Interessa A Orientação Sexual Ou A Competência?

A filha do Adriano Moreira era capaz de fazer uns interessantes inquéritos para a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Isabel Moreira saudou no Facebook a escolha de Graça Fonseca para nova ministra da Cultura. “Perceber a relevância enorme de Graça Fonseca ser a primeira ministra lésbica fora do armário em Portugal”, escreveu a deputada do PS, desejando-lhe “um óptimo trabalho, agora na cultura”.

Safo

(o que nos faz pensar sobre qual terá sido a primeira “dentro do armário”…)

37 thoughts on “Interessa A Orientação Sexual Ou A Competência?

  1. Onde se lê ” A filha “do” Adriano Moreira” , deveria ler-se ” A filha “de” Adriano Moreira”.
    Quanto à filha do Professor Adriano Moreira, uma palavra basta: pobreza .

    1. Respondendo à pequena observação a que me permiti , Paulo Guinote aconselhou-me a fazer a “hermenêutica profunda” do que escreveu. Como excelente professor que é ( disso tenho a certeza), espero que ensine aos seus alunos os elementares detalhes que assinalei, e era apenas isso que estava em causa ( dispensando-os de hermenêuticas profundas ). Jamais esperaria voltar ao tema , até porque considerei tratar-se de um lapso.

  2. Os favores ao Bloco em vésperas de aprovação orçamental.
    Se os zecos fossem todos gays ou trans, já tinham os 932 há muito. O BE ia fazer disso uma questão de honra. Isto da honra é só quando dá jeito.

  3. Saber se um governante prefere, quando chega a casa, dormir ao lado de um homem ou de uma mulher, é tão irrelevante como saber se prefere acompanhar o jantar com vinho ou cerveja, se prefere ouvir jazz ou fado, se gosta mais de amarelo ou verde, se prefere passar férias na praia ou no campo. É tudo irrelevante, excepto para a pessoa que dorme com ele/ela.
    Comentar a sexualidade de um governante é digno de gente pequena, muito pequenina, muito moreira. E gente pequena e preconceituosa há muita, desde a esquerda à direita, por mais que queiram fingir que não, que são muito abertos e tal…

    1. Exatamente, José!
      Concordo totalmente com o que diz!

      Mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades…
      Aqui, como em outros países, teoricamente mais desenvolvidos e mais abertos (e outras falsas classificações), a mentalidade continua, pelo menos no essencial, a ser a mesma das ‘primeiras’ 5, 6, 7 décadas do século XX…
      Realmente este episódio é mais uma prova da pequenez política portuguesa. Cena novelesca, ou melhor, hollywoodesca… 🙁

      De um modo geral, a sociedade portuguesa está com um ar mais moderno, muita gente usa telemóveis ‘sofisticados’, usa redes sociais, segue as modas no vestuário e afins, mas o ‘miolo’ de muitos é rudimentar…

      Não era suposto estarmos num estado razoavelmente avançado de evolução enquanto espécie?
      A diversidade é apenas isso – diversidade.

      Interessa-me apenas a competência!
      O resto não me diz respeito absolutamente nenhum!

      1. José Chorão e Ana A.

        Inteiramente de acordo com os dois.
        Acho graça, que para nos recordarmos da deputada Isabel Moreira …seja necessário (sempre ! ) tanta pequenez política.Gente cheia de preconceitos ,cheia de temas tabus na cabeça …gente a armar aos cágados.
        Será “isto ” uma ilustre Deputada ?
        Serão apenas estas as suas obrigações ?

      2. Precisamente! Mas existe uma necessidade imensa de “catalogar”… deve ser “moderno e sinal de muiiitaaa intelectualite inclusiva”

  4. A distrital de Santarém do PSD também criticou o recurso à orientação sexual como critério de escolha.
    O problema de sermos redutores é podermos ficar reduzidos.

  5. Interessa e muito a orientação sexual. É um sinal importante para quem sofre ainda (e muito) de discriminação. Esta hipocrisia misógina heteronormativs reinante em Portugal faz com que p.e. não haja pedófilos na Igreja Católica portuguesa, faz com que a alegada vítima abusada por Ronaldo seja atacada a priori também e muito pelas mulheres e faz com que só haja dois políticos assumidamente homossexuais só para dar uns exemplos. Que vergonha de post! Cada vez dou menos crédito às atoardas do Paulo Guinote com as suas indefectíveis muchachas que radicam num profundo conservadorismo reaccionário. O don’t ask don’t tell só serve os homofóbicos por recusar uma cidadania plena de direitos a quem não se enquadra numa aparente norma e não vê razão para esconder quem é.

