Será Uma Proposta “Radical”?

Posso recusar a “bonificação” governamental?

Prefiro não ter qualquer reposição do tempo de serviço do que aceitar uma hipócrita esmola dada por governantes em trânsito.

PG PB

43 thoughts on “Será Uma Proposta “Radical”?

  1. Por mim, alinho.
    Metam a esmola onde lhes dê gozo, que eu não a quero.
    Este desgoverno que vá humilhar o raio que os parta!
    E nós, Professores, temos de ter memória quando chegar a altura de votar.

  2. Não sei se é a mais radical, mas é seguramente muito mais inteligente do que os panfletos coloridos em línguas estrangeiras, a grevezita da prache mais a alegre procissão.
    Paulo, se uma ainda melhor solução passar por uma ação conjunta, gostaria que contasse comigo.

    1. Vou tentar perceber o que se pode fazer… se pode ser feito individualmente, se podemos fazer uma outra iniciativa mais agregadora… se pode ser feito directamente com o ME ou envolver Tribunais. Porque, basicamente, é recusar que nos seja aplicada uma lei… mas sendo, teoricamente, uma espécie de “concessão”, espero que possa recusá-la. Assim, sempre me ultrapassam de forma definitiva os que quiserem, com a esmola governamental.

      1. E eu sugiro que esta campanha/movimento de rejeição da esmola humilhante tenha um nome (ou slogan):

        “METAM A ESMOLA NO CU!”

        Concordam?

      2. Se o PAN conseguiu eleger um deputado, provavelmente um movimento cívico de professores também conseguiria. E eu vejo o Paulo como um dos melhores para o fazer.

  3. Radical, creio que é, ser a mais inteligente não tenho a certeza, e isto sem qualquer ataque pessoal.

    O problema é que somos muitos e muito divididos e cada grupo de nós forma um caso graças ao que os vários governos foram fazendo à carreira docente.

    Há outra questão que é saber-se se no futuro, por exemplo, quem não está de acordo com o que se for conseguindo em negociações e lutas (isto sou eu a ser optimista) terá a mesma “coragem” em declinar.

    Por outro lado, os professores que lucrarem com essa bonificação podem não pensar assim.

    Não sei , como escreve o Paulo, se em termos legais isso será possível e ter-se-à de saber.

    No entanto, é uma ideia que, pessoalmente, aceitaria de bom grado fazer.

    Como? Não sei. Com que visibilidade? Também não sei (porque tem de ter visibilidade).

    Sempre se pode fazer mecenato a sério e por vontade própria. E entra no IRS.

  4. No caso do Decreto-Lei estiver formulado como a proposta, implicando as ultrapassagens que o Paulo tão bem explicou, não se poderia impedir a sua entrada em vigor através de uma proposta de fiscalização da constitucionalidade? No caso disso não ser possível, por não haver deputados suficientes para desencadear esse processo ou o PR não estar para aí virado, não haverá forma de, individualmente ou de forma colectiva, contestar judicialmente esse tratamento desigual? É que se ficarmos à espera que os sindicatos nos defendam, bem podemos esperar sentados.

    1. Paco: parece-me que o caminho passa precisamente por aquilo que escreveu.
      As ultrapassagens que a aplicação deste decreto implicará são ilegais e, eventualmente, inconstitucionais. Requerer a suspensão por fiscalização da constitucionalidade da coisa é um caminho viável. Como se concretiza? Não sei, não sou jurista. Mas deve haver entre nós, Professores, quem saiba.

  5. A proposta do governo é ofensiva e tal como diz o Paulo e ainda vai criar mais micro grupos na questão das progressões. Ao longo de cada alteração da carreira houve sempre quem escapasse por um triz ou tivesse um azar dos diabos e fosse apanhado por todas as rasteiras. Ora aqui está quem com 61 anos de idade continue no 4° escalão e não tendo mb por falta de quota…. É fazer as contas…. Se é que tal é possível….

