In Memoriam (1922-2018)

stan lee

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Afinal, Ainda Não Deve Ter Pedido Autorização A Alguém…

O presidente do PSD não garante que o partido se junte ao CDS, PCP e Bloco para anular o diploma sobre a contagem do tempo de serviço dos professores.

contorcionismo

(quando este tipo encontrar outro rumo que não seja o auto-elogio, as trombetas do apocalipse soarão…)

E O Que Fez Vocelência Para “Meter A Mão Na Consciência” E Reformar O Sistema, Começando Pelo Seu Próprio Partido Ou Mesmo Pelas Pessoas Que Escolheu (?) Para A Sua Direcção?

Porque há limites para a paciência com esta prosápia do “são sempre eles, nunca sou eu”.

Rui Rio considera que a “maior parte” dos valores fundamentais pelos quais se fez o 25 de Abril estão a ser “abastardados com o desgaste que o regime tem tido”.

Questionado sobre se considerava necessário rever os procedimentos técnicos de registo de presenças no Parlamento, na sequência do o caso José Silvano, Rui Rio lembrou que “há muitos anos” defende uma reforma profunda do regime, nomeadamente do sistema político. E só lamenta que “sendo também o pensamento de muito outros” não tenha o apoio dos restantes partidos para avançar com essa reforma.

“Ou somos capazes de meter a mão na consciência e alterar verdadeiramente ou então vamos vivendo aqui de foguetes e de casos e as coisas vão-se degradando cada vez mais”, afirmou Rui Rio, aos jornalistas, à margem de uma visita ao Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde.

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Bom Dia

Se o Presidente da República promulgar o decreto-lei da contagem parcial do tempo de serviço dos professores, uma coligação negativa formada por PCP, BE e PSD vai anular o diploma do Governo. Cai por terra a intenção de António Costa, que sempre se mostrou inflexível nesta matéria, de contar dois anos, nove meses e 18 dias. O decreto-lei nunca entrará em vigor, não porque os partidos da oposição sejam contra a devolução do tempo de serviço aos professores mas porque consideram que contar dois anos (e não a totalidade dos nove anos congelados) é pouco.

 

Mas Quem Começou As Fake News?

De forma não tão sistemática, com canais específicos, mas de forma cirúrgica? Haverá na nossa imprensa “de referência” quem se chegue à frente a contar nem que seja um pouco do que sabe? Daquilo que se combina(va) ao almoço, com uns telefonemas? Pseudo-notícias ou factos plantados, nem sempre com assinatura ou entregues a estagiários, na base de dossiers pré-cozinhados e não verificados? E nem é bom recuarmos até aos famosos “factos políticos”…

Agora andam muito preocupados com o assunto, que no Brasil e na América e os russos e tal, mas onde está a lista dos tais avençados que ninguém quis divulgar, ou melhor, que alguém decidiu que se não divulgava?

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O Problema Do Fact Checking Pode Ir Além Dos Factos A Verificar

Descobri o que era um “verificador de factos” (fact checker) com Jamie Conway, o desorientado protagonista de As Mil Luzes de Nova York de Jany McInerney, que comprei naquela vaga de meados(segunda metade dos anos 80 que nos trouxe também as estreias do Breat Easton Ellis e do David Leavitt. Talvez como deformação da formação em História ainda em processamento, tinha a ingénua crença de que as pessoas procuravam escrever com algum respeito pelos factos, mesmo quando produziam “opinião”.

Apesar do livro ser sobre toda uma outra coisa, percebi que na imprensa americana “de referência” tudo o que pudesse ser objectivamente verificável o era, mesmo em artigos de opinião, e que os autores eram informados da necessidade de corrigir erros factuais, mesmo em colunas de “opinião”. Sendo a liberdade de expressão um valor sagrado, também era sagrado o direito a ser processado por quem emitisse opinião fundamentando-a em falsidades. Ou seja, de acordo com esta lógica podemos chamar a maior besta a uma qualquer pessoa desde que o motivo para tal esteja factualmente correcto. Ok… o senhor tal gosta de ajudar cãezinhos abandonados? Eu posso expressar a minha pior opinião sobre ele, desde que não falseie o que ele faz. Outra coisa é adjectivá-lo porque o viu a surripiar um chocolate no supermercado X na rua Y, quando não existe nenhum supermercado X na rua Y, mas na Z logo ao lado e na rua Y existe é o supermercado Z.

Alguns do maiores escândalos na imprensa americana teve origem na descoberta da falsificação de factos por repórteres ou articulistas de alguns dos seus mais importantes órgãos de comunicação. Por vezes, mesmo detalhes em peças de jornalistas com uma longa carreira de rigor. Com Dan Rather falhou esxctamente a verificação ou validação da veracidade de documentos usados para abordar a carreira militar de Bush Jr.

Por cá, nada disto se passa. Nem em peças jornalísticas e muito menos em artigos de opinião. Quase nada é verificado, em especial se a fonte é “oficial” ou “amiga” ou o que se escreve se ajusta às crenças pessoais. E não falo em selecção de factos, algo sempre necessário perante massas de informação cada vez maiores que é impossível reproduzir, mas na sua truncagem ou manipulação deliberada. Há erros inocentes, falhas causadas pela pressa, por enganos no processamento de informação e existe outra coisa… aquilo a que se passou a chamar “factos alternativos” e “narrativas” cuidadosamente preparadas para ser divulgadas em redes comunicacionais,

A produção de informação raramente é escrutinada e os “provedores” que foram aparecendo, tirando os do Público e alguns do DN, raramente foram além da superfície do problema quando se apresentavam queixas. Ainda é recente a triste reacção do “provedor” da RTP à denúncia de uma série de falsidades de um comentador de um programa onde devia apagar a luz sempre que ele fala, não por causa das “opiniões”, mas sim da forma errónea como apresenta como factos o que são puras invenções.

Mas a inexistência de fact checking não é o único problema. Outro é o de, quando existe essa tentativa, quem está encarregue de fazer a verificação dos dados não ter qualquer formação específica na área em causa ou falhas evidentes na capacidade de analisar criticamente a informação disponível.

Exemplifico com algo comum na Educação: quando um qualquer governante faz declarações políticas com base em dados tidos como “oficiais”, o habitual é ou nem sequer contestar a fiabilidade desses dados ou usarem-se duas fontes “externas” de informação para confirmar (ou não) o que foi afirmado: a OCDE e/ou a PORDATA. Qual o problema? A fonte dos dados dessas organizações é o próprio ME e as suas publicações oficiais. Pelo que se está a verificar algo afirmado por alguém do ME recorrendo a informações só teoricamente “independentes” pois foram obtidas junto do próprio ME.

Se o fact checker for preguiçoso ou ignorante na matéria, acaba-se como há uns meses no DN, com o fact cheking a precisar ele próprio de ser verificado. Pelo que não chega anunciar-se que se está a fazer verificação de dados; é preciso saber como verificar, onde buscar a informação, como a analisar. Não chega comparar números ou listas de compras. O fact cheking não pode ser encarado com condescendência ou como uma área menor do jornalismo e muito menos se deve circunscrever à análise do discurso político. O próprio discurso jornalístico deve ser verificado antes de ser produzido. Tal como a “opinião” não pode ser uma espécie de selva onde tudo vale.

Not sure if you should trust what you’re reading?  Get in the habit of fact-checking! 

Fact-checking and accountability journalism project

Deciding What’s True

The Rise of Political Fact-Checking in American Journalism

The 2018 FactCheck Awards

We highlight the unique and unusual campaign videos from the midterm elections.