O Engenheiro Mandou Comprar Muita Coisa, Mas Deve Ter-se Esquecido Que É Preciso Manutenção E Aqueles HP São Rijos Mas Não Duram Para Sempre

Os meus não se podem queixar… todas as semanas vão todos pelo menos uma hora para lá, seja em português, seja Em História ou Cidadania. Agora que muitos equipamentos já precisam de Junta Média e a net parece um caracol no Inverno, já isso é verdade.

Claro que há escolas gourmet e turmas nec plus ultra, mas achar que isso é generalizável a todo o país, a todas as turmas, é mesmo de quem anda a fazer muitas viagens Paris-Lisboa, ida e volta, sem contar uns passeios adicionais e acusa os outros de não serem arcaicos e não verem mais além. A malta não vê mais além porque não dá mesmo… e há alturas em que os quizzes só mesmo recorrendo ao equipamento dos alunos, o que depois é proibido e dá chatices e, enfim, a OCDE é que sabe, não se fala mais nisso.

São cada vez menos os alunos que podem contar com a escola para ter acesso ao mundo digital

Na OCDE são muitos poucos os países onde houve uma quebra no número de alunos com acesso a computadores ou portáteis nas escolas. Portugal é um deles e pode assim estar a contribuir para agravar as desigualdades entre alunos.

One thought on “O Engenheiro Mandou Comprar Muita Coisa, Mas Deve Ter-se Esquecido Que É Preciso Manutenção E Aqueles HP São Rijos Mas Não Duram Para Sempre

  1. Já em dezembro a associação de professores de informática publicava:


    Professores de informática exigem resposta para internet “lenta ou parada” nas escolas

    O Governo tem propostas para a Escola do Futuro (com alguns milhões de euros associados), mas a ANPRI quer respostas para os problemas concretos das salas de aula, onde falta acesso à internet e equipamentos. Isto quando já se fala em robótica…

    A Associação de Professores de Informática (ANPRI) dirige-se ao ministro da Educação, numa carta aberta em que mostra o seu “sentir” acerca do programa da 2ª Conferência do Fórum Permanente para as Competências Digitais – INCoDe.2030, que decorre esta quarta-feira, acrescentando à definição de “escola alfaiate” usada por Tiago Brandão Rodrigues, a necessidade de haver “muitos remendos para cobrir”. E aponta alguns.

    O primeiro que “a internet nas escolas está a funcionar a dois tempos ‘lenta’ ou ‘parada’”, acusa-se logo de início na carta aberta. A ANPRI quer por isso saber se no pacote de 23 milhões de euros que o Governo terá destinado à educação está incluída a renovação das estruturas das redes e internet.

    A maior parte dos equipamentos das escolas tem mais de 10 anos, um facto admitido pelos responsáveis políticos e patente em relatórios oficiais como o Estado da educação 2017. “Assim, pretendemos saber se vai ser disponibilizado algum equipamento às escolas para que sejam criadas condições para que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), quer enquanto disciplina, quer como meio para a integração transversal nas várias áreas do saber, possam ser usadas condignamente por alunos e professores”.

    Os professores de informática fazem igualmente um reparo quanto à existência da AE “Utilizar ambientes de programação para interagir com robots e outros artefactos tangíveis”, no 6º ano, perguntando se vai haver financiamento para adquirir os tais artefactos tangíveis necessários para a lecionar.

    E será desta que vai ser criada uma disciplina de tecnologias, para todos os alunos, no ensino secundário? “Esta, sim permitia aos alunos aprofundar as competências digitais, mas, também, sensibilizar e preparar melhor os alunos que seguem percursos escolares nas áreas das engenharias”.

    A disponibilização de verba para o programa “Computação na Escola” para o 1º ciclo não contemplando o 2º e o 3º ciclo e o ensino secundário e o facto dos clubes de programação e robótica não estarem abrangidos no projeto de Clubes Ciência Viva também geram críticas.

    A ANPRI quer ainda saber se a disciplina de TIC vai ter o tempo adequado “para que os alunos, futuros profissionais, desenvolvam as competências digitais, no tempo certo, de modo que não seja necessário gastar quatro milhões de euros em programas de requalificação, consecutivamente”. Isto, porque “já não é o primeiro e dificilmente será o último”, critica.

    “Então, parece que puxamos para cima, puxamos para baixo, segundo as histórias de encantar, podemos dizer que o ‘Rei vai nu’, perdão a escola. Os retalhos são curtos e nem sempre aplicados no sítio certo”, remata a associação. “

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