    1. Lamento !
      Mas foi nisso que o Nogas jogou fortemente… e daí esta estratégia .Lamento pelos colegas que chamam os “bois pelos nomes” e que
      não pensam apenas nos seus interesses…

  6. Esta proposta teria, com certeza, mais impacto do que os passeios dados pelos dirigentes sindicais junto dos locais turísticos. Na minha situação com 39 anos de serviço a esmola do governo dispenso bem a benesse.
    Se houver algum movimento ou seja lá o que for que tenha impacto na opinião publica, eu alinho.
    Os outros colegas que pensam que irão beneficiar com esta esmola que analisem se a mesma não tem o veneno de ninguém atingir nos próximos 10 anos, mais que o 7º escaláo. É onde estará a maioria dos professores que hoje tem 55 anos de idade e daqui a 10 anos estarão à porta da aposentação.
    Assim se resolve o problema dos professores serem ricos.
    E viva a pretendida maioria absoluta.

  7. Eu sou sempre a favor da coerência, Paulo. Agora, há outra questão. Como já tem sido notícia, mais ou menos velada, o ECD vai desaparecer. Aliás, e creio não estar enganada, penso que nunca houve intenção que ele vigorasse. Foi só um entretanto. Mais um jogo sujo com os professores. Muito desonesto, como tem sido hábito. A carreira, tal como está concebida, vai ” ao ar” logo a seguir às eleições. Penso que os 9º e 10º desaparecerão.
    O que fazer?
    Não faço ideia.

  8. A desobediência civil só surte efeito se se tornar pública. Neste caso, dificilmente ela irá para além da recusa individual em receber a bonificação ou, como o sugere F, canalizá-la para o mecenato ( com o cínico ganho em sede de IRS). O Paulo não arrisca prisão ou uma carga de paulada.
    Enquanto posição com carga simbólica é-me simpática. É um pouco como a ILC, com a desvantagem atrás referida.

  9. E há alguma coisa neste país que funcione se não se for radical?
    A prova de inconstitucionalidade advinda das ultrapassagens parece-me ser, para já, a mais viável a tentar. O que não invalida saber-se qual a possibilidade da não aceitação da “esmola”. Ou, ainda, @s “beneficiári@s” envolvid@s e interessad@s depositarem essa benesse numa conta, criada para o efeito, a reverter para um fim solidário.

    1. A fiscalização de inconstitucionalidade teria sempre que incidir no diferente tratamento de um grupo de profissionais em relação aos restantes, por muitas contas que queiram mostrar que se fizeram com apuramento de dias para rigor máximo. Paulo, ainda vale a pena alguma esperança na ILC? Para fundar um partido é preciso muito menos …

  10. Karamba!…Estou estupefacto com tanto radicalismo!…

    Este radicalismo corre em paralelo com o imperativo sindical de pressão sobre o “OE 2019″e assenta na falsa ideia da existência de um “decreto-lei” crivado de lapsos e incongruências.

    Face a este extremar de posições, as questões que se colocam são as seguintes:

    – Será que os professores acreditam que a redacção de um “projecto” do que quer que seja segue para publicação sem ser “checado” ?

    – Será que os professores acreditam que o referido “projeto” é mesmo o epilogo ?

    – Será que o Dr. Paulo Guinote acredita em “fantasmas”?

    – Será que o desenterrar dos “fantasmas” apenas se destina a dar um contributo “Underground ” a um sindicalismo com calendário definido? Se a resposta for positiva, estamos perante um “não contributo” com todas as implicações que daí podem advir.

    Sejamos intelectualmente honestos.

    1. Ó Karamba:
      a grande questão não é nenhuma das que dizes.
      A grande questão é: serás tu um ser dotado de espinha dorsal? E de vergonha na cara?
      Vai chatear o teu dono Costa, aproveita para lhe beijares o rabo, que deve ser a única coisa de que percebes.

