Cócó na Fralda!

O primeiro passo é memorizar e usar a sequência ”pergunta – ouve (observa) – respeita” e podemos começar com o hábito de perguntar, desde o primeiro dia. Por exemplo, na altura de mudar a fralda de um bebé. Embora o bebé ainda não tenha a capacidade de responder verbalmente, podemos olhá-lo nos olhos e suavemente perguntar ”posso mudar a tua fralda?” e fazer uma breve pausa, observando a linguagem não-verbal do bebé, para depois prosseguir para a mudança da fralda. Ou não. Pode parecer estranho para alguns, mas o treino e a prática é reveladora. Se estivermos bem atentos, vamos perceber que o bebé está constantemente a comunicar connosco, e às vezes pode ser necessário ficar assim a conversar mais um pouco antes de proceder à mudança da fralda. Se estamos perante uma situação de cumprimentar uma criança e temos vontade de lhe dar um beijinho, perguntamos primeiro, ouvimos/observamos a resposta, e respeitamos a resposta. É simples, mas não é muito natural na forma como nos relacionamos com as crianças na nossa sociedade. Como mães e pais conscientes queremos que entendam e sintam que são as donas do seu corpo e da sua integridade, merecendo sempre ser respeitadas.

baby

(mais elementos sobre esta genial teorizadora)

41 thoughts on “Cócó na Fralda!

  1. Um cócó de teoria, é o que é.

    Sim, experimentem interagir desse modo com um bebé antes de lhe mudarem a fralda e rapidamente descobrirão a classificação desta teoria espalhada em diferentes hemisférios. 😊

    Também gostei muito da preparação “tântrica” de um simples beijo. 😊

    Enfim, tudo isto já deve ser produto do assunto abordado pelo Paulo no post “Mistura explosiva”…

  2. Fui espreitar os elementos (lamento informar o ME, mas ainda tenho curiosidade e umas coisitas inúteis afins).

    “Heartfulness – ENFRENTE A VIDA DE CORAÇÃO ABERTO
    Gostaria de mudar de vida mas não sabe como nem quando? Passando do Mindfulness ao Heartfulness, a autora inaugura um método pessoal: o Miafulness. Eliminando os obstáculos que o impedem de alcançar o que mais deseja – felicidade, segurança e orientação -, ajuda-o a conectar-se com o seu coração e a viver sem esforço, com serenidade e coragem plena.”

    Assumo que sou aberta e que gosto de coisas alternativas, mas isto é abertura a mais para mim. Mente aberta, coração aberto… Que medo. 😊

    O governo tem vários seguidores, a avaliar pela ligeireza das ações…

  3. Fui ver os elementos desta guru. Afirma ser “FACILITADOR DE PARENTALIDADE CONSCIENTE”; ou seja, um preservativo.
    Depois dos discursos do Bruno de Carvalho ou da última entrevista do presidente do Benfica, já nada me surpreende. Há mesmo pessoas em que a qualidade do que lhes sai da boca rivaliza com a qualidade do que lhes sai do outro extremo do sistema digestivo.

  4. Parei aqui “Tenho muitas paixões: A minha família, o Mindfulness, a Parentalidade Consciente, a olaria, a montanha sagrada Arunachala…”

    1. A avaliar pelo discurso parece ser mais no cérebro!
      O pior é que muitos embarcam nestas teorias da m…. e depois as criancinhas ficam como o pessoal sabe…

  5. Tirando todo o “ruído” deste excerto, há uma verdade que não pode ser contestada: existe uma comunicação não-verbal entre bebés e os seus cuidadores. Existe um processo de comunicação, neste caso, entre pais atentos e os seus filhos desde tenra idade. Não se trata de “pedir autorização” para mudar as fraldas. Trata-se de ter tempo e disponibilidade para essa comunicação a vários níveis.Quando uma criança mexe em tudo desalmadamente, experimente-se parar, olhar a criança nos olhos e dizer-lhe “Não mexe!” E muitas vezes, a criança pára,olha para nós e muda para outra brincadeira. Quanto aos beijinhos a estranhos e/ou pessoas com pouca confiança, experimente-se perguntar à criança se lhe podemos dar um beijo. A resposta vem de imediato- ou se esconde, envergonhada ou não ou se aproxima confiante. Nada de espantar.

    Se ligarmos estas experiências à nossa profissão, o mesmo poderá acontecer. Parar a aula, olhar os alunos nos olhos e dizer-lhes “Não” pode fazer bastante diferença, especialmente nos casos em que esses alunos estão à procura de atenção e professores “atentos” podem fazer toda a diferença, apesar de tudo.

    Esta é a minha humilde opinião baseada em muitos anos de experiência a lidar com crianças e jovens. O “ruído” no excerto aqui postado é outra coisa.

    1. Completamente entendido e esclarecido.
      Estava a esquecer-me das diarreias nas fraldas , diferente mesmo…mais complicada a resolução/remoção. Nesses casos aconselho as fraldas Dodott, passe a publicidade.Obrigado.

    2. Mas isto é do senso comum, penso eu. Não é necessário virem “especialistas” dizer isto a ninguém. No entanto, como quando faz muito calor ou muito frio, recebo uma nota no email, via escola, a dizer-me para “vestir roupas frescas e beber água” ou “agasalhar-me e andar com o guarda-chuva”, não me admiro que haja pessoas para as quais tem de haver um “especialista”.

      1. Claro que é do senso comum.

        Mas, face aos comentários sobre o post do cocó e das faltas e da permissão e etc, convém não deitar fora o bebé juntamente com a água ou as toalhitas.

    1. Eu cá não li nada. E não sofri de angústias paternais e muito menos paternalistas. Já me chegavam os entendidos da família, que até sabiam umas coisas, na realidade.

      E sempre deixei os putos brincar, correr, saltar, pular, sujar-se… a mãe é que não achava piada.

      1. Eu leio tudo o que me parece interessante para saber mais. Olhei agora para a estante, uma outra vez, e lá está também o Arnold Gesell.

        Quer se queira quer não, o ler-se estes ou outros livros liga-se aos textos (interessantes) que têm estado a ser aqui publicados “A Mistura Explosiva 1 e 2”, sobre a importância do Conhecimento num tempo de hiper-informação tantas vezes baseada na mentira, ignorância e em estados de alma, à mão de qualquer um@.

        Daí os Bolsonaros desta vida.

    1. Eu tb não perguntei aos meus. Nunca! Mas, regra geral, riam-se tanto quando lhe fazia umas marotices na barriguita que deduzia que não se importavam.
      Houve, porém, uma ocasião em que o mais novo apontou o seu pirilau na direção da minha cara e, com o maior sorriso do mundo, aliviou a sua bexiga cheia nele todo. Vingança por invadir a sua intimidade sem pedir licença?

  6. Normalmente são eles que pedem que se mude a fralda. E comunicam-no de forma claríssima. Com o papel gasto a imprimir este livro faziam-se umas fraldas descartáveis para enviar para os países do Terceiro Mundo.

    É caso para dizer “Mau Maria que a gata já Mia”.

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