45 thoughts on “Haverá Unicórnios na Carreira Docente?

      1. É verdadeiramente deprimente assistir ao desconhecimento quase generalizados dos nossos colegas. Não ouviram falar sobre esta questão, não ouviram falar sobre a ILC , …, quando informados ficam muito indignados, mas de seguida, encolhem os ombros até que alguém lhes comunique mais uma “novidade”. Já não acreditam que a justiça e equidade possa ser reposta. Desistiram…

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      2. Obviamente…tribunal com eles.
        É o único caminho possível para impugnar esta vigarice toda.
        Ou os sindicatos vão fazer mais um autocolante de protesto e um passeio pela Baixa para ficar tudo na mesma?
        Se os sindicatos não avançarem em força para os tribunais, então servem para quê?

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    1. Tudo ao molho e fé nos costas (e antes nos cratos e coelhos). Mas não será tanto “mitológica” porque é bem real. Não falo em coisas de género ou fico outra vez a levar na cabeça com uma série de pedros/peters.

      Eu sei que a imposição foi “europeia”, mas penso que serviu para esconder uns quantos unicórnios no rebanho para, ao acederem aos quadros da FP, terem acesso a outras “posições” dentro do “aparelho de Estado”.

      Teoria da conspiração?

      Olhem que não, olhem que não… o “aroma” já me chega do mandato anterior.

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  1. E se não fosse o grivo do 4° escalão… seria upa,upa até ao 6° escalão.
    A verdade é que ,para estes, não houve congelamento total.
    Para se remediar 1 mal criam-se males maiores.
    Enfim

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  2. O post está tb a ser discutido fora daqui, no fbook, com pessoas abrangidas pela medida e é interessante verificar como há uma maioria de ovelhas que agora se começa a aperceber da possibilidade dos “unicórnios”.

    Porque a contagem do tempo de serviço passou a ser uma espécie de curva espaço-tempo cheia de wormholes à Stephen Hawking.

    O interessante é perceber como isto anda a passar ao lado de uma larga maioria.

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    1. Tenho feito o que posso para alertar o pessoal.

      Muitos sabem o que se passa, outros nem tanto. Qualquer dia subo outra vez para cima da mesa no intervalo maior e boto discurso. Depois lá vão os “olheiros” “avisar a gerência” e a gerência a vir falar comigo para dizer que já não estamos no PREC.

      E depois, tenho de aguentar-me à bronca.

      Mas já é hábito. Da última vez iam levando com o contencioso sindical e, desde aí, é tudo com mais delicadeza e cuidado.

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    2. A maioria está acomodada, finge ser ignorante e deixa a luta para uma pequena parte. Esta pequena parte já começa a ficar cansada de gritar nas salas dos professores, onde abunda a carneirada, que leva o tempo nas redes sociais e a fazer contas aos tostões. Aqueles que não se conformam já estão a ser olhados de lado pelos colegas que se julgam acima da luta, acima do dinheiro e da carreira, o que importa é mostrar trabalho e competência para inglês ver. Estes colegas, que já são maioria, já desistiu de lutar, já se conformou e começa a marginalizar quem refila, reclama e alerta para as injustiças. AH! Claro! Podemos sempre dizer que não sabíamos. Classe, que classe? Só mesmo para parecer fino! Classe docente! Devemos ser o pior grupo dentro das profissões que nem a comunicação social respeita. Basta comparar a cobertura dada aos táxistas com a cobertura dada aos professores. senti vergonha naqueles dias, só me resta continuar a lutar, nem que seja pela minha dignidade.

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  3. As pessoas estão cansadas. Não as ‘censuro’.
    Convenhamos que não é fácil acompanhar e perceber todo este processo. Já para não falar da forma maquiavélica como tudo isto tem sido ‘cozinhado’.
    O articulado legal é tão (propositadamente) enrolado que quem não andar mesmo atento não vê, não percebe o que está a ser feito com a ‘carreira’…

    Acima dos unicórnios estão bicórnios a gerir o ‘bosque’ (e bem mais ‘místicos’ do que o de Harry Potter…). Nem precisam de nenhuma poção (mágica)… A fazer lembrar Obélix e Astérix…

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  4. A. Sérgio

    Tem a ver com a conjugação de dois fatores: a vinculação extraordinária e o recente decreto-lei de “bonificação” de tempo de serviço.

