2018 A Caminho De 2019

Não me levem a mal – ou levem, só vos vai fazer sentir mal – mas vou desligar o dumbphone como no Natal e não vou conseguir retribuir toda a simpatia dos votos recebidos, porque tenho mesmo, mas mesmo, uma série de livros para ler e daqui a uns dias o tempo vai escassear. Portanto, considerem-se tod@s objecto de votos de um 2019 que não corresponda às expectativas que tenho dele.

NovoAno

Não Serei Conivente Com Pitonisos Que Argumentam Com Falácias E Falsidades

José Gomes Ferreira gostaria de ser um Centeno Plus. Já escreveu como gostaria que o país fosse, uma espécie de Nova Albânia, mas em modelo liberal. Sim, denunciou em tempo quase certo algumas das manigâncias dos tempos de Sócrates. Mas depois ensimesmou-se por ter acertado uma vez no totoloto e passou a achar que tem rtazão em tudo, mesmo que distorça gravemente os factos.

A luta dos professores (e não do Mário Nogueira ou de este ou aquele sindicato que provoque pesadelos ao JGF nestas noites mais frias) pela recuperação do tempo de serviço prestado não passa por qualquer exigência de recuperação do que já foi perdido definitivamente em termos salariais com o congelamento, os cortes, as sobretaxas, pelo que José Gomes Ferreira ou é menos espero do que parece ou, pelo contrário, é tão espertalhão como me parece quando escreve o seguinte:

Quando o Presidente da República veta o decreto-lei do Governo que limita a 2 anos, 9 meses e 18 dias a contagem do tempo de congelamento da progressão nas carreiras dos professores e obriga o Governo a negociar novamente, o que está a querer dizer ao país?

Que o tempo de contagem tem de ser maior, senão o veto não faria qualquer sentido. Mas se o tempo de contagem tem de ser maior, então qual é o limite? Os próprios sindicatos já o disseram, não há limite, querem todo o tempo que durou o congelamento.

Mário Nogueira nunca cedeu nem um dia dessa contagem, mostrando que não quer negociar coisa nenhuma, mas Marcelo Rebelo de Sousa obriga o ministro da Educação a chamá-lo para negociar…pondo a ridículo a posição do Estado empregador.

As contas estão feitas, o impacto da exigência dos sindicatos no orçamento do Estado vai ser de 635 milhões de euros por ano.

Mas se assim vai ser, então porque não começar também a exigir a devolução dos cortes de salários da função pública desde 1 de Janeiro de 2011, decididos por José Sócrates em 29 de Setembro de 2010?

E os trabalhadores do setor privado, porque não começam a exigir os cortes de salários que direta ou indirectamente suportaram durante os anos da crise e que ainda hoje muitos continuam a suportar porque perderam os empregos e tiveram de procurar outros mais mal pagos?

E porque é que os contribuintes não exigem a devolução imediata dos adicionais e sobretaxas de impostos que Vitor Gaspar aplicou a partir de 1 de Janeiro de 2013?

E porque é que os beneficiários da Segurança Social não reclamam também o pagamento imediato das pensões, dos abonos e subsídios que lhes foram cortados?

Não seriam todas estas devoluções, reversões e reposições socialmente muito mais justas do que apenas as de alguns grupos profissionais dependentes do Estado?

Por mim, tudo pode ser justo, mas José Gomes Ferreira mistura alhos com bugalhos e eu repito que há duas explicações para o fazer e nenhuma se coaduna com a postura de “consciência do regime” a que ele se atribui.

Porque:

  1. Os professores pretendem a recuperação do tempo de serviço que tiveram congelado, mas sem qualquer efeito retroactivo sobre as perdas salariais verificadas. Há quem aceite que isso seja feito de forma faseada ao longo de vários anos ou em antecipação do tempo para a aposentação. Em termos de passado o que está em causa é a realidade de um tempo que passou e não o dinheiro que se deixou de receber.
  2. Se as contas estão feitas de uma forma que se JGF acha certas (635 M€), estamos conversados quanto ao seu rigor técnico e seriedade. O ministério das Finanças apresenta um encargo inflacionado do lado da despesa (sem demonstrar essas mesmas contas) e oculta que parte dessas verbas nem chega a sair do perímetro orçamental, retidas pelo IRS, CGA e Segurança Social. Continuo a afirmar que despesa líquida, ao longo dos anos, será de 350 M€ numa estimativa generosa.
  3. JGF apresenta depois uma série de potenciais reivindicações que implicariam a reposição de verbas não recebidas no passado em virtude das medidas de austeridade. Em nenhum momento os professores pediram ou pedem isso, pelo que JGF apresenta um argumento falso, “alternativo”, inexistente. E apaga de tudo o que afirma que os professores já tinham sido congelados mais de dois anos antes de 2011.

Porque José Gomes Ferreira procede e argumenta desta forma, sem qualquer respeito por factos concretos?

Não me parece que seja por ignorância. Infelizmente. Antes fosse por ser o burro que não é.

Gomes

As Professoras Não Podem Ser Mães E Os Professores Não Podem Ser Pais?

O que me irrita ligeiramente (não adianta mais, não vale a pena) nos líderes supremos confapianos é só terem “ideias” que dão jeito aos poderes que estão e raramente se preocuparem em defender as soluções certas ou justas. Já agora, as transferências de verbas do Estado continuam a ser publicadas em DR? Não tenho dado por isso… falha minha, por certo. Os orçamentos e relatórios e contas devem ser só para associados porque, apesar de contemplarem subvenções públicas, não me aparecem em lado nenhum. Sim… acho o mesmo de quaisquer organizações de docentes que funcionem com apoios públicos.

Pais querem paz e um contrato social na Educação

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão, apela à paz na Educação e defende a elaboração de um contrato social no setor.

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