Zero, Senhor Presidente!

Porque a métrica da dignidade só se mede em fracções quando já foi perdida. Lamento que o não entenda. Solução criativa ou imbecil, o tempo de serviço prestado deve ser devolvido a quem o trabalhou por completo. “Populismo”, por exemplo, é branquear o amesquinhamento, com dados falsos, feito pelo governo e os seus delegados na comunicação social, alegando que os professores querem ser “privilegiados” ou são “egoístas”.

Marcelo questiona professores: “É preferível zero ou alguma recuperação?”

Pessoalmente, expliquei isso há quase 5 meses, não me apetece repetir tudo.

Zero

(e desta vez abri uma excepção e escrevi mesmo ao senhor PR, enviando-lhe este post)

 

32 thoughts on “Zero, Senhor Presidente!

  1. Não, senhor presidente! Porque ainda há quem tenha dignidade! Porque ainda há quem não se venda por umas migalhas!

    Sugiro-lhe, senhor presidente, que fique o senhor com a minha «recuperação» e que lhe faça bom proveito. Eu dispenso-a!

    1. Subscrevo.
      O senhor PR (em quem não votei e não tenciono votar) que fique com a esmola dos 2 anos e picos que me cabem. Eu não aceito esmolas indignas. Que a metam num sítio escuro e fedorento!

  2. Ou seja, acabou por passar a batata quente para o muito questionável parlamento, lavando as mãos como Pilatos. Shame on you, mr. president…

  3. Não estaria na hora de os professores criarem o seu próprio partido político? Tirando os fundamentalistas partidários seríamos cerca de 60 mil, juntando familiares a coisa andaria perto dos 150 mil. Isto daria para eleger 3 deputados. Pelo menos teríamos quem nos representasse no parlamento, uma vez que estamos por nossa conta. Andam a mentir os portugueses em relação aos custos e ao peso no orçamento de 2019. Nenhum professor, recebendo 2 A 9M 18 D teria beneficio disto em 2019, uma vez que só iria ser contado este tempo a partir da próxima subida de escalão.
    O que me revolta ainda mais é ver este presidente, que só sabe é tirar selfies e dar abracinhos e beijinhos a ser comprado pelos partidos para voltar a ser reeleito. Talvez não tenha assim tanta sorte. Já o Costa, que julga que as eleições estão no papo, talvez se lixe.
    Cambada de mentirosos!!

    1. Já o disse anteriormente: todos nós, professores, enfermeiros, oficiais de justiça, guardas prisionais, etc, devíamos escolher UM ou DOIS candidatos “neutros” às eleições europeias. Candidatos que tivessem neste momento poucas hipóteses de ganhar, como o senhor do Partido dos Reformados (para lá caminhamos todos) e/ou outro, para haver alguma escolha.
      Porque para o que vão fazer em Bruxelas, qualquer um(a) serve.
      Mas assim talvez conseguíssemos mostrar a nossa força, a força do nosso voto.
      Melhor que não votar ou votar em branco, será eleger quem NÓS quisermos, mesmo que seja UM QUALQUER. Pelo menos era menos um dos deles…

      1. ZERO, foi o resultado da geringonça, para os professores, em 4 anos.
        ZERO na recuperação do tempo de serviço roubado;
        ZERO no regresso da democracia às escolas;
        ZERO nos horários de trabalho;
        ZERO na dimensão das turmas;
        ZERO na dignificação docente.
        Sobram as perseguições, o amesquinhamento e as mordaças, dos diretores com o alto patrocínio da igec.

      2. nem que seja para afirmar que não ‘mamam’ mais e dá-se o lugar a outros (que não farão diferente); pelo menos, distribui-se o mal pelas aldeias, não ficando a fonte sempre a jorrar para os mesmos.

  4. Não passa de mais um “vendido”! Nada que me deixe de olhos esbugalhados de admiração.

    O sr. PR é o mesmo de sempre, é o mesmo homem que comentou de “descomentou” anos a fio na TV… Tem um “carácter ideológico” muito volátil… O povo chama-lhe outra coisa, mas fico-me por aqui para não ferir os afetos de quem dele os recebeu… e apreciou (nada contra os afetos, muito pelo contrário, principalmente os transparentes e sinceros).

  5. Afinal sempre há algum “dinheirinho” para uma área da educação… O DE até vai rimando com OE…
    Nada contra o exercício (físico), mas quanto a grupos de poder/influência tenho dificuldade em exercitar corpo e mente… pelo menos em simultâneo e de forma sã…

    http://www.dge.mec.pt/noticias/concurso-publico-cp05dge2019

    A Direção-Geral da Educação informa que se encontram disponíveis para consulta as peças do procedimento concursal n.º CP/05/DGE/2019 – Aquisição de vestuário para os eventos desportivos do Desporto Escolar

    Anúncio DRE

    Programa de Concurso

    Caderno de Encargos

    … 🎻🎻🎻

  6. Zero, sr. Presidente. Zero. A minha dignidade não está à venda! Tenho agora um novo problema para pensar… não sei em quem hei-de votar. Mas sei em quem não irei votar, isso sei!

