Mais Uma Nota Anónima?

Esta forma dos responsáveis se esconderem atrás do anonimato de notas começa a parecer mesmo uma estratégia de cobarde desresponsabilização. A mais recente sobre a greve a iniciar 2ª feira (Nota-Greve-Frente-Sindical) é apenas mais uma em que ninguém surge como autor, mas certamente terá um remetente.

Sem qualquer identificação clara, esta nota não vale nada. Por reservas que tenha em relação à greve, este tipo de “reacção” é de uma cobardia extrema, algo que não me admira na actual equipa do ME, com a excepção (não sei se poderei dizer “honrosa”) da “jurista” Leitão.

NotaME

17 thoughts on “Mais Uma Nota Anónima?

  1. Se a realidade é essa já há alguns anos os “representantes” dos profs tem de se adaptar. A sobrevivência provem da adaptação da espécie.
    Melhorem e invistam mais nos serviços jurídicos e deixem-se de fireworks de bandeirinhas e crachás.
    Não sejam lorpas dos partidos políticos. Não se eternizem no poder, deem lugar aos mais novos.

    Acordem para o sec XXI

  2. É inacreditável o desprezo que o poder político tem pelos professores! Violam a Constituição com decretos abejetos, como o da recuperação do tempo de serviço! Atropelam a lei da greve, considerando ilegítima a greve decretada pelos sindicatos! Será que tinham a coragem para afrontar deste modo ignóbil, médicos, enfermeiros ou juízes? Por quê os professores?

    1. A Maria deve ser professora brasileira, senão devia ter escrito “porquê” em vez de “Por quê”.
      Presumindo eu, doutoralmente, o que V. Ex.a quis dizer com “Por quê”, a resposta é muito simples: porque, tudo junto, os professores que refere tanto podem ser os do ensino secundário, os do ensino básico e secundário, os do ensino básico, os educadores de infância, ou, até, no limite, uma trupe de palhaços de uma escola de circo!

      Maria, amiga, o Povo está contigo!

      É Necessário! É Urgente!
      Revisão da Carreira Docente!

      1. Tem razão , será que posso culpar o corretor ortográfico? Para a próxima faço a revisão, antes de publicar. Eu até o compreendo, mas nada ganhamos com esta “guerra civil”. O inimigo é outro, que sabe bem aproveitar-se das nossas divisões.

  3. Maria,

    Não sei se é primária, educadora de infância, ou professora do ensino secundário, mas é evidente que o que destruiu a carreira docente foi a união forçada e contranatura de profissões tão diferentes como são a de professor de matemática do ensino secundário e a de educador de infância de um qualquer Jardim Infantil. Em termos gerais, os sindicatos comunistas defenderam, com unhas e dentes, ao longo das últimas quatro décadas, os primários e educadores, com regalias estapafúrdias como foram as reformas de luxo antecipadas aos cinquenta anos, porque eles, coitados, fartando-se de encher de porrada crianças de seis e sete anos, não tinham direito a reduções de horário por idade, como acontecia com os professores do liceu, assim compensados pelo grande desgaste físico e intelectual que implica a preparação e lecionação de matérias de complexidade muito superior às que são lecionadas pelos primários e educadores, e votaram ao desprezo os professores do ensino secundário, quase todos filhos de grandes latifundiários, que se limitaram a assistir à degradação contínua do seu estatuto socioprofissional, até à situação atual em que está desfeito em cacos!
    Com sindicatos comunistas, que só defendem primários e educadores de infância, que sejam eles a fazer as greves que encerram muitas escolas primárias e jardins de infância!
    Por causa deles, os cinco minutos de intervalo que concedo aos meus alunos do ensino secundário, para que possam acabar o teste, não me são pagos pelo Estado, já que não são considerados tempo de trabalho, letivo ou não letivo!

    É Necessário! É Urgente!
    Revisão da Carreira Docente!

    1. Tem um pouco de razão, mas a porta se for aberta para a revisão da carreira não será para fazer essas distinções.
      O objectivo será amputá-la dos dois últimos escalões e restringir mais a progressão.
      Não é fazer uma diferenciação funcional.

