Moinhos de Vento

No JL/Educação deste mês, existem diversos textos interessantes sobre o Estado da Educação (não é apenas o meu) e alguns que são completos tiros de arco e flecha ao lado de um alvo inexistente. Por exemplo, o “casal primordial” do PAFC (Ariana Cosme e Rui Trindade) argumentam contra o que acham ser a acusação de “facilitismo” dirigida à legislação produzida recentemente com o patrocínio do SE João Costa.

Ainda bem que me parece que nunca usei esse termo nos principais textos que escrevi contra algo que considero ser uma fórmula gasta, já usada sem especiais ganhos, e que nunca deveria apresentar-se como solução única por quem defende “autonomia e flexibilidade”. Acredito que exista quem utilize essa caracterização para o actual retorno ao poder de um nicho académico-pedagógico que floresceu nos anos 90 do século XX, mas a principal falha do “pafismo” educacional é outro, no meu escasso e limitado entendimento. É o de achar que está a preparar alunos para “o século XXI” com ideias que são estimáveis, mas não passam do regresso a conceitos conhecidos desde finais do século XVIII. E que caracterizam como “inovação” o facto da roda ser redonda.

A sério, merece leitura, porque revela bem os fantasmas com que se debatem certos teorizadores, pensando que quem critica a sua “obra” estacionou no mesmo ponto que eles. E não deixa de ser engraçado que se use, em outros textos nas mesmas páginas, exactamente a mesma qualificação (facilitismo) para quem defende posições diferentes.

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(já agora… o Antero sabe que andam a usar as suas imagens?)

13 thoughts on “Moinhos de Vento

  1. Quanto ao casal cósmico, passaram 15 anos (2001-2016) esquecidos no gabinete da FPCE-UP, excetuando uns artigos no jornal do SPN. Tinham saudades do palco.

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  2. Moinhos de vento…
    D. Quixote haveria de gostar… Enquanto isso, por cá os ‘Sanchos Pança’ vão engordando e os ‘Quixotes’ infestam os gabinetes com ilusões que insistem ser reais.
    Que romance…

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  3. João,
    não conheço o sr., mas no artigo diz algumas coisas simples mas sensatas, parece-me.

    “A sua teoria é de que sem conhecimento não é possível dominar a leitura e compreender as mensagens que estão à nossa volta.”

    “Quanto mais informada for a sociedade — e só se fica informado, em primeiro lugar, tornando-se literado e depois através do conhecimento — mais facilmente deteta a informação falsa. A ideia de deixar isto tudo para trás, por causa destas estranhas ideias sobre educação que dominam a sociedade norte-americana, é terrível (…)”.

    “Criatividade sem conhecimento? Poupem-me”

    Quanto ao resto, não sei que lhe diga…

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  4. Vamos ver quanto tempo é que “A nova pedagogia” vai sobreviver.

    Porque é que insistimos em adotar, seguir ou implementar as coisas quando nos outros países já as estão, por reconhecimento do erro, a abandonar?

    Como ‘tudo’ tende a chegar cá muito tarde, não sei.

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  5. O “casal primordial” argumenta? Aquilo que vem no recorte, escrito num estafado , repetitivo, oco e maçador eduquês merece a classificação de argumento? Ai dona Ariana, dona Ariana …

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  6. Como – fazendo jus ao seu enorme talento e às “ciências” da educação – nada de substancial conseguem dizer, refugiam-se nas frases inócuas e incríveis banalidades, laboriosamente memorizadas e prontas a servir :
    ” confrontar os alunos com desafios que façam sentido” (qual a alternativa?) ;”impacto instrumental” (ui!). O problema é que as donas arianas passam, mas o dano fica .Quem deu tanto protagonismo a estas pequeninas criaturas ?

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