Pelo Público

Começa a instalar-se um inevitável cansaço com cada nova vaga de spin, mais à anónima bruta ou pretensamente mais sofisticada e “técnica”.

Retroactivos: os “factos alternativos” à portuguesa

O que Paulo Trigo Pereira afirma é uma falsidade, seja qual for a acepção que adoptemos.

PG PB

11 opiniões sobre “Pelo Público

  1. A mentira colhe mais facilmente a atenção das pessoas do que a verdade, Paulo.
    É certo e sabido.
    Eles sabem-no. Por isso mentem e a estratégia resulta.
    Desmentir é importante. Denunciar. Infelizmente é uma batalha perdida à partida. A população, maioritariamente estúpida, gosta que alimentem a sua raivazinha contra os professores, “esses privilegiados que não fazem nenhum e ganham balúrdios”, como dizem; assim se vingam do tempo de escola, durante o qual os seus Professores batalharam ingloriamente por meter alguma luz nos cérebros empedernidos.

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  2. Portugal vai antecipar pagamentos ao FMI mas terá de se comprometer a fazê-lo também aos credores europeus. Assim sendo, o Dr. Pereira sabe que a agenda dos próximos anos, seja qual for o governo, só poderá ser uma: mais do mesmo.
    Como, para além disso, toda a gente sabe que haverá uma próxima crise, é de esperar também constantes injecções de capital no sistema financeiro global.
    Com ou sem coletes amarelos a classe média já era e a extrema direita não parará de subir. Não lhes sobem a gasolina sacam-lhes dos sistemas de saúde e educação, cortam-lhes na conservação e expansão das infraestruturas e nas pensões de reforma.
    Neste contexto bem podem esbracejar professores, enfermeiros, juízes ou bombeiros. Se começarem a chatear muito acabarão a trabalhar até aos 75 com os telhados a deixar entrar água.
    A ameaça de mandar os outros para Pedrógão era em sentido figurado mas era bem real.

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    1. Precisamente! Em breve a troika estará de volta e o governo sabe disso. Não vale a pena negociar agora. É só empurrar com a barriga. Quem vier depois que feche a loja.

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    2. Devedor,

      Infelizmente o que diz está certo. A Troika não tarda está a bater-nos de novo à porta, o sistema bancário é um sorvedouro de dinheiro público, as opções políticas são o que são, os políticos que temos ninguém os quer nem a preço de saldo, etc., etc.

      Mas?

      Acha que está tudo perdido?
      Acha que não devemos fazer nada?
      É isso?

      Quanto menos contestação houver, quanto mais subservientes formos,, mais ‘estrada livre’ os governantes terão para ‘terraplenarem’ de vez com qualquer hipótese de futuro digno para os portugueses.
      Não lhe parece?

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  3. Tenho sentimentos divididos em relação ao teu artigo. Por um lado apetece-me dizer-te para não dares importância a qualquer caramelo que, a troco da honrosa missão de poder polir os assentos de São Bento, se sente coagido a poluir com insana e inenarrável verborreia a atmosfera por via hertziana e todas as linhas gráficas e cibernéticas deste país.
    Por outro, parece-me que fazes bem em não deixar que papagaios como o dito cujo saiam ilesos e sem contraditório dos seus disparates maldosos.
    Parabéns, portanto (e apesar de…).

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    1. Os Diretores acham que os professores têm isenção de horário e flexibilidade, mas só para o que não presta.
      Se o professor chegar atrasado porque tem a criança doente, “levas falta porque és funcionário público como qualquer outro.”
      Se o professor tiver um dia com oito horas letivas no horário pode ainda ser convocado para conselhos de turma depois disso, nem que se prolonguem pela noite dentro, porque ” a lei” (adoro quando se refugiam na “lei”, que desconhecem) porque “o professor tem de dar 35 horas semanais de trabalho e essas reuniões entram na componente não letiva”, que estica para todo o tipo de alarvidades.
      Ah! E se necessário for, o professor também deve estar disponível para comparecer a reuniões marcadas para as 7 da matina ou às 9 da noite porque o dia de trabalho diurno vai até às 10h. Palavra que ouvi esta da boca de um diretor seboso.

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      1. Manuel,

        é a materialização do velho ditado:”Olha para o que eu digo e não para o que eu faço”.

        Felizmente nem todos são assim. Ainda os há humanos e sem a presunção (ridícula, na minha opinião) de superioridade.
        Ah, cabe-nos mostrar-lhes que não são mais nem melhores do que nós, porque não são!, embora alguns de nós (por vezes?) acabemos por contribuir para essa atitude pouco ‘normal’…

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