Ou Isso Ou Porque Não Têm A Coragem Necessária Para Tomarem Uma Posição “Autónoma” Daquelas Que Valeria A Pena Aplaudir (Em Vez De Estarem Mais Preocupados Em Serem “Flexíveis”)

Filinto Lima diz que as escolas só conseguem funcionar porque funcionários e diretores fazem “das tripas coração”

kick butt

 

8 thoughts on “Ou Isso Ou Porque Não Têm A Coragem Necessária Para Tomarem Uma Posição “Autónoma” Daquelas Que Valeria A Pena Aplaudir (Em Vez De Estarem Mais Preocupados Em Serem “Flexíveis”)

  1. Deve ler-se o que muitos de nós sabemos, ou seja, que há várias escolas que só funcionam porque os professores fazem tudo, nomeadamente fazem “das tripas coração”. Isto porque em muitas escolas o número de assistentes operacionais é insuficiente e algumas direções são mais ou menos um ‘espaço’ tranquilo de estacionamento grátis até à reforma ou até surgir (um) outro tipo de cargo(s).
    Houvera de ser bonito se fosse mesmo como o sr. Filinto diz… 😌

  2. Estou farto de “porreirinhos “. Muitos,apenas por estarem com a corda na garganta.
    No início da minha carreira também alinhei (eu e outros colegas e amigos ) ,apenas por boa vontade em funções que nada tinham a ver com a minha profissão.
    Hoje reconheço que “cada macaco no seu galho”.
    Ainda devem ter gozado o “prato”.

  3. “…diretores fazem das tripas coração…”

    Não será antes isto?: Diretores OBRIGAM outros a fazer das tripas coração!

    (Quando a tentação do auto-elogio se sobrepõe a tudo o resto, aparece a vaidade bacoca…).

    Não sei se ria ou se chore…

  4. Vamos a um caso concreto, hoje dia 8 de janeiro de 2019:

    Na rua, os termómetros marcam 1 grau centígrado, está um frio de rachar acompanhado de geada, às 9 horas da manhã.

    Uma escola secundária nos arredores de Lisboa: algumas salas de aula com um aquecedor datado dos anos 80 (que, na realidade, aquecem muito pouco); outras nem isso têm, resta apenas o “calor humano”. Alunos e professores gelados dentro dessas salas.

    Gabinete da direção da dita escola: devidamente apetrechado com ar condicionado, regulado aí para uns estonteantes 20 graus centígrados.

    Conclusão: Esta escola consegue funcionar sim, mas à custa da abnegação dos seus professores e dos seus alunos que, mesmo em condições extremas de frio, continuam a marcar a sua presença nas aulas.

    Na realidade, os senhores directores não conseguem ter como prioridade aquilo de que não sentem falta, portanto escusam de vir com tretas, do alto dos seus gabinetes adequadamente equipados… Já não há paciência para tanta hipocrisia!!!

    E também escusam de vir com o argumento de que não há dinheiro…

    Há dinheiro há, não há é o devido estabelecimento de prioridades enquanto não passarem uma manhã inteira dentro de uma sala de aula com as condições descritas.

    Portanto, muitas pessoas nesta escola “fazem das tripas coração” para que a mesma funcione, mas, nas condições descritas, não está incluída a direção…

  5. Bem sei que, e infelizmente, esta é uma realidade que diz respeito à quase totalidade do país.E justamente por isso, o problema é tão relevante.

    Enquanto não estiverem satisfeitas as necessidades mais básicas dos indivíduos e não se proporcionarem as condições adequadas nos espaços físicos das escolas, escusam de andar com tretas de flexibilização, novos paradigmas pedagógicos, alteração de currículos, etc etc etc etc blá, blá, blá…

    Tudo isso é patético e risível e torna-se absolutamente irrelevante, se não forem resolvidos previamente os outros problemas.

    E era tão bom para todos, se os “iluminados teóricos” já tivessem percebido isto…

  6. Plenamente de acordo, Matilde! Nestes dias de frio só se consegue dar aulas de casaco, gorro, cachecol e luvas. Digam-me: qual é o funcionário público que trabalha assim “indoors”? Estão a ver alguém no ME a trabalhar nestas condições??? Os professores, até nisso, gozam que se fartam, de facto.

    “Das tripas, coração”? Os directores?NÃO! Os professores e os contínuos (agora, “assistentes operacionais’), que andam ao frio por corredores gélidos e correntes de ar.

    Para quando uma ‘coligação’ entre os vários sindicatos dos diferentes sectores das escolas e uma greve à séria?

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