Mas Há Dinheiro Para Pagar A Gorda Factura Do Privado Espírito Santo

286 milhões de euros para 1880 “lesados”. A pagar em três anos!

Não há dinheiro?

Será que a “opinião pública” concorda com isto?

A geringonça assina por baixo. Nunca vi “radicais” tão granadeirados em público e sem um pio.

Este é mais ou menos o valor real da despesa com a reposição integral do tempo de serviço a dezenas de milhar de professores.

Turd

(meio milhão de euros por cabeça é a assinar de cruz, já se for 50 ou 500 euros é a “sustentabilidade” financeira que está em causa… e depois vem o trigopereira dizer que é one off… two… three… foour… five… tudo dentro)

O Senhor Das Viagens Pagas Pela GALP Importar-se-ia De Apresentar As Contas Em Detalhe?

Porque atirar números para o ar todos podemos fazer, em especial quando existe uma campanha concertada para o efeito.

Para responder a todas as exigências profissionais do Estado, o Governo tem de subir impostos, afirma Rocha Andrade. Contar todo o tempo de serviço dos professores custa 600 milhões. É mais um ponto no IVA.

Quando se precisa de recorrer a operacionais com um lastro destes estamos falados:

Rocha Andrade demitiu-se em 2017 na sequência no caso das viagens pagas a três (na altura) secretários de Estado pela Galp para assistir aos jogos do Euro 2016 e pode ser acusado pelo crime de recebimento indevido de vantagem. 

picareta

Pé-De-Meia Para Aflições

A Associação Frente Cívica quer que o governo explique qual será a aplicação de uma verba de 4 mil milhões inscrita no OE 2019 como “ações e outras participações” – uma subrubrica das despesas excecionais.

“Um valor desta dimensão, que representa 5% do OE, exigiria uma cabal explicação da sua aplicação”, diz a associação, recordando que o valor representa quase o dobro do que o Estado prevê gastar em Segurança Interna, quase dois terços da despesa em Educação ou quase três vezes mais do que a verba da Justiça.

Money

Reorganização Dos Ciclos De Ensino

Continua a discutir-se, com os “actores” a dizerem uma coisa e a praticarem outra. Os “especialistas” próximos do PS e não só, sempre gostaram de criticar o choque da transição da monodocência para a pluridocência entre o 4º e o 5º ano. Mas mal chegaram ao poder atomizaram ainda mais o currículo. No 2º ciclo, Um Conselho de Turma podia ser formado por 6-7 professores de 9 disciplinas. Agora podemos chegar às 11-12 disciplinas ou áreas, quantas vezes com 10 docentes. Já o 1º ciclo, embora formalmente em monodocência, chega a ter 3-4 professores ou mais, devido à fragmentação de áreas e expressões. O 3º ciclo entrou num total delírio que pode chegar às 14 disciplinas.

A incoerência é total, entre discurso e prática, em especial quando se trata de modas ou de alimentar clientelas. Se é necessário mudar uma escolaridade obrigatória de 12 anos que tem 4 ciclos distintos? Sim, mas receio muito que a tendência seja para o agravamento da infantilização dos conteúdos de um primeiro ciclo de estudos mais alargado (e incluindo um ano de pré-escolar), em nome de “competências” que se definem a gosto. Em que saltar à corda vale tanto ou mais do que saber a tabuada ou ler com fluência, porque agora tudo se equivale e quem ousar ir contra este estado de coisas é porque é um elitista que ficou parado num século qualquer e não percebe que aprender é brincar, se possível só com esforço se for para atingir os parâmetros dos testes do FITescola (sim, continuo a embirrar com a tomada de assalto do currículo pelos pseudo-salvadores do futuro da saúde nacional).

E quando me exemplificam com os casos de alguns países estrangeiros, fica sempre aquela questão: e o resto?

Violino

2ª Feira

O meu problema maior com os tpc ou qualquer coisa pedida com antecedência não é bem o tempo que ocupa aos papás ou vovôs como o José Eduardo Moniz. É mais a inutilidade para generalidade dos alunos que o não fazem, fazem em atl em modo colectivo, muitas vezes sem perceberem seja o que for, que copiam tudo no intervalo ou aula anterior ou apenas se esquecem. Um pedido tão simples, escrito no caderno e repetido na semana anterior como trazer a obra para leitura orientada em sala de aula tem um retorno de 5/24 alun@s presentes. Em outros tempos, outras décadas, talvez ainda me admirasse. Agora, é apenas a norma e ai do profe que se queixe… é logo um rígido me arcaico defensor de práticas de tortura oitocentista sobre a petizada.

Monge