A Grande Prova Da Necessidade De Investimento Na Educação…

… está na evidente iliteracia funcional de muitos adultos qualificados quando são incapazes de perceber o que está escrito em frases curtas ou pequenos textos, desde que pareçam desagradar-lhes no que qualificam como “tom”. E já agora, justifica-se o investimento na promoção de uma Cidadania em que a Intolerância não seja a imagem de marca dos que advogam a “tolerância”.

O que muitos chamam “fascismo” (sem entenderem do que falam) é uma forma de exercer o poder de modo autoritário, impondo agendas políticas de forma agressiva através do controlo do aparelho de Estado, procurando limitar a expressão pública do que pensam ser divergências por meios intimidatórios, verbais ou físicos, visando a menorização ou aniquilação daqueles que encaram como “inimigos”, esteja isso certo ou seja apenas um fantasma pessoal, reforçado por crenças ideológicas.

Ora… eles andarem por aí…  prontos para amordaçar quem fuja ao guião do politicamente correcto. Quem ache que pode reprimir porque se sentiu reprimido. Quem ameace porque se sentiu ameaçado. Há demasiados órfãos de revoluções culturais. Ou do Antigo Testamento e daquela história das lentes por próteses e próteses por lentes.

Censura

13 opiniões sobre “A Grande Prova Da Necessidade De Investimento Na Educação…

  1. Camarada Guinote,

    A sua argumentação é muito Clara quando defende intransigentemente a necessidade de reforçar o investimento na educação. Não posso estar mais de acordo!
    Porém, saberá melhor do que eu, dada a sua formação superior nas áreas do saber histórico-filosófico, que as entidades patronais, sejam elas estaduais ou privadas, só se dispõem a abrir os cordões à bolsa quando os proletárias deste mundo se unem e lutam na rua, porque de palavras bonitas e intenções boas está o inferno cheio! A minha sugestão é Clara: o camarada Guinote, como Grande Educador do Povo, que é, pondo de lado falsas modéstias, ponha-se à frente do enorme exército português de professores do ensino básico e secundário e de educadores de infância, que o apoiam cegamente, e marche sobre o antro de podridão que vai pelos gabinetes do Ministério da Educação, em Lisboa, e escavaque aquilo tudo à marretada até que o ouro, escondido e sempre negado aos professores e educadores de infância, acabe por aparecer!

    PROFESSORES E EDUCADORES DE INFÂNCIA PROLETÁRIOS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS!

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    1. O Paulo não necessita de defensores. Sempre seguiu o seu caminho , com posts verdadeiros ,sempre muito interessantes ,actuais e que apenas “ofendem” quem se sente atingido.
      As chamadas ” virgens ofendidas “… a quem nada disto interessa… não querem espantar a caça…afinam. Afinam e de que maneira ! É este o vosso problema.
      Admiro muito a postura superior do Paulo. Vai gozando o “prato” , continuando a escrever o que pensa e nem necessita provocar.
      Mantém uma postura superior e …depois leva com estes cromos e seus miseráveis comentários.
      Daqui segue um abraço para o Paulo .

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    2. ” …antro de podridão que vai pelos gabinetes do ME “. Não nego. Porém, eufemisticamente, diria, antro de incompetentes e amadores da coisa . Repare-se nos últimos normativos ali “paridos” (dec`s 54 e 55, para abreviar). Tresandam de uma linguagem opaca, eduquesa, ridícula, prenhe de chavões e frases feitas tiradas a gancho daqui e dali, porque de mais não são capazes.Compreende-se perfeitamente a gritante incapacidade dos seus obreiros : olhando para os 14 (catorze) nomes que “escrevinharam” um daqueles diplomas, verificamos que (atenção Silva !) todos ou quase todos são professores primários ,” recauchutados” nos fugazes e divertidos “cursos” de fim -de- semana e nas formidáveis “ciências” da educação, avaliados através de trabalhinhos que mão amiga lhes passou e assinados pelo distinto grupo.

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      1. Colega Dr.a Maria,

        Temos de saber dar um desconto aos pinotes dos guinotes!
        Quem desconhece por completo o prazer que é comer um galo caseiro assado em forno de lenha- porque o dinheiro, coitados, já mal lhes chega para comprar frangos de aviário, assim como, no ensino, esses que também só conheceram a bandalheira criada pelas Doutoras da Educação do Ministério, que, como diz muito bem, passaram de primárias (e de educadoras de infância) a “catedráticas” enquanto o diabo esfregou um olho e, agora, não fazem mais do que atazanar a vida dos professores do ensino secundário, não se cansando de publicar diplomas absurdos com o fim último de aplainarem a Carreira Única, de tal forma que um qualquer primário, ou educador de infância, possa vir a “lecionar” a adolescentes, e com o mesmo à-vontade, o capuchinho vermelho ou geometria analítica -,tem de ser cristãmente perdoado, porque não sabe o que perde!

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  2. Caro Paulo Guinote, não poderia estar mais de acordo consigo. Quero dizer-lhe que o Paulo, com as suas reflexões, tem feito mais pela classe docente que muitos que são pagos e bem pagos para isso. Não é na rua, com panelas e testos, camisolas e gritos que se opera a mudança. É antes, a partir da análise, da reflexão, da desconstrução de inverdades, que se curam muitas ” cegueiras”, internas, na classe, e fora da classe. As suas palavras incomodam muita gente, alguns comentadores do blogue e outros que não comentam. Não se incomode, é a prova de que as suas palavras estão a dar fruto, um promotor da mudança afigura-se sempre como um ” cardo”.

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  3. O Silva é castiço.
    Parece achar que só ele conhece a vida.
    E consegue fazer trocadilhos com a imaginação típica de “professor de secundário” como “pinotes/guinotes”.
    Vai-se a ver e já publicou poesia em forma de codicilo.
    E deve ser professor de Português a avaliar pela forma como salta de AO.

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  4. Bom, o “galo” que o Silva comeu hoje (não foi no forno da Assembleia dos arrivistas-carreiristas, local onde, por experiência própria, se come muito mal – apenas galinha gorda e velha) estava no ponto, tal o desvelo com que aqui tem escrito, num estilo rococó que, como é evidente, levou ao desrespeitozinho pela gramática das doutoras que chegam ao ponto de rebuçado trepando nas garras já murchas de galos decrépitos.
    E assim se vai fazendo pela vida, neste fogo-fátuo que constitui a presunção de que se é importante, bem como na ilusão de que a prostituição em favor do chege lhes garantirá uma notazinha de rodapé da História.
    Evidentemente, o pavão está errado!

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