Breve Ponto da Situação Sobre A ILC Nos Corredores Do Parlamento

Apesar de me sempre mostrado indisponível, entre os membros da Comissão Organizadora, para colaborar nos contactos directos com os grupos parlamentares por razões que cada vez vejo mais justificadas, tenho recebido as informações desses mesmos contactos, feitos por elementos da Comissão, através do STOP ou ainda através de colegas que, em termos individuais, se dirigiram aos grupos parlamentares com questões sobre a ILC.

Não me espanta que seja possível fazer um resumo das diversas posições como se fosse uma só (excluindo aqui o PS, Os Verdes e o PAN, sobre os quais não tenho dados).

Então é assim:

  • Todos desconhecem as agruras técnico-administrativas que a ILC tem suportado para ver as 20.000 assinaturas validadas, mesmo depois de já ter sido transformada no Projeto de Lei 944/XIII.
  • Todos acham que os professores têm imensa razão nas queixas que apresentam e consideram que o PS/Governo não cumpriu o prometido ou o que deu a entender ter prometido sobre a recuperação do tempo de serviço docente.
  • Todos acham que não é possível uma recuperação integral do tempo de serviço em 2019, achando que deve ser encontrada uma solução faseada (que não pode ser com base na ILC, por motivos formais).
  • Nenhum se mostra disponível para fazer qualquer projecto de lei alternativo ao do Governo, apenas avançando o Bloco de Esquerda com o pedido de apreciação parlamentar do decreto governamental, logo que seja publicado.

Ou seja… a conversa do costume, envolta em “o problema não foi criado por nós, não temos qualquer obrigação em resolvê-lo”.

ILC 20 000

 

 

 

4 thoughts on “Breve Ponto da Situação Sobre A ILC Nos Corredores Do Parlamento

  1. Esse comportamento dos parlamentares não me espanta.
    Em geral é gente muito ocupada com atividades paralelas, nomeadamente em hiperempresas de advogados, em negócios ligados à energia, em darem prioridades aos interesses políticos e, pior, partidários.
    Nem os nossos colegas professores que são deputados têm a veemência necessária para lutar de forma substantiva.
    Somos a classe com maior número de pessoas. Apenas isso.
    Mas continuamos cá. Eu continuo.

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  2. “Temos pena”
    No que respeita aos trabalhadores do Estado existe um pacto entre os políticos e a comunicação social: estão melhor do que os restantes portugueses porque não tiveram desemprego e saem muito caro ao país. E a Bruxelas também….Os professores são ainda demasiados. E pronto.

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  3. A última frase…
    Mesmo não tendo criado o problema – e isso só se justifica se restringirmos o problema ao congelamento -, é evidente que são os deputados que têm a obrigação de o resolver, quanto mais não seja pela função que desempenham. Mas não foram os deputados que o orçamento de estado para 2018 e o vão fazer para 2019? E não foram eles a aprovar as resoluções da AR?
    Serão os deputados, sim. Estes ou outros… com coluna vertebral.

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