  7. Sr, Presidente, tenho 54 anos, 27 anos de serviço e estou no 4º escalão. Se os 9 anos que trabalhei não me forem contabilizados, serei duplamente penalizada: agora, porque o meu salário é muito mais baixo do que deveria e, mais tarde, porque irei ser penalizada na “reforma”. Por que é que eu não tenho o direito de chegar ao último escalão, como estava previsto? É que, mesmo que viva e trabalhe até aos setenta anos, não dá tempo para chegar ao último escalão e isso não é justo nem me foi avisado com a devida antecedência, senão eu teria orientado a minha vida noutra profissão, embora goste muito da minha.

    1. porque o objetivo é impedir subir na carreira. Como o ME sabe que 60% dos profs estão na faixa etária 45-55 anos, criou-se um mecanismo administrativo para estancar as subidas. Há 15 anos, profs com essa idade estavam no 7º escalão a governar a sua vida; as gerações mais novas viram esse direito extinto e argumentam que é o sacrifício a aguentar…

  8. Já o disse anteriormente: todos nós, professores, enfermeiros, oficiais de justiça, guardas prisionais, etc, devíamos escolher UM ou DOIS candidatos “neutros” às eleições europeias. Candidatos que tivessem neste momento poucas hipóteses de ganhar, como o senhor do Partido dos Reformados (para lá caminhamos todos) e/ou outro, para haver alguma escolha.
    Porque para o que vão fazer em Bruxelas, qualquer um(a) serve.
    Mas assim talvez conseguíssemos mostrar a nossa força, a força do nosso voto.
    Melhor que não votar ou votar em branco, será eleger quem NÓS quisermos, mesmo que seja UM QUALQUER. Pelo menos era menos um dos deles…

  9. Zero, sr presidente (minúsculo mesmo)! Como alguém já disse antes: SHAME ON YOU!!!

    Senhor presidente, a situação é esta:
    Precisa de uns sapatos ou de uns óculos? Então, leva só um sapato e a lente para um olho porque é melhor do que nada, certo? Ah, mas já me esquecia… Não leva nada para já, nem em 2019, porque só pode levar o sapato e a lente na próxima mudança, daqui por 2 ou 3 anos. Enfim, o tempo que for.

    Ou seja, até lá, terá de andar zarolho e de pé cochinho.

    Tenha vergonha, presidente!

    Para mim, já deixou há muito de “ser o presidente de todos os portugueses’.

  10. É isso mesmo! Porque estavamos no 7 escalão e fomos “promovidas” ao 4 escalâo pela “bruxa marilú”.
    Mas não foi o que contratuaram qd entramos na carreira…
    É gentinha sem ética

  11. Senhor Presidente, o que custa verdadeiramente é este sentimento de traição e de enorme desrespeito para com um grupo de profissionais que ingressaram na profissão com uma perspectiva de carreira, que apesar de ainda estar em vigor, não apresenta qualquer garantia de uma chegada à meta conforme estipulam as regras, porque ameaçadas de subversão por um governo que as não quer cumprir ao não garantir que todo o tempo congelado seja agora considerado para efeitos de progressão, como se já não bastassem as repercussões negativas que esse congelamento teve e tem no posicionamento e remunerações actuais.

    Para além de estarmos perante a ausência do direito estamos também perante a ausência da ética e da falta de princípios pois o mesmo governo que quer impor aos professores do continente este tratamento ilegal permitiu que tratamento bem diverso fosse concedido aos professores das ilhas e aos funcionários das carreiras gerais.

    Este governo ao querer apagar ¼ da carreira trabalhada está a mudar as regras a meio do jogo, sem qualquer aviso prévio, impedindo que muitos pudessem ter escolhido a tempo outra profissão mais gratificante e respeitada.
    Isto é imperdoável, sob qualquer ponto de vista, qualquer que seja o grau de suavização que agora se possa propor.

    Não conheço nenhum político que o aceitasse pacificamente.
    A ser assim só nos resta escolher outros governantes nas próximas eleições e influenciarmos o sentido de voto de todos aqueles que nos são próximos.

      1. Penso que sim, matéria para os serviços jurídicos dos sindicatos explorarem.
        Esperemos que o façam.
        No entanto cada coisa a seu tempo: só podem iniciar qualquer acção depois de promulgado qualquer diploma.

  12. No programa politicamente correto “Eixo do mal” da SICN, quando se aborda o tema da carreira dos professores, o painel de ‘comentadeiros profissionais’ divide-se ao meio: Daniel Oliveira dá um ar de compreensão pela causa mas sem uma convicção explicita num estilo de não melindrar muito o PS, Pedro Nunes é realista e direto indicando que o Centeno é que manda e tudo o resto é retórica, Pedro Marques Lopes sai da sua moderação e ‘malha forte e feio’ nos profs considerando-os privilegiados (sendo falacioso ao afirmar que os profs portugueses estão dentro do grupo de profs europeus mais bem pagos), sendo secundado por Clara Alves na demanda. O que seria de esperar de gente de classe média-alta ou alta, com rendimentos confortáveis e perspetiva de pensões de reforma igualmente desafogadas?
    A opinião pública (leia-se comentadeiros profissionais) está contra a classe docente, contaminando o resto da população, pelo que só resta à classe ser corporativa como forma de lutar pelos direitos básicos, ignorando as falácias do discurso corrente.

    1. Totalmente de acordo com tudo o que foi escrito e com a carta aberta ao presidente no último post. A minha solidariedade para com a colega do Porto.

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