    1. Ó pedro, você está a ser muito injusto com o Paulo Guinote. Pense lá melhor.
      Aqui ninguém defende o ‘don’t ask don’t tell’, não é disso que se trata.
      Simplesmente se defende que um governante deve ser escolhido pela sua competência para o lugar e por mais critério nenhum; não deve ser tido em conta se o governante é primo ou sobrinho deste ou daquele, se é alto ou baixo, gordo ou magro, loiro ou moreno, se no meio das pernas tem um pénis ou uma vagina (ou o que tem a pessoa com quem dorme), se tem a pele desta cor ou daquela. Nada disso interessa ao caso. Até podiam ser todos homossexuais, nada contra, desde que fossem competentes e aplicassem boas políticas.
      No post do Guinote não há uma pinga de discriminação ou defesa do silêncio. Ele apenas aponta o que é prioritário e o que é acessório. Você foi injusto.

    2. E desde quando é que a orientação sexual pode ser currículo para o que quer que seja? Com quem se deita é do foro provado da Senhora em questão. Está a ver uma caça à lésbica onde ela não existe.
      Ou os homossexuais têm mais direitos que os que não o são? A “cidadania plena de direitos” tem que dar para os dois lados.

    3. Caro Pedro (que já foi “Pereira”, mas mudou de orientação onomástica)… acho que não percebeu nada do que escrevi.
      Mas quem é que criticou o assumir da orientação sexual da senhora?
      Onde está algo que se assemelhe ao “don’s ask, don’t tell”? (já agora, pergunto porque não assinou o comentário como fez em outtos anteriores… mas tenha calma, não precisa responder…).

      Quando se atinge este nível de incapacidade de análise do que se lê, torna-se irrelevante responder de forma articulada a um arrazoado de “associações” que aqui nunca foram feitas.
      Que raio… o que me leu sobre pedofilia na Igreja Católica ou os amores mais ou menos consensuais do Ronaldo.

      O que aqui está em causa é o elogio – mal feito, porque a referência ao armário é uma crítica clara a algumas pessoas anteriormente em cargos de relevo – de uma característica que não é relevante para o exercício do cargo.

      Característica que já conhecíamos.

      Olhe, Pedro, se calhar o seu comentário revela-nos mais sobre a sua intolerância do que sobre o que quer que seja.

      1. Chorão… o ataque do Pedro é à desfilada. Não lhe interessa em qualquer momento analisar seja o que for.
        Não sei a idade dele, mas se calhar andava em cueiros e já eu escrevia sobre estes temas e de forma bem clara.

        Mas o que pode fazer quando a cegueira dogmática atinge aqueles que batem no peito como se fossem o máximo da tolerância?

  6. Isabel Moreira é uma mulher que muito admiro pela sua inteligência e acutilância. Mulheres assim, são mal toleradas por muitos homens e também mulheres. Mete-lhes medo o desassombro.

    Ultimamente, devido a muitas decisões judiciais contra as mulheres baseadas em muita misoginia e revivalismos de macho -latino luso, tem escrito e dito muito para contrariar esta questão.

    No entanto, esta nota sobre ser -se uma ministra lésbica ou não também não me agradou. Agrada-me o facto de ser mais uma mulher em clube de homens restrito. Desde que não apanhe os tiques autoritários para “singrar”, como se pode constatar por bastantes casos que conhecemos todos tão bem.

  7. Devia ter tirado o “o”. Peço desculpa ao auditório e aos visados.

    Assim como não gosto de tratar alguém por o Nogas, a Bruxa, o Sócas, o Monhé, o Mentiroso, etc.

    Hoje deu-lhe para isto, maria, e deu-lhe muito bem.

  8. Magalhães,
    neste governo já nada me surpreende. Faz-me lembrar o tempo de Sócrates…
    Parece tudo uma brincadeira. Parece que se entretêm a gozar com tudo e com todos os que não são do clube Costa.

    Para mim, o partido socialista já não é socialista.
    É o que fazem por mostrar. Que me desculpem os ‘rosas’.🌹

  9. O comentário de Isabel Moreira não tem a ver com critérios de escolha. O facto de se lhe dar essa dimensão é redutor e, obviamente, quem o faz reduz-se.
    A competência é reconhecida nos votos de ” um ótimo trabalho, agora na cultura”.
    É preciso estar dentro do armário para não o ver. E este é um armário diferente.

    1. Os votos de “bom trabalho” não são um reconhecimento de “competência”. Apenas significam um desejo.

      Já que fazemos críticas sobre o “ver” ou “armários” é sempre interessante que se saibam expressar ideias com lógica, clareza, sentido.

