Uma Petição Pela História

Como o Luís Braga, vou evitar – por agora – voltar a escrever o que penso do papel da APH em tudo isto, entre a ingenuidade e coisa pior. Até a petição considero meio tristonha e fraquinha na formulação. E porque sei que há quem consiga muito mais, sem precisar de petições, bastando umas “conversas de amigos” para certas disciplinas cobrirem todo o universo curricular. Mas antes assinar do que nada fazer.

Uma petição pela minha amada disciplina de História…

(…)

Tem havido muitas reportagens, nitidamente encomendadas, em que se fala das virtudes das supostas mudanças “inovadoras” que o Governo fez o favor de “oferecer” às escolas no início deste ano letivo pré-eleitoral (a meu ver, processo apressado pela vontade de João Costa de escrever o seu nome, mesmo futilmente, na longa História dos “reformadores de Decreto” da Educação Nacional).

O impulso decretal fará mais mal que bem em coisas importantes, mas se, realmente, não se muda a educação para melhor, sempre se dirá aos amigos que se fez “uma reforma sabotada por essa malandragem dos professores” (e o que tempo de governante foi passado a reformar, mesmo se o real efeito não correspondeu à excitação…). Reformar em Portugal é mito não é ato…

A parte que destaco a vermelho corresponde ao que também vou sabendo sobre o que se diz nos bastidores, quando se desligam microfones e holofotes. Há criaturas que, inebriadas pelo corre-corre de cortesãs e cortesãos, com mais laca ou mais lycra, têm na sua maneira de estar o adn da duplicidade e cobardia. Mas um dia muito mais poderá ser escrito e revelado sobre quem tem da ética apenas a noção da etimologia, mas nenhum interesse no conteúdo.

Assinatura

 

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2 thoughts on “Uma Petição Pela História

  1. Aos reformadores devia ser solicitada uma certidão de tempo e qualidade de serviço, prestado nas periferias urbanas ( ou mesmo nas coroas urbanas… ou por essa terra de ninguém, por esse país fora…), prestado nos últimos dez ou quinze anos.
    Depois teorizassem com conhecimento da realidade e sem ingenuidades pueris…a bem jovens, dos pais e do país.

  2. “o adn da duplicidade e cobardia.” – Precisamente, Paulo! É o dia -a-dia das escolas.

    Viu-se nas reuniões finais do 1ºPeríodo a propósito da (suposta) “Cidadania” (sim, porque estas criaturas nem sabem o significado da palavra!) e das famosas “medidas flexíveis”.

    Como é feita a escolha (criteriosa) de medidas? De uma forma… muito técnica: há uma lista e “tem de se escolher qualquer coisa” para ficar em ata (sim, sempre a preocupação das evidências…). Qualquer coisa, do tipo (como agora está na moda, mas eu até preferia o “tmas” da minha juventude a intercalar as sílabas, lembram-se?) _ dizia eu, do tipo, colocar o aluno calão na fila da frente porque…sim, porque é Natal.

    Fosga-se! Todos os dias peço a Deus que me dê os tais 9 anos e não sei quantos para sair deste filme!

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