    Seria útil um post com uma explicação detalhada destas ultrapassagens-unicórnio.

    Estás disponível, Paulo?

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  5. Na minha opinião, tudo isto é uma vergonha, não faz sentido nenhum colegas com o mesmo tempo de serviço em escalões diferentes, ainda por cima devido a fenómenos extraordinários ou “unicornianos”. Brinca-se com a vida das pessoas, de quem efetivou longe para um dia mais tarde poder ter estabilidade. O que aconteceu foi o oposto: ultrapassados na prioridade para escolha de vagas devido ao concurso extraordinário e, como se não bastasse, agora ultrapassados em termos de tempo de serviço para contagem no escalão (por azar, entrei em 2006 na carreira docente, estive obrigatoriamente 3 anos no índice 151). Desilusão e revolta! E concordo com alguns comentários quando referem que muitos colegas nem fazem ideia do que se passa…

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  6. Tenho falado do assunto na sala de professores e a maior parte dos colegas chega a duvidar da minha palavra quando lhes digo que esta “espécie de bonificação” é para atribuir apenas quando mudarem de escalão.

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  7. Que alguém lembre aqui uma medida “Boa” / ” Positiva” para os professores a partir de Sócrates??????
    Não há uma!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Arbitrariedades, falta de bom senso e bom gosto, indigência intelectual e moral, desfaçatez absoluta, canalhice.
    Perversão.

    ” E a coisa vai piorar”.

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      1. Ave Maria!
        A(s) Maria(s) como que flutua(m) acima da mediocridade rastejante!
        Antes que os betinhos apareçam com os seus gritinhos, deixo, para análise, algumas, poucas, ideias-chave:
        A carreira única benificiou escandalosamente os professores primários e os educadores de infância. Como costuma dizer o secretário-geral do Partido Comunista Português, onde juro que nunca militei, “a vida ensinou-nos” que a carreira única não é viável (eu sou bom em associações: carreira/ viável, perceberam!), porque não tem sustentabilidade económico-financeira, nomeadamente na vertente dos gastos com salários do pessoal, e porque as várias tentativas técnico-júridicas de erguer um estatuto único que acomodasse direitos e deveres de profissionais tão diferentes como são um professor de Filosofia do 12.ºano e um educador de infância a apanhar sol com as suas crianças num jardim florido, por exemplo, conduziram a situações absurdas como a dos professores do ensino secundário não serem remunerados durante os intervalos, quer fiquem na sala com os alunos quer se desloquem até à casa de banho! Nem os proletários fabris estão sujeitos a este regime!!!
        Agora, para sairmos deste pântano, só temos duas saídas: alterar profundamente a carreira única ou extingui-la, sendo que, em qualquer dos casos, os primários e educadores de infância veriam as suas remunerações baixar em relação às dos outros.
        Se acham que estou a ser politicamente incorreto, persistam exclusivamente nesta luta pelas migalhas das progressões, como cem cães que se atiram a um osso e, daqui por poucos anos, os enfermeiros deixar-nos-ão a anos-luz de distância, para trás, porque, atuando de outra forma, são tão bem qualificados como nós, nas palavras de Maria de Lurdes Rodrigues (enquanto ministra da educação!), e têm uma carreira profissinal onde só cabem enfermeiros!

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  8. Um “professor de Filosofia do 12º ano” é quase um “unicórnio”, atendendo ao desaparecimento da disciplina do currículo como disciplina obrigatória em qualquer área de estudos, apenas como opção.

    Eu sei que é mesquinho, mas o “benificio” costuma rebentar em quem mais mediocridade espalha em casa alheia.

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      1. O Silva… uma gralha eu deixo passar… o resto, não.
        Gostas de “baixar o pau” nos outros?
        E quando é nos teus costados?

        Faz dói-dói?

        Temos pena.

        Falta-te muita sopinha para chegares aos calcanhares do que pensas ser, com essas prosas armadas em gongóricas.

