Estratégias – 1

A desenvolver:

PS – apostado em ganhar a maioria ao centro graças à absoluta inépcia de uma liderança do PSD escolhida a pedido. O núcleo duro acha que os professores devem pagar a oposição feita nos tempos de Sócrates e que abriu a brecha que levou à sua queda. Em nenhum momento António Costa considerou ou considerará, numa posição de força, satisfazer qualquer reivindicação “justa e razoável” dos professores.

PCP/Bloco – depois de uns ziguezagues sobre estes assuntos, parecem ter percebido que mais vale – sem consequências práticas ao nível do Parlamento – darem a entender que apoiam a causa dos professores e assim ganharem os votos que fujam do PS para as manter na geringonça e evitar uma maioria absoluta. Mas, como se viu pela reacção à ILC, se colocados contra a parede, optarão sempre por outras causas, o PCP pelos pensionistas que fazem parte importante do seu eleitorado e o Bloco por causas “civilizacionais” pois parecem achar que a sua base são as tertúlias urbanas alternativas.

PSD/CDS – acham que o assunto não é com eles e apenas uma quezília interna da geringonça. Em caso de terem de tomar uma posição será a da abstenção. O PSD, no fundo, concorda com o PS mesmo quando diz o contrário e o CDS nem se preocupa muito com o assunto, apenas aproveitando para umas picadelas desde que exista um microfone perto.

Claro que estes posicionamentos parecem bastante lógicos. Resta demonstrar até que ponto a maior parte pode estar, nem seja em parte, equivocada.

batmannthink

(se há outros partidos? há, mas a sua influência é mínima… a menos que seja para aprovar leis sobre os direitos dos bichos-de-conta)

33 thoughts on “Estratégias – 1

    1. As centenas de milhares de pensionistas e os beneficiários da redução substancial do preço do passe na Grande Lisboa e Porto e outras benesses de fim de mandato superam ,e muito, a perda de votos dos professores.

      1. Acha que o voto nulo preocupa alguém?
        Consequência = 0.

        O boletim de voto é grande, e há alternativas que os deixarão menos descansados.

  1. “O núcleo duro (do PS) acha que os professores devem pagar a oposição feita nos tempos de Sócrates e que abriu a brecha que levou à sua queda.”

    A estratégia política em tempos de eleições à vista não funciona deste modo, como uma vingança. Não acredito nada nesta leitura.

    “darem a entender (PCP/BE) que apoiam a causa dos professores “. Claro que apoiam e é injusto dizer-se o contrário. Provavelmente o que não querem é que o governo caia tão próximo de eleições e aí seria muito mau, inclusivamente para nós, professores. A ver vamos…

    “e o CDS nem se preocupa muito com o assunto”. Ai, preocupa, preocupa. Lá vai fazendo o seu caminho parecendo não se comprometer…..

    1. Estive a pensar, para aliviar o stress do fogo em Sintra/Cascais….só de ver as dunas da praia do Guincho destruídas!!! Flora única, um local maravilhoso de ar puro e paisagens lindas, bom para passeios e tudo o mais e uma das melhores praias que conheço….

      Enfim, dizia eu, que descobri um nome para um novo partido que teria grande apoio dos comentadores do blog:

      “ESC” – estou em sintonia comigo.

      (oi, oi, estou a brincar, estou a brincar….)

  2. Concordo inteiramente com a colocação das peças…
    Tenho curiosidade na campanha eleitoral para as próximas legislativas, tanto do BE como do PCP. O PS pode ser traído pela sua própria vaidade na demanda da maioria absoluta, mas é pouco provável. E os psds urbanos vão votar no Costa.
    De acordo com isto não podemos votar em branco!

  3. Caro Paulo Guinote, completamente de acordo. Exactamente o que penso. Nao vejo nenhum partido que esteja mesmo do nosso lado. Sindicatos, e o que já sabemos, Resta nos a nossa forca se e que ainda existe….

  4. Concordo em absoluto com toda a análise feita pelo Paulo.
    É revoltante toda esta hipocrisia dos vários intervenientes políticos.
    Não são livres ,entram neste jogos ” diz que sim,que chora muito ” e acabam por não representar nem defender ninguém.
    Como tão bem disse o Paulo …restam apenas os que defendem os direitos dos ácaros e dos miaus persas e da obrigatoriedade de estarem devidamente vacinados . Já com as crianças…menor gravidade se n estiver tudo em dia.
    Não há pachorra !
    Ir votar ? Assim e nesta gente ?

    1. Votar no Pedro é que era baralhar isto tudo …. Sedento de votos até é capaz de fazer umas promessas ridículas, tipo a recuperação de todo o tempo de serviço dos professores, e aí estava no papo…

  5. Sim, ir votar. Sempre.
    Por respeito por quem lutou, foi perseguido, e até preso, para que pudéssemos votar. E sendo mulher, não me posso esquecer do que passaram as sufragistas.
    Votar? Sempre.
    Em que partido? Pois… Todos os partidos têm os seus “arregimentados”. Logo, terão sempre votos para continuarem. Nem que o pensamento seja: do mal, o menos; mas ficar em casa ou ir passear num dia de eleições, sem votar, revela a falta de cidadania que exigimos a todos. Por outro lado, a abstenção é demasiado alienante. Escolher é difícil, mas obriga-nos (ou deveria) a uma maior atenção à sociedade de que fazemos parte.

    1. Votar sempre. Muitos lutaram por esse direito, sem dúvida. Absolutamente de acordo. Mas pode-se votar nulo ou em branco. A mensagem fica entregue.

      Entre o nulo e o branco, qual a diferença, na prática?

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