      Há “armários” tramados, concordo.

      1. Acho que a igualdade e equidade se atinge quando certas características são assumidas como naturais e não “especiais”. Já com a ministra da Justiça se cometeu um erro deste tipo. Parece que se ganham “créditos” de cada vez que se eleva um “especial” a um cargo. Isso é que é retrógrado, condescendente e preconceituoso

      2. O “agora” parece indicar alguma coisa.
        De qualquer forma não é isso que está em jogo. Isabel Moreira congratula-se pelo facto de ter uma ministra com uma determinada orientação sexual. Não se congratula pelo facto de ela ter sido escolhida por ter essa orientação.
        Como o tinha referido antes, o PSD de Santarém faz a mesma leitura do Paulo. Literalmente, não nas entrelinhas. Há de facto armários tramados.

  10. Exato.

    É mais ou menos isto (já não estou a sinapsar em condições… O fim de semana está a chegar ao fim, deve ser disso): é ‘lutar’ contra o preconceito de forma preconceituosa; é tratar um preconceito com outro, dando-lhe força…

  11. Jorge Mendes… o que quer isso dizer, essa coisa da distrital de Santarém do PSD?
    Será melhor ter a mesma posição que a concelhia de Cascais sobre algum assunto? Ou da distrital do Porto do PS? Ou de uma qualquer secção do Bloco?
    Que raio de argumento é esse.

    Repito: a Isabel Moreira tem todo o direito a congratular-se com o que bem entende.
    E eu de comentar isso.

    Quanto às distritais, seja de que partido for, não me interessam.
    Talvez se me conhecesse há mais tempo e os assuntos sobre os quais escrevi em História desde os tempos da Faculdade, descobrisse que eu não tenho grandes armários…

    É um tipo de acusação que me parece profundamente pífia.
    Até porque sou dos poucos “gajos” com um prémio das ONG ligadas à antecessora da actual CIG.
    http://cid.cig.gov.pt/Nyron/Library/Catalog/winlibsrch.aspx?skey=CDB781C63EB344EAAAEA6D9208D065C7&cap=&pesq=10&var8=Publica%u00e7%u00e3o%20CIG&bo=0&var4=ONG%27s&doc=6712

    E não mudei… basta googlar os termos certos.

    Há com cada um(a)…

    1. E já que falamos de direitos, eu tenho também o direito de lhe chamar a atenção para a confusão que subjaz ao seu comentário. Foi isso que fiz.
      Não é necessário chamar à liça os pergaminhos. Não os questionei, nem duvidei da sua fidelidade ao passado. Ainda bem que não mudou. Fico feliz.
      Também não quis que interpretasse o armário da maneira que o fez. Limitei-me a chamar a atenção para a semelhança literal e para a diferença nas entrelinhas.

      1. Tem todo o direito.
        Mas convém, então que faça a hermenêutica profunda do que escrevi e foi:

        “A filha do Adriano Moreira era capaz de fazer uns interessantes inquéritos para a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.”

  12. Caríssimos
    Confesso que já enjoei às tretas dos portugueses e portuguesas, alunos e alunas, cidadãos e cidadãs, géneros, transgéneros, multigéneros, hermafroditas, gays, lésbicas, heterossexuais, ciganos e negros, gordos e magros, brancos, branquinhos ou branquelas…

    Fora de tópico e a propósito de discussões lá bem mais para trás de que só agora me fui inteirando…

    Artigo 76.º – Duração semanal
    1 — …
    2 —…
    3 — No horário de trabalho do docente é OBRIGATORIAMENTE REGISTADA a TOTALIDADE das horas CORRESPONDENTES à DURAÇÃO da RESPECTIVA PRESTAÇÃO SEMANAL de TRABALHO, com excepção da componente não lectiva destinada a trabalho individual e da participação em reuniões de natureza pedagógica, convocadas nos termos legais, que decorram de necessidades ocasionais e que não possam ser realizadas nos termos da alínea c) do n.º 3 do artigo 82.º … – (ISTO É: ” O trabalho a nível do estabelecimento de educação ou de ensino deve ser desenvolvido sob orientação das respectivas estruturas pedagógicas intermédias com o objectivo de contribuir para a realização do projecto educativo da escola, podendo compreender, em função da categoria detida, as seguintes actividades: ALÍNEAS a) a n) “sendo que a alíneas concretizam:

