A Transnacionalização da Proletarização Docente

Será que ninguém, por exemplo num Departamento de Ciências de Educação, se interessa em fazer tese sobre o tema, sem ser reverente aos poderes e à lógica das economias de escala?

Teaching has always been a demanding job. Performing for five hours a day in front of a class is tiring, but add to that lesson preparation, marking, meetings and admin and most teachers clock up 55-60 hours a week – and have been doing so for decades.

But over the past 15 years, there has been one significant change. Today, teaching is no longer a private endeavour that takes place in a classroom. Now teachers are required to create a paper trail that proves learning has happened, for people who were not present in the room at the time.

This audit culture means that, in many schools, the teacher no longer is able to decide how to prepare and deliver lessons, mark pupils’ work, and assess and record learning. This is dictated by school policy.

KeepCalm

An estimated 15,000 teachers are snapped up overseas each year, driven away by the stress in British schools.

6 thoughts on “A Transnacionalização da Proletarização Docente

  1. Essa reverência ao poder decorre das próprias normas segundo as quais se equaciona a cientificidade das ditas ciências. Tudo o que diga respeito a uma visão da educação que não se reduza ao controlo social não importa em termos investigacionais. É por isso que estas ciências estão impregnadas de ideologia.

  2. Valter Lemos numa versão quase camaleónica… (Público, link acima)

    – “Está claro que o último argumento, relativamente aos encargos, é politicamente demagógico. O Governo decide a repartição da despesa como entende e os encargos com as remunerações dos professores não podem ser considerados nem mais nem menos importantes do que os encargos com outros trabalhadores da administração pública. A sê-lo tal significa uma enorme e escandalosa injustiça. Não fará qualquer sentido dizer que há dinheiro para pagar a uns e não há para pagar a outros. Isso terá de ser interpretado como uma desvalorização objetiva e intencional da profissão docente face às outras.”

    Aquela história de o governo ‘rever’ a despesa acrescida de 600 (ou mais) milhões de euros com o descongelamento está aqui ‘desmistificada’… Fez-se luz…
    – “Por outro lado, os impactos orçamentais do sistema de progressão, baseado no tempo de serviço na carreira dos professores, já estão calculados há largos anos e todos os responsáveis políticos, mesmo pouco atentos, o conhecem. E por maioria de razão muitos dos atuais governantes que já o foram em governos anteriores.”
    A reunião da segunda quinzena de julho e a criação da tal equipa era para quê??

    – “Se entende que o fator tempo de serviço na progressão está a ser considerado de forma incorreta e injusta, o mínimo que pode exigir-se é que apresente uma proposta para a respetiva correção para o futuro (pois a não ser assim o problema vai continuar) e não se limite a cortar no passado, em que, afinal, as regras que estavam em vigor são respeitadas para todos menos para os professores.”

    Veja-se o ‘anúncio’ do ‘princípio do fim’ do ECD:
    -“É preciso dizer que essa hipótese, a existir, é um grave erro. A atividade docente, tal com a atividade médica ou de enfermagem ou policial e diversas outras têm características próprias que as distinguem de forma bem clara das atividades administrativas e técnicas incluídas no regime geral da função pública (…)”.

    Todos os partidos têm pessoas estranhas, mas o PS parece-me tendencialmente fadado para o fenómeno…

    Será que se está a preparar para uma nova rentrée com uma ‘Aliança Nova’?? 😮

    Ah, atenção às curvas pelo meio e no final do artigo…
    Valter L. muda, mas não muda…

  3. Ser-se professor é isto descrito nesta passagem. Por todo o lado e com raríssimas excepções.

    Mas os professores portugueses, segundo nos dizem, ainda não são os que estão piores – ganham mais, trabalham menos e têm mais férias.

    A história da debandada dos professores das escolas britânicas é já conhecida há muito tempo. O mesmo se passa noutros países europeus e tb nos EUA.

    A imposição de leis, as condições de trabalho, o ódio e a proletarização dão cabo dos cidadãos e, no caso particular, dos professores.

    Qualquer dia vamos ter falta de bons profissionais. E ainda vamos ver onde irão buscar “mão-de-obra”.

    Talvez com as visões holísticas e as flexibilidades e o professor facilitador não sei de quê e os alunos a descobrirem o conhecimento em projectos e transversalidades, a coisa se consiga fazer.

    Entretanto, as futuras elites seguem o seu caminho noutros sentidos.

    Porque será sempre necessário quem mande e quem seja mandado.

    Nota: a exaustão que se sente é a equivalente ao trabalho de 3 meses. alguma coisa está mesmo muito mal não no reino da Dinamarca mas na república de Portugal.

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