      O resto, é conversa da treta,.

    1. Paulo, se calhar deveria haver. Não é por acaso que em muitos países europeus é feita essa distinção e em termos remuneratório. Tenho que concordar com o Silva dos plásticos no que se refere à contagem dos intervalos e às benesses que foram dadas aos profs do ensino básico. Não lembra ao diabo.Aos outros professores, não contam os intervalos porquê? Não passamos esse tempo na escola, não usamos os intervalos para esclarecer dúvidas aos alunos, tirar fotocópias, etc.

      Nos outros serviços públicos, também descontam o tempo que os funcionários vão ao WC e fumar à rua? É como aquela história de uma fábrica não sei onde naqual cronometravam as idas à casa de banho e descontavam os minutos do salário? Em que é que o professor do básico é mais do que todos os outros para se reformar aos 50? Tenham dó. Mas, há muita coisa dessa por aí. É só ver os militares e GNRs que passam à reserva aos 50 e poucos. Não é mais do que uma reforma encapotada, certo?

      1. Mas entre nós o que existe é um concurso para o “3º ciclo e secundário”. Lá fora há o lower e higher secondary, mas isso cá não existe para efeitos nem sequer de concurso.

    2. Vossa Excelência é que sabe tudo!
      Os argumentos dos outros, mesmo quando têm um bocadinho de razão, não passam de tretas!
      Já agora, eu sou professor do ensino secundário, logo existo! Se acha que não, é porque já está completamente alucinado, digo-lho eu!

      1. Caro João, desculpe, Silva… alucinado é alguém que acha que existem horários estanques de Secundário” quando os grupos de recrutamento são para o 3º ciclo E Secundário.

        Se tem um horário só de Secundário? Parabéns para si… devia reclamar pela redução que antes isso dava.

        Ou não é desse tempo.

        Olhe… não sei que grau académico tem, mas eu preferia que pagassem com base no grau académico e nos estudos que se prosseguiram ao longo da vida. Porque há quem, mesmo do “Secund´´ario” tenha daqueles arquivadores com materiais do tempo da maria-cachucha e só saiba repetir o mesmo, ano após ano, sem aprender mais nada.

        Acho mais justo que quem se actualiza em termos científicos seja compensado… em vez de andarem a colher créditos em flexibilizações que eu conheço desde a profissionalização.

        Caro Aires, desculpe, Silva, tenha um pouquinho de atenção à adjectivação quando a razão não está do seu lado. Porque eu não conheço, por exemplo, professores apenas do 3º ciclo, em especial em Escolas Secundárias. Até porque, como escrevi mais acima, os grupos de recrutamento não distinguem “3º ciclo” e “Secundário”.

        Ok?

        Vamos lá:

        É Necessário! É Urgente!
        Revisão das Peneiras Docentes!

  4. Quanto ao anonimato da nota, pudera. A Srª Susaninha aprendeu a lição. Da última vez, deu o pasto que deu, pelo que, agora, já ninguém identifica a pastora.

  5. Sim, Paulo. Tem toda a razão, como sempre. Há gente que fez um percurso académico medíocre, tem uma média de curso medíocre, mas que após uns anitos na escola só tem xalentes. É obra!

    Concordo com a valorização da formação (não do cubo mágico, claro). Tive uma prof na Faculdade que usava aquelas fichas de leitura (lembra-se) para dar as aulas, só que eram sempre as mesmas de há décadas. Ou seja, o estado da arte tinha terminado aquando da própria licenciatura.Actualizações davam muito trabalho…

    Quanto ao Aires, digo João, digo Plásticos, conhecem a anedota, certo? Até preteri o Papa. Deveria ter ficado presunçoso… Não sei o que tem estes profs de matemática do secundário que se acham sempre mais do que os outros… É porque é disciplina de exame, é porque é nuclear, é porque é mais importante, é porque “só dou aulas de manhã porque à tarde dou explicações e faço pela vidinha”…

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