Mas Desde Que Os Mentores da Lei Se Sintam Felizes…

.. as escolas que se desenrasquem e a miudagem que fique à espera. Os erros do dl 3/2008 – os maiores seria considerar as nee como algo estanque e permanente – não podem justificar a forma trapalhona como o dl 54/2018 foi empurrado em pleno Estio para as escolas, quando já tinha sido feita a avaliação dos miúdos e preparados os documentos para o ano seguinte. Se o diploma foi debatido com muita gente, esse “muita” é relativo às cúpulas; se existiu “formação” é bom que se diga que muita terminava, perante as dúvidas, com um “depois logo se vê na prática”.

Se tudo vai acabar por resolver-se? Claro… essa é a prática habitual nestas situações, legisla-se e o pessoal no terreno que teste as coisas.

Pressa na mudança de regime deixa muitos alunos com necessidades especiais sem apoios

 

“As necessidades dos alunos [com problemas severos] não desapareceram, mas eles foram colocados em stand-byquando na verdade não têm tempo para esperar”, acusa a mãe de um jovem com espectro do autismo.

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6 thoughts on “Mas Desde Que Os Mentores da Lei Se Sintam Felizes…

  1. As tais ‘reuniões’ onde se ‘discutiram’ (= apresentaram) algumas das muitas façanhas deste governo, e em particular as do seu ME, decorreram em auditórios. Locais que são, logo a partida, espaços verdadeiramente propiciadores de discussão (de consequente troca de ideias) e de construção conjunta/partilhada de alguma/qualquer coisa. 😉

    A discussão pública é para este governo vs ME um conceito novo, para o qual ainda não existe entrada no dicionário.

    Todos nós sabemos o que é um auditório, mas talvez importe relembrar a certos senhores o conceito. Pode ser que da próxima vez que anunciarem esta sorte de feitos a decidam fazer, sei lá, em formato de reunião de verdade. 😊

    “Um auditório é um recinto destinado a várias atividades. O público comparece a este local para contemplar uma expressão artística, como uma peça de teatro, uma apresentação de dança, uma peça musical ou um monólogo.”
    (Destaco aqui “peça de teatro” e “monólogo” 😊). Faz sentido, de facto.
    “Do mesmo modo, este recinto está reservado a qualquer atividade que possa transmitir um conhecimento, como uma conferência, um debate ou um comício político. Atualmente, a maioria dos auditórios é multifuncional.”
    (Neste parágrafo, não resisto a realçar “comício político” e “multifuncional”). Ora pois…

  2. Concordo que os mentores da lei sejam felizes, mas que o vão ser para outro lado!
    A ver se não ficam também com o monopólio da felicidade! 😬

    Particularmente o 54/2018 parece ter sido concebido por uma equipa multideficiente!
    E não confundam, por favor, o adjetivo que usei com outro(s) esteriotipo(s)!
    Os meninos ao abrigo do 3/2008, agora ao desabrigo (na minha humilde opinião) do 54/2018, são especiais, especialmente diferentes, merecem o melhor, merecem ser tratados como pessoas e não como mercadoria barata e/ou de segunda. Acima de tudo, merecem o nosso respeito assim como os demais!

    Eles – os mentores, os fazedores e os vendedores/promotores de tretas – é que precisam de um decreto de despejo!

  3. No mínimo, andam inchados, cheios de si. Com eles anda o cortejo de cortesãos (longo, para isto há dinheiro), inúteis numa escola de saberes académicos ou de exigência com as aprendizagens, que vai passando nas escolas vendendo o sucesso pleno desta nova modalidade de escola do séc XXI em que suprimindo a diferença pouco se gasta (e… com retenção 0 – mais fantástico ainda)… tudo se resolverá dentro das paredes da sala de aula ou, e já no limite, com n relatóriozitos e n+1 reuniõezitas (até ao massacre total) …e…claro…caso os jovens continuem a ter insucesso, a culpa será sempre dos incompetentes professores que perante inúmeras turmas e batalhões de alunos não foram de encontro às suas necessidades e interesses … nem mobilizaram tanta virtude (virtual)…e… como dizia uma psicologazita, que passou lá pela escola (como acompanha outras tantas – não em matéria de apoiar miúdos, claro), nesta senda de evangelização, ” o que o interessa é que sejam boas pessoas”.
    Está tudo dito!!!

    Que se acautelem os pais. Que se acautelem TODOS os pais, independentemente de terem filhos saudáveis ou doentes, sem deficiência ou com alguma deficiência, trabalhadores ou preguiçosos, cumpridores ou indisciplinados, sem problemas ou com problemas de aprendizagem,.. , pois isto não servirá nenhuns, nem uns nem outros e sairá, futuramente, caro (em primeiro lugar aos pais e depois à sociedade) mas … nos entretantos… os grandes responsáveis mudam de poleiro e pouparão muito dinheiro na educação deste país (que sempre servirá, como é tradição, outros negócios).

    Afinal, por onde anda o tal “papá dos papás” … o tal suprapapá… o tal papá-mor que tanto se preocupa com os alunos??? – A vender a mesma banha da cobra??? e a troco de quê???

    É tudo uma questão de dinheiro e nada mais!
    Se alguém se preocupa com os miúdos, nesta gigantesca e tentacular organização do ministério da educação, são – e, não tenho qualquer dúvida – os seus professores.

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