    -c) A PARTICIPAÇÃO EM REUNIÕES de natureza pedagógica legalmente convocadas;
    -d) A PARTICIPAÇÃO, devidamente autorizada, em ACÇÕES DE FORMAÇÃO contínua que incidam sobre conteúdos de natureza científico -didáctica com ligação à matéria curricular leccionada, bem como as relacionadas com as necessidades de funcionamento da escola definidas no respectivo projecto educativo ou plano de actividades;

    A) ORA, estando os HORÁRIOS COMPLETOS ( COMO TÊM QUE ESTAR, com a prestação da “componente lectiva” e da “não lectiva de trabalho de estabelecimento”) e não contemplando horas para quaisquer reuniões (grupos, departamentos, pedagógicos, DT, Conselhos de Turma, pais,…) ESTAS ÚLTIMAS SÓ poderão ser considerado trabalho extraordinário e…. :

    Artigo 83.º Serviço docente extraordinário

    1 — Considera -se serviço docente extraordinário aquele que, por determinação do órgão de administração e gestão do estabelecimento de educação ou de ensino, FOR PRESTADO ALÉM DO NÚMERO DE HORAS DAS COMPONENTES LECTIVA e NÃO LECTIVA (DE ESTABELECIMENTO) REGISTADAS no horário semanal de trabalho do docente.

    B) ORA, se em algumas escolas os horários têm 1 segmento de 50´ para reunir…então nessa semana não têm que reunir mais nenhuma vez, nem 1 minutinho a mais… e, caso, não tenham matéria para reunião há sempre trabalho a fazer…
    Mais relembro que:
    Despacho_normativo_4-A_2016 (+ Circular_OAL_junho_2017) : Art. 7º , nº 11 — O diretor garante, através dos meios adequados, o CONTROLO da PONTUALIDADE e da ASSIDUIDADE de todo o serviço docente, REGISTADO no HORÁRIO (semanal, lembre-se) NOS TERMOS do n.º 3 do artigo 76.º do ECD.

    POR FIM e que não restem dúvidas em relação à última parte do nº 3, do art. 76º :“… com excepção … da participação em reuniões de natureza pedagógica, convocadas nos termos legais, que decorram de necessidades ocasionais e que não possam ser realizadas nos termos da alínea c) do n.º 3 do artigo 82.º” – remete para o conceito de serviço extraordinário (acima transcrito)
    Ora, e também, de acordo com o CPA as reuniões ou são ordinárias ou extraordinárias… uma “necessidade ocasional” conduzirá a uma reunião extraordinária, logo, no caso em apreço, a trabalho semanal suplementar…

    Se não há horas para abonar trabalho extraordinário, então não há trabalho extraordinário!!!!!!!

    Em qualquer dos casos tenho a certeza que a Constituição da República, pelos menos por ora, condenará a obrigatoriedade de trabalho não remunerado, isto é a escravatura no trabalho (que há quem lá queira chegar… olhem que há…claro que com outro nome mais pomposo…)!

    O que os pais desconhecem são os milhões, MILHÕES de horas de trabalho dos professores (quantas vezes inúteis para a efectiva aprendizagem dos alunos e que, frequentemente retiram tempo à preparação das aulas, do trabalho com os miúdos, … o que mais angustia, “stressa” e desgasta os professores que ainda gostam da sala de aula)

    Quanto ao ministério está muito mal habituado… a milhões de euros de trabalho gratuito e nem a dignidade tem de reconhecer os anos de trabalho efectivo além de que, sem ponta de vergonha e num espezinhar continuado ainda têm a LATA de estar à espera de mais uns milhões de euros de reuniões/ procedimentos/ documentos/ trabalho gratuito daqui para a frente!

    Não tenho dúvidas que a greve que deveria ter tido uma fortíssima adesão foi a de Julho… até ao final… Infelizmente perdeu-se uma excelente oportunidade…

    Esta, a que se prevê para a actualidade pode encravar muita, muita, muita coisa no mínimo faz-se o “manguito” para não dizer pior …ao trabalho gratuito (maioritariamente inútil e altamente burocrático) com que já fazem contas às suas vidinhas e dos amigos!