      1. Penso que o sr. Karamba se enganou no post. Deveria visitar o post que está imediatamente acima deste. 😊

        Todos nós já vimos este filme e estes ‘atores’… (no Umbigo, em 2007/2008 eles pareciam cogumelos…), só mudou a sala de cinema. Continuam admiravelmente criativos – até o argumento, o enredo se mantém! 😴

        Não vale a pena tentar mudar a ‘história’. Há coisas que não têm remédio ou solução. Adiante.

    2. Eu gosto de honestidade intelectual do género “quem é o Karamba na verdade”?
      Quanto ao resto… a mim parece que a “checagem” de um projecto de decreto deveria – sendo ele tão curtinho e anunciado há algum tempo – ser feita antes da sua publicitação.
      Uma coisa é “negociar” o que lá está. Outra ser um desastre completo.

      Não percebi a parte do Underground.
      Eu é mais Velvet.

    3. Kamarada Karamba,
      Que saudades eu tinha de uns Professores como o Karamba que apareciam de vez em quando pelo Umbigo com intervenções hilariantes. Pena não me recordar dos nomes… Seria o Professor Karamba um deles?

  11. Há , por vezes, uma obsessão pela alusão a traseiros em certos comentários, o que é muito dignificante enquanto augumentário.

    É uma Fart(ura) deles!

  12. Quanto à proposta, parece-me que, a recusar as migalhas, a recusa deve ser plena. Recusar é recusar. Ponto.
    E não o acho por orgulho ou uma qualquer nuance de ‘vaidade’. É uma questão de princípios.
    Não somos bonecos.

    Que governo de “esquerda(s)” é este que decide tudo e o que quer à revelia de tudo e de todos?
    Revelaram muito respeito pelas organizações sindicais, sim senhora, pelos parceiros políticos, etc., etc.
    A partir daqui, penso que se pode esperar de tudo!

    Como é natural, cada um fará o que bem entender. Cada um decidirá de acordo com a sua consciência, a sua ética pessoal e profissional.

    Espero que muitos continuem a dormir descansados.

  13. O “modus operandi’ precisa de ser bem pensado… porque, para além de outras coisas que já foram apontando atrás, não esqueçamos que não estamos a lidar com pessoas sérias.

    “Não tenhamos pressa, mas não
    percamos tempo.”
    José Saramago

  14. Ponto prévio: o governo que enfie a “benesse” pelo c* acima (até não lhes deve ser difícil pois além de ser muito pouco o que têm para enfiar, podem-no distribuir por todos…)

    Ponto 1 – os primeiros a dever recusar, por inteiro tudo o que não seja a devolução integral do tempo trabalhado, são os sindicatos.
    Perante toda e qualquer indignidade, espezinhamento e humilhação no tratamento dos professores TEM que ser recusado, inequivocamente, pelos sindicatos – supostamente os seus defensores!

    Ponto 2 – Só entendo o protelar no avanço para os tribunais com os fundamentos da conclusão da execução do orçamento de 2018 e da aprovação da tal suposta lei do governo referente à tal suposta “benesse” se tal servir uma argumentação mais vasta, acrescida, diversificada e articulada.

    Ponto 3 – As ilegalidades/ inconstitucionalidades já cá estão e muito a montante do acima mencionado! ou anda tudo esquecido?
    – Quero lá saber se o ps ou outro qualquer “apenas prometeu o descongelamento e não a recuperação do tempo congelado”??? Mas, QUEM QUEREM FAZER DE PARVOS??? Desde quando, passaria na cabeça de alguém (minimamente honesto, obviamente) que o tempo trabalhado e congelado não seria DEVOLVIDO???
    O tempo trabalhado (simultâneamente,tempo de vida) é um BEM PERTENÇA do TRABALHADOR, do indivíduo. Não é um bem abstracto nem subjectivo e traduz-se em dias, meses e anos.
    Num (longo) período de “congelamento” pelas razões económicas invocadas (concorde-se ou não com elas) ele apenas não está disponível a fim da prossecução dos objectivos pretendidos à época da sua determinação (não são para valer “ad eternum”).

