Há Quem Chame “Inovação”…

… a colocar um vídeo de um qualquer canal do Youtube numa aula com outra pessoa a explicar a mesma coisa que @ professor@ em causa deveria explicar. Parece que é moderno, multimédia e digital. A mim, parece que é apenas uma espécie de confissão que me desagrada. Se atrai mais a atenção dos alunos, porque é “multimédia”? A sério? Então as coisas estão mesmo a correr mal.

Mirror

(prometo que esta vaga de textos menos confortáveis tem duração limitada…)

28 thoughts on “Há Quem Chame “Inovação”…

  1. Não é a explicação, Paulo. São as imagens, a cor, o movimento, o som…
    “Uma imagem vale mais do que mil palavras”. E as vezes é certo. 😉

    1. Eu sou a cores, eu movimento-me, eu produzo som.
      Essa não é a explicação.
      Ao fim de umas aulas a dar vídeos com gente a falar, eles também se fartam.
      Ou os recursos têm outra natureza ou é apenas uma variante de tele-escola.

      1. Eu disse: “…e às vezes…” Quando concretizar é proveitoso para a compreensão.
        Acontece em Ciências e Matemática, sobretudo. Pela experiência que tenho.

      2. Que pena não existirem para os cursos profissionais,na componente técnica, estes materiais.
        Assim,não teria que passar horas infinitas a produzir conteúdos que constam dos referenciais de formação dos módulos/UFCD`s

        Ah,pois é!… as editoras seguem a lei do mercado e as economias de escala.

  2. “Technology without purpose is useless”
    “Just because you can find a video available online doesn’t mean you can use without copyright infringement”
    “Teaching with multimedia doesn’t work if you replace the teacher with a robot parrot”

  3. Uns milhares investidos em tablets – A Câmara Municipal de Portimão decidiu equipar cada uma das Bibliotecas Escolares do município com 26 tablets permitindo que alunos das escolas do 1º ciclo possam, por exemplo, ler o livro digital “Portimão” integrado na Plataforma Digital dos Concelhos de Portugal. Na plataforma estão disponíveis 10 concelhos para consulta, nomeadamente Condeixa-a-Nova, Celourico de Basto, Porto, Guimarães, Castelo Branco, Guarda, leiria, Lisboa, Lagoa e agora Portimão. Numa das escolas estão virgens. Na outra foram usados duas vezes, pois a professora bibliotecária cancelou as sessões previstas. Este ano têm uso livre para os titulares de turma… veremos se os usam. A logística de pôr nas mãos de 26 alunos pela primeira vez os instrumento não é fácil.
    https://www.vivaportimao.pt/18-noticias/475-camara-municipal-de-portimao-equipa-as-9-bibliotecas-escolares-com-tablets

  4. queria acrescentar que existe uma corrente internacional a desejar substituir o professor pelo boteacher e existem “resmas” de empresas start-up com investidores a olharem para mais um negócio da Chicha de volta disto(conheço algumas deste tipo de fora de Portugal com quem tenho tido contactos por outras razões e não, não posso falar, segredo profissional).
    Eles sabem que a falta de professores a médio prazo é mundialmente um grave problema e como não querem “gastar” dinheiro a formar e a motivar pessoas, estão em força a procurar alternativas digitais e com A.I. . Existem mesmo lobbys junto da política em pleno crescimento (ver o que se passa aqui na nossa vizinha Espanha). Mesmo que não resulte em nada, que seja uma grande falácia, o que interessa aqui é usar a ideia de “newness” para aliciarem os “decisores” e ficarem com a grande fatia do negócio. E, se acham que isto não deve ser levado a sério, reparem nas campanhas ferozes para o uso do ebook e tableta…

    1. Não faz mal.
      Os “clientes da educação” não se queixam, por isso eles sabem que podem dar-lhes a maior porcaria do mundo.
      Os que puderem escolherão pagar uma escola privada com professores, daqueles com inteligência não-artificial.

  5. 1- Há vídeos interessantíssimos no youtube que são óptimos recursos em determinadas alturas, por vezes só imagem e som.

    2- Há agora esta coisa incrível que tem a ver com os kits das editoras que fornecem tudo e mais alguma coisa. Há quem use esses recursos com enorme exagero- são as aulas digitais, basicamente o manual online e exercícios a rodos. Vejo pelas salas com janelas de vidro a projecção, dia pós dia, aula após aula destes materiais. A criançada copia e está calada. E eu pergunto: isto é que é a sala de aula do séc XXI?

    Quando os representantes das editoras apresentam estes kits, quase toda a gente aplaude.

    Há quem discorde daquilo tudo!

    1. Pôr vídeos e ficar na aula a ler o jornal deve ser bestial.
      Mas só para quem consiga despejar previamente a consciência na sanita e puxar o autoclismo, sem hesitações.

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