    E… repare-se como já se anda a instalar o medo, a ameaça, a coação mais ou menos velada…

  13. “Explicar devagarinho a quem não perceba (ou finja que não percebe):

    1. É evidente que a orientação sexual não é relevante, em si mesma, para o exercício de qualquer cargo.
    2. É evidente que num mundo e num país carregado de homofobia, o facto de uma Ministra ser assumidamente lésbica é positivo pelo impacto simbólico – e por ser um exemplo para muitas lésbicas que estão a construir-se identitariamente e que agora passam a perceber que se pode afirmar publicamente a orientação sexual e ser Ministra.
    3. É evidente que faz toda a diferença a afirmação: já terá havido no passado várias pessoas que eram lésbicas ou gays ou bissexuais no Governo mas tinham vergonha de o dizer; como a orientação sexual é uma categoria declarativa (por não ser visível), essas pessoas não contam. Só conta a afirmação – e o orgulho de contrariar os silêncios do passado.
    4. É evidente que, para além do impacto simbólico que não é despiciendo, um Governo ganha com a diversidade das pessoas que o compõem, porque a diversidade de experiências de vida (e de discriminações) também informam a política. Este Governo é particularmente diverso face a anteriores e isso é bom em si mesmo, porque representa melhor a realidade e isso pode (pelo menos potencialmente) contribuir para políticas mais inclusivas.
    5. O direito à indiferença é o objetivo quase utópico do futuro, não é de todo o presente. Achar que já deve haver indiferença face à orientação sexual é recusar que exista hoje discriminação: ou seja, ou é errar profundamente o diagnóstico ou é querer profundamente errar o diagnóstico.

    Quando eu era adolescente, não sonhava que fosse possível haver Ministras lésbicas (até Ministras ainda era difícil).
    Hoje a realidade ultrapassa o sonho – e isso é muito bom.”
    Paulo Côrte-Real

    1. Embora eu não tenha escrito sobre o assunto em apreço, poderei comentar o seguinte:

      1. Obviamente. Pelo que os pontos seguintes nem se deveriam colocar.
      2. A sério?
      3. Acaso ocorreu que muitas dessas pessoas (incluindo neste governo) preferem guardar esse tipo de informação, considerando-a do foro privado?
      4. Um governo ganha com a competência das pessoas, não com a “diversidade”. Há competentes e incompetentes em todos os formatos.
      5. A proclamação de uma identidade sexual (ou de género) é , em alguns casos, por parte de quem a faz (neste caso, nem pela própria pessoa) mais uma espécie de anúncio público de superioridade moral e ética do que outra coisa.

      Acrescento ponto em falta no texto acima:

      6. O combate à homofobia faz-se no quotidiano, pela prática, pelo exemplo da tolerância, sem “vícios privados” (leia-se, gente que defende publicamente grupos que depois critica em privado), convivendo com todas as pessoas como pessoas. Sem outras categorizações.

      1. Pode guardar a sua tolerância para e onde muito bem lhe aprouver. O simples ato de tolerar revela uma posição de magnânima superorioridade que em si é o oposto da igualdade. Homófobicos de armário é o que há mais por aí…

  14. Petestars, tente argumentar sem ser intolerante, provando que estou errado.

    A “tolerância” tem uma dimensão que lhe escapa, por ser muito mais vasta do que a sua condição particular.

    Não sei se alguma vez reparou, mas existem imensos homofóbicos na comunidade LBGTQ, em particular nas letras L e G.

    1. Há várias explicações para a agressividade com que as pessoas reagem, sim pingo de humor, a qualquer referência que lhes seja feita a partir de “fora”… é logo tudo interpretado como agressão.

      Quanto a “superioridades”… as pessoas são pessoas… os humanos são humanos. Só depois são outras coisas… mas há quem baralhe tudo.

      Por exemplo, consideram que este governo é mais “diverso” do que outros (plural).

      Ora, em matéria de orientação sexual/de género tenho as minhas sérias dúvidas e até sei de algumas orientações do actual que não são declaradas publicamente.

  15. Curiosidade:

    Tipos de género existente…

    •Agender
    •Androgyne
    •Androgynous
    •Bigender
    •Cis
    •Cisgender
    •Cis Female
    •Cis Male
    •Cis Man
    •Cis Woman
    •Cisgender Female
    •Cisgender Male
    •Cisgender Man
    •Cisgender Woman
    •Female to Male
    •FTM
    •Gender Fluid
    •Gender Nonconforming
    •Gender Questioning
    •Gender Variant
    •Genderqueer
    •Intersex
    •Male to Female
    •MTF
    •Neither
    •Neutrois
    •Non-binary
    •Other
    •Pangender
    •Trans
    •Trans*
    •Trans Female
    •Trans* Female
    •Trans Male
    •Trans* Male
    •Trans Man
    •Trans* Man
    •Trans Person
    •Trans* Person
    •Trans Woman
    •Trans* Woman
    •Transfeminine
    •Transgender
    •Transgender Female
    •Transgender Male
    •Transgender Man
    •Transgender Person
    •Transgender Woman
    •Transmasculine
    •Transsexual
    •Transsexual Female
    •Transsexual Male
    •Transsexual Man
    •Transsexual Person
    •Transsexual Woman
    •Two-Spirit

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