilizar ninguém para nenhuma luta, nem a unir a classe. Que o façam eles. Triste forma de atuarem. Já não acredito em nada disto e vou fazer o meu trabalho docente até à chegada da reforma, porque, para mim tudo isto morreu.
    Felicidades para todos que não quero incomodar mais ninguém.

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    1. Duilio,

      Compreendo que esteja magoado e agradeço o ter-se dado ao trabalho de me explicar a situação.

      A minha reacção teria sido bem diferente da sua. Porque sou do contra e /ou não deprimo com ataques destes e mais diz que disse.

      Mas são maneiras diferentes de reagir. Nada contra. São traços de carácter diferentes.

      Veja bem, Duilio, andam a mandar-me migrar por ter algumas opiniões diferentes. Dizem-me que sou indesejável aqui neste blog. E, contudo, vou continuar a comentar sempre que me apetecer porque este é um espaço aberto, porque tento ser educada e dar outras informações.

      Quem me pode cortar o pio é o Paulo, o autor do blog.Mas não creio que o faça porque o Paulo nunca iria fazer isso, só porque discordo e não ofendo ninguém.

      Certo?

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  19. Há quem ache que a Democracia existe onde não se aceitam comentários e o “Fascismo” está onde se confrontam posições.

    Curiosamente, nunca colaborei ou comentei em blogues anónimos especificamente criados contra autores de outros blogues.

    Nem inventei identidades para espalhar mentiras no “Umbigo” (o grande zévargas… um proto “francis”) ou em “redes sociais”.

    Gosto muito que saibam o que penso deles.

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  20. Pretor, não experimentei mudar um sindicato por dentro, mas mesmo pensando que é difícil, vou ficar prisioneiro da minha realidade socioprofissional, abdicando de lutar para a melhorar?
    Que raio de fatalismo é este?
    O que é que me oprime mais? O sindicato ou a tutela?
    Quando as coisas correm mal – seja no contexto da classe dos professores seja no de uma outra classe profissional qualquer – a postura do colectivo é sempre relevante, ou não se percebessem as dinâmicas de causa e efeito.
    Se aqueles que nos representam profissionalmente ficarem isolados isso é bom para quem?
    Será preferível “ser carne para canhão” para a tutela?
    Arriscar por arriscar eu prefiro “ser carne para canhão” para o lado sindical.
    Quanto ao comentário de Ana A. – que se assume como a caseira deste quintal – fica-se com a ideia de que alguns comentadores não virão aqui por livre iniciativa nem pela livre troca de ideias. Aliás isso de ter ideias deve ser coisa só da senhora, os outros serão acéfalos vindo aqui só para despejar perigosas ideias sindicais, devendo ser corridos por isso.
    Que tristeza de argumentação!!!

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    1. Ruas,

      naturalmente todos são livres de vir a este espaço dar a sua opinião.
      Acredito que se reler com atenção o que escrevi, perceberá/reconhecerá que houve precipitação no julgamento que fez a meu respeito.

      Eu não sei quem o Ruas é. Logo, a minha intenção não poderia ser de ofensa pessoal. Dei a minha opinião, e nada mais, de acordo com o espírito que reconhece que é o deste espaço.
      Apenas o li uma ou outra vez e pareceu-me alguém sensato. Por isso sugiro que releia mesmo o que disse a meu respeito, veja as palavras que me atribuiu e procure paralelo disso no que escrevi neste post.

      Ah, acredite que não sou “a caseira deste quintal”, só sou caseira cá de casa e isso basta-me!

      “despejar perigosas ideias sindicais, devendo ser corridos por isso.”
      “Que tristeza de argumentação!!”

      Eu não tenho nem tempo nem feitio para ‘perseguições’ pessoais.
      Se os meus comentários o incomodam, faça como eu tento fazer quase sempre: passe-os a frente. Afinal, como o Ruas bem disse, este espaço é público, por isso todos podem visitá-lo.

      Bom fim de semana!🌞

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    1. F
      A inteligência incomoda muita gente.
      Como é bem visível nos comentários a este post.
      E que tanta falta faz nestes momentos.
      Une-nos a todos, professores (excepto ao que parece uns mentecaptos que saberá Deus como vieram cá parar), o asco a medidas como a Cidadania à la carte (25 min. semanais, a flexibilidade curricular (vulgo, escola a tempo inteiro para professores, o DL 54 (o tal da exclusão) e uma série de outras iniquidades que nos têm caído em cima.
      Isto digo eu, que, como sabemos, não tenho nada a ver com sindicatos ou sindicalistas.
      Um abraço.