        Para trocarmos ideias, era preciso teres mais do que ressabiamentos.

        Licenciados Silvas Secundários de todo o mundo, Salivai!

        E tungas.

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      2. Cá está um exemplo claro do que se passa no grupo dos professores. Este senhor ou senhora, julga-se mais professor porque leciona no secundário! Não faz ideia do trabalho que dá trabalhar com crianças com tão tenra idade, então qual é a solução? Dizer mal, rebaixar e denegrir os colegas que lecionam estas crianças, como se ele fosse mais competente, mais capaz e melhor profissional. Tenha vergonha e respeite o trabalho de todos, é por estes motivos que chegámos onde chegámos, por gente desta que se jlga mais professor do que os outros.
        Já agora porquê Filosofia? Porque não Português ou Francês?
        Não é por haver colegas com estes pensamentos que devemos deixar de acreditar num futuro melhor e lutar por ele. Disse!

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  9. Pois beneficiou, Silva.O igualitarismo que o abjecto ECD consagra, gerou , na prática , discrepâncias salariais entre os docentes com habilitações académicas elevadas e os “outros”, estes com absurda e inadmissivel vantagem. Mas há mais, e disso pouco ou nada se diz: também por força da junção das escolas, escolinhas e jardins de infância em Agrupamentos, criou-se uma massa informe onde, para todos os efeitos, nada se distingue. Ilustro, para simplificar: num determinado agrupamento, o desempenho de um docente doutorado ( pré- Bolonha) foi escrutinado ou avaliado – agora respirem fundo- por uma educadora de infância daquelas com o antigo 5º ano. Mas como a senhora detinha o pomposo cargo de coordenadora ( !)de qualquer coisa, que importa o resto?Tenho dito…

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      1. Não seria de todo insano propor outra estrutura de carreira, pelo menos para os poucos que no futuro a abracem. A muita diversidade cientifico-pedagógica, evidenciada pelos variados grupos de recrutamento, é incongruente com uma estrutura de carreira antiga e uniformizada.
        A não ser que exista assunto tabu na sistema educativo, se há tanta mudança para tudo, a estrutura da carreira não ficará imune (e provavelmente, uma proposta vinda do poder politico, ‘será pior a emenda que o soneto’…)

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  10. Porquê a referência aos colegas que são reposicionados? As ultrapassagens ocorrerão com esses e com os outros que já tinham “posição”.
    Sinceramente não entendo…

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      1. A referência justifica-se porque pode acontecer um jackpot de “singularidades”. Uma delas é passar as barreiras das quotas onde os outros esbarram.

        O que há a entender de tão estranho?

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    1. Não entende?
      Caso 1: professor que já pertencia ao quadro antes dos congelamentos, com 14 anos de serviço (descontados os períodos de congelamento): encontra-se no 3º escalão e ainda lhe falta 1 ano pra chegar ao 4º;
      Caso 2: professor do quadro desde setembro do ano passado, por exemplo, com igual tempo de serviço: reposicionado automaticamente a meio do 4º escalão.

      Claro que todos os que beneficiarem da bonificação já em 2019 também vão ultrapassarem os restantes que esperam pacientemente, podendo ocorrer, em determinadas situações de reposicionamento duas ultrapassagens.

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      1. Podem passar a barreira das quotas? Não estão sujeitos às vagas?
        14 anos de serviço e a 1 ano de passar para o 4 escalão? Como? Em virtude de reestruruções ou reposicionamentos anteriores?
        Confesso que estou a precisar de ler.

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  11. As ultrapassagens estão a fazer escola.

    Novamente o governo a fazer (mais uma) interpretação manhosa, agora da proposta de acesso às reformas a partir dos 60 anos de idade com 40 de serviço:

    https://www.noticiasaominuto.com/economia/1101812/governo-limita-acesso-as-reformas-antecipadas

    E o Bloco a sofrer na pele (já assinaram) o que os professores sentiram com a promessa de contagem do tempo de serviço no orçamento de 2018…:

    https://www.noticiasaominuto.com/politica/1101970/bloco-diz-que-nao-acordou-com-o-governo-limites-as-reformas-antecipadas

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