4 thoughts on “Domingo

  1. Todos os anos prometo que não vou trabalhar no fim de semana. E todos os anos desrespeito a minha promessa. Não consigo. Então, na altura dos testes é quando trabalho mais. Sábados e domingos, horas seguidas. Os nossos horários semanais não permitem, por norma, uma otimização do tempo. O trabalho intelectual necessita de concentração e tempo contínuo que não é o equivalente a uma hora ou duas no espaço ruidoso da escola. Para além de esse tempo ser, muitas vezes, necessário para outras tarefas… Durante a semana quase já só sou capaz de dar as aulas. E chego a casa exausta. Os feriados são dias bons quando acontecem em momentos em que se têm testes para fazer ou para ver. Nessa altura, ganha-se mais um pouco de fim de semana. Às vezes penso que sou eu que não consigo gerir o tempo ou que não estou a ser capaz de adaptar o meu trabalho às horas que tenho para o fazer. Alguma coisa está errada, isso eu sei. Mas sem saber onde esta exatamente o erro, é difícil corrigir. E se os erros forem muitos, muitos??? Se isto acontece só comigo, o problema é meu. Se não for assim, o problema é nosso.

    1. O problema não é seu! É mesmo nosso! Infelizmente faço minhas as suas palavras… mas se o “problema é nosso” temos mesmo que reagir para não sucumbir😡😵😊

  2. Eu “sofro do mesmo mal”, logo pertenço ao mesmo ‘clube’ que vocês. Somos vários.

    Há 10 anos que me levanto quase todos os dias por volta das 6.30 h, faço dezenas de quilómetros por dia para ir para a escola, tenho tido 2 ou 3 dias mistos, das 8.30h às 17.30/18.30h (uns furos ‘engracados’ pelo meio…), muitos anos seguidos com vários níveis, muitas vezes simultaneamente com ensino básico e com 11. e/ou 12. anos de uma disciplina essencialmente teórica, funções diversas, mais a vida familiar… cria um quadro difícil e cansativo, como é fácil de perceber. Só não digo que é “trágico” porque vou sendo bem disposta e “fora da caixa” (o que, curiosamente, nem sempre é bem visto pelos colegas…) Caso não fosse assim, já tinha “estourado” ou desistido.
    Por isso, façam por relativizar certas coisas e brinquem muito. Como se costuma dizer, não é terapia, mas é terapêutico. 😉

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