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  21. F,
    Se bem percebi, é de opinião que os professores devem seguir fortemente unidos na luta, agora, nos passos seguintes que são a greve e a manifestação. Concordo consigo.
    Mas diga-nos, onde andou durante a recolha de assinaturas para a ILC? E quando o SToP convocou a greve de maior impacto (anos de exame)?
    Coerência não parece ser o “seu forte”. Continue por aqui, aos alunos seria mais nefasta.

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    1. Eu digo-lhe onde os/as Fs deste país andaram durante a recolha de assinaturas para a ILC. Andaram a espalhar mentiras nas redes sociais (do tipo, aquilo não é cá em Portugal) e andaram dentro das escolas a minar o espírito de luta dos professores que decidiram assinar a dita cuja. Durante a greve do STOP valeu tudo, até “informarem” telefonicamente que não havia greve nenhuma.

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      1. Na minha escola os F’s deste mundo andaram a dizer que quem assinasse a ILC haveria de se arrepender mais tarde. Autênticos fascistas ao serviço da fenprof. E esta F argumenta o quê? Um vídeo cómico. Ou seja, goza e ri-se dos Professores. Por mim, está visto quem esta mulherzinha é e ao que vem.

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  22. Este governo tem tido uma paciência enorme para aturar as reivindicações de uma classe profissional que é uma “amalgama, mal amalgamada”. Dito de outra forma, um conjunto de indivíduos onde reina a desunião, a má formação e uma grande falta de profissionalismo.

    É um espectáculo triste e deprimente ler os comentários aqui colocados sobre a “Grande Luta dos «professores»”…. Uma VERGONHA de gente que não se sabe dar ao respeito, nem respeita ninguém. São os “professores” que temos…..

    É bom que este e outros espaços ligados ao sector sejam lidos pelo maior número de pessoas possível para que se possa aferir a qualidade deste corpo especial da administração pública.

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      1. A ver se nos entendemos… em Democracia, nenhum governo pode dizer – mesmo que seja através de papagaios comentarísticos – que “tem uma paciência enorme” para uma dada classe profissional de cidadãos.

        Entenda uma coisa que não lhe ensinaram lá na formação dada nas jotas ou na concelhia ou distrital: os governantes são políticos escolhidos para exercer um poder que emana do Parlamento que é formado por representantes eleitos pelos cidadãos.

        Sem isso, não são nada.

        Para que conste, nenhum PM ou ministro é “eleito”.

        Mas o mais certo é vocelência ter falhado as aulas de 6º ano quando se explica o funcionamento do regime liberal a partir da Constituição de 1822 ou as do 8º quando se ensina as Revoluções Liberais de final do século XVIII.

        Acredito que não seja pessoa de má-fé. É apenas um ignorante, pelo que se entende o trauma contra os professores.

        Vá venerar o gaguejo centenante ou a aldrabice costista.

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    1. Logo pelo teu nickname se vê que deves ter uma grande autoridade moral para criticar os outros. Deves, deves… Imagino o que faz um indivíduo que se esconde atrás de um nick para desprezar os outros. Pobre cobardolas.

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  23. Caros Duílio, F. e Ana A. , por favor, continuem por aqui. Mau grado algumas divergências, gosto de ler-vos, gosto da vossa postura educada, não cedam à estupidez e incivilidade com que, por vezes, vos mimoseiam. Enquanto o Paulo nos deixar andar por aqui, conto convosco. Um abraço.

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  24. Quanto aos “acertos”, republico:

    Relativamente à decisão unilateral do Governo e como será aplicada, os sindicatos e, num post, o António Duarte,chamam a atenção, e muito bem, para a questão da injustiça da ultrapassagem entre professores. Porém, ninguém aponta o facto dos docentes que, entretanto, passaram, ou vão passar nos próximos tempos, para o 9º ou 10º escalões, não usufruírem de qualquer vantagem com essa “benesse”! Pelos vistos, tal nem foi abordado na reunião com a secretária de estado! Como é possível?

    Então não se deve clamar igualmente contra esta injustiça? O que farão os sindicatos em relação a isto? O caminho só pode ser este: esses dois anos, nove meses e 18 dias deverão constituir uma bonificação para a aposentação desses docentes. Lutar por isso é o mínimo que as organizações sindicais deverão fazer.

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