Não (Ou)Vi

Apenas li que o actual PM prometeu coisas para o próximo mandato numa entrevista na SIC. A concentração estratégica da impresa no seu core business avança depois da contratação da Cristina e da dispensa da quadratura. Para quando a aquisição de um baldaia?

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Agora É (Demasiado) Tarde

Foram avisados em devido tempo que o barrete estava a ser enfiado. É estimável terem aberto os olhos, diz o santo povo que mais vale tarde do que nunca, mas neste caso estamos para lá do ser tarde. Subscreveram documentos que abriam a porta para todas as “flexibilidades” e para ficarem bem na fotografia das modernidades e inovações pedagógicas e só agora deram pelo engodo?

Será que ao menos já perceberam que, com a semestralização, irão existir alunos a fazer provas 4 ou 5 meses depois de terem deixado de ter a disciplina?

Santa Pachorra que é preciso ter para malta com faróis sempre nos mínimos. E é interessante como culpam apenas o IAVÉ mesmo quando lhes é dito de forma clara que as indicações são de cima…

From: APH – Informação <informacao@aph.pt>
Date: ter, 5 de fev de 2019 às 13:40
Subject: História: provas de aferição do 5º e 8º anos
To: APH – Informação <informacao@aph.pt>

Caros associados:

A autonomia e flexibilidade curriculares estabelecem que o currículo seja equacionado como um instrumento que as escolas podem gerir e desenvolver localmente (…) A assunção do papel decisivo das escolas e dos professores no processo educativo dos alunos leva o Ministério da Educação a assumir um papel subsidiário do trabalho das escolas (Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho).

A APH vem reivindicando, desde o início da definição das AE, que sejam estabelecidos tempos mínimos de lecionação em História – nunca inferiores a seis tempos para o 2º ciclo e a nove para o 3º ciclo – considerando que não devem ser as escolas a fazê-lo. Esta reivindicação encontra-se explanada no nosso sítio, sendo objeto de uma petição online: http://www.aph.pt/.

E, porque considera a APH que a distribuição dos tempos letivos não deve ser entregue ao juízo arbitrário das escolas?

Porque tal pode originar injustiças tais como as que se adivinham aquando da realização das provas de aferição do 5º e do 8º ano de escolaridade para 2019. O quadro de autonomia atual torna a realidade muito diversificada. Há escolas a optarem por atribuírem dois tempos letivos a HGP no 5º ano e outras a optarem por três. Situação semelhante verifica-se no 3º ciclo. Ora, como se pode constatar na informação das provas de avaliação externa publicada pelo IAVE, este instituto não acautelou estas diferentes situações de atribuição de tempos letivos, colocando como sendo passíveis de avaliação todos os conteúdos constantes nos documentos curriculares em vigor, quer para o 5º ano quer para o 8º ano. Neste último caso são ainda passíveis de ser avaliados todos os conteúdos do 7º ano.

A APH alertou o IAVE para esta situação, mas o referido instituto justificou-se com o facto de se ter limitado a seguir as orientações legais emanadas pela tutela para a definição do referencial e do objeto de avaliação, nomeadamente através de um documento denominado Carta de Solicitação. Além desta justificação, o IAVE achou por bem acrescentar que as provas de aferição não produzem resultados na classificação dos alunos, depreendendo-se que não têm, como tal, grande importância. Ora, consideramos grave que o IAVE considere estas provas como coisa de somenos. Como poderemos justificar perante os nossos alunos e respetivos encarregados de educação a realização de tais provas se o referido instituto, que as produz, não as considera importantes?

O Presidente da APH,

Miguel Monteiro de Barros

Barrete

(sim, as provas de aferição não servem para positivamente nada, a não ser alimentar o ego das “equipas” e de uma estrutura que assim sempre escapa à triste sina da sala de aula)

Caiu Por Completo A Máscara À Fenprof (Se É Que Existia)

Considera que o Parlamento não deve discutir a ILC, estando contra a votação pelos deputados da recuperação integral do serviço docente, pois acha que o assunto está resolvido com aquela resolução assinada pelos porfírios todos formulação vaga no Orçamento de Estado que, como vimos, tão bons resultados deu em 2018. Ainda estou a tentar perceber se são apenas idiotas (é sempre uma possibilidade) ou se, mais provável, concordam com o deputado Silva, Porfírio de sua graça e nossa desgraça, acerca daquilo de resolverem estas questões em negociações bilaterais, sem populismos e pizzas à mistura. Sem protagon

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(a comissão da ilc é maioritariamente feminina, assim como a classe docente, portanto, nada de bocas discriminatórias de género…)

3ª Feira

A manhã não estava de nevoeiro nas minhas bandas, mas vi  uma imagem do futuro a aproximar-se. Tinha o rosto de mais um mandato PS na Educação e tinham desaparecido do horizonte provas finais do 9º ano, rankings, quase todas essas coisas más que permitem estabelecer qualquer diferenciação das escolas com base no desempenho directo dos alunos, ficando apenas indicadores interessantes (percursos directos de sucesso) mas dependentes apenas das políticas internas de avaliação das escolas e da inclusão por decreto. Vi o “autónomo IAVÉ entregue a gente de confiança adepta da aferição assimétrica em coisas criativas e outras cambalhotas. Vi uma Escola Pública de 2ª e 3ª opção, com excepção daqueles palácios escolares em que algumas luminárias tiveram (ou têm) filhos e netos a estudar e o resto a debandar para onde o empenho efectivo dos alunos no seu sucesso seja relevante, não apenas o desejo de.

Depois acordei. Mas continuei a lobrigar o mesmo. Hosana nas alturas.

Majestic sunset in the mountains landscape. HDR image