Infelizmente, A Sensação Não É Nova

De se assistir a uma enorme encenação. Não é nova, claro. Em boa verdade, começa a ser habitual, praticamente a regra. O mais grave é perceber que do “outro lado” se sabe que haverá sempre entendimentos, bichos-papões (reais ou imaginários) da “Direita” e pausas estivais.

Sempre que quisemos não ser esparguete, acabaram a pedir para fazermos uma pausa e prometeram-nos que da próxima vez é que iria ser.

Não foi.

Danca

Mas Não Acusavam A ILC De Algo (Que Nem Era Tão Mau) Como Isto?

Professores em risco de não terem progressão nas carreiras em 2019

Se o Presidente vetar o decreto-lei ou o Parlamento o chumbar, o Governo apenas está obrigado a prosseguir negociações com os sindicatos. Sem limites, regras ou prazos.

(…)

“Ao contrário do que disseram, não alteraram coisa nenhuma. Os partidos parlamentares fizeram uma verdadeira rábula sobre a carreira dos professores”, afirmou o membro do Governo ouvido pelo PÚBLICO, garantindo: “O que foi aprovado não acrescenta nada, é igual ao que estava no Orçamento de 2018.”

(…)

Este membro do Governo vai mais longe na crítica que faz aos deputados, lembrando que depois do Orçamento do Estado aprovado, o Parlamento não pode aumentar a despesa pública. Logo, não pode agora aprovar legislação ou alterar o decreto-lei que o Governo, se essas medidas implicarem o aumento da despesa que está prevista para este fim no Orçamento de 2019.

“Quem diz querer que o Governo aceite os nove anos, quatro meses e dois dias, reforçou o Orçamento com as verbas necessárias? Ou só aprovou uma norma vazia para eleitor ver? Se não há mais dinheiro, como pode haver mais tempo recuperado?”, questiona o governante, concluindo: “Sem ter aumentado a verba dos vencimentos proposta pelo Governo, a Assembleia da República está impedida pela lei travão de ir além dos dois anos, nove meses e dezoito dias. Chumbar o decreto-lei do Governo significa retirar aos professores o que o Governo concedeu.”

(claro que o membro do governo que surge como “fonte anónima” não passa de alguém sem um pingo de vergonha ou coragem, ou então assumia a coisa, em vez de se refugiar no que acusam outros de fazer…)