    Terminado o período do congelamento, ruidosa e repetidamente anunciado, ou o BEM é devolvido ou não o é!
    Não estando os professores acusados de crime, e muito menos de crimes “lesa pátria” (nem sendo tão pouco suspeitos ou arguidos), só tem que lhes ser devolvido aquilo que lhes pertence (como a qualquer outro trabalhador, do público e do privado ou a qualquer cidadão). Acontece que por força da própria constituição, num estado de direito as leis cumprem-se! (Leis – QUE EXISTEM, nomeadamente proposta, aprovada e em vigor desde Janeiro de 2007 por mão do próprio ps (e daquele sr António Costa).
    Anunciado que foi o descongelamento, com tanta pompa e “bondade”, só têm que DEVOLVER o tempo (bem próprio, apenas temporariamente congelado) e cumprir a lei, “rescalonando” os profissionais de acordo com a lei em vigor!

    A não devolução do bem poderia, ao tempo, ocorrer fundamentadamente, prolongando o período de congelamento (o que, evidentemente não aconteceu… aconteceu precisamente o contrário) ou com sentença /execução judicial. Como esta última também não existe estamos perante um crime de apropriação ilegítima (por variadas razões) de bens próprios, no mínimo SAQUE e ROUBO com prejuízos prolongados e dilatados no tempo para os próprios tão mais grave quanto a “contraparte” tem intenção e obtenção efectiva de ganhos ilegítimos dilatados no tempo.

    TRIBUNAIS com esta malta…cambada de gente desonesta, salteadora, usurpadora, cínica, imoral e ilegal!
    Nunca lhes chega o que roubam aos portugueses e ainda têm a lata de lhes oferecer o caroço para chuparem agradecidos!

    1. A confusão entre descongelamento e devolução do bem congelado prejudica, como é óbvio, a sua argumentação.
      Há variadas ilegalidades na actuação da nossa tutela, algumas ( bastantes) inconsistências no argumentário utilizado, mas invocar o que referi atrás não ajuda.

      1. Em primeiro lugar nunca refiro a “devolução do bem congelado”. Não é o Bem que é congelado ou descongelado… juridicamente o congelamento opera sobre o acesso/ fruição/ utilização do bem num determinado período de tempo e não sobre o seu simples confisco ( no caso em apreço para efeitos de progressão), que pode ou não ser revogado mas cuja posse ou decisão sobre a mesma só pode ser alterada por tramitação judicial…
        A confusão parece-me ser sua… creio que por partir, na minha opinião, de um pressuposto errado: que o estado pode após o “descongelamento”, casuisticamente e sem mais (para além do óbvio jeito que lhe daria) apropriar-se de algo que não lhe pertence, discriminatoriamente, para continuar, neste caso, a usufruir das mesmas benesses de excepcionalidade que o período de congelamento lhe conferiu no horizonte temporal estabelecido.
        Mais não me apetece dizer…

  15. Eu só gostava que alguém me explicasse se, estando no 9 escalão desde Junho de 2010, posso recuperar os tais 2 anos e 9 meses para passar ao 10 em 2019…

    1. Hum…. num espírito holístico de tolerância multinível…compreende-se! Afinal, as células nervosas, e as sinapses em consequência, não se renovam!

  16. Já agora eu gostava de saber sobre o “radicalismo” destas formas de luta por oposição às lutas “mansinhas” . Retirado algures por aí por professores:

    – dar as aulas em Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, etc;

    – greve à componente individual;

    – greve à componente não lectiva : nenhum instrumento de avaliação, nenhuma correção;

    – ir às aulas e não fazer nada;

    – greves de zelo (?!?);

    – greves só às áreas disciplinares que tenham exames nacionais;

    – greve ao 1º tempo, depois muda para o 2º tempo e assim por diante.

    Ai, Jazuzzzz…….

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