Aguardo…

… que o presidente Marcelo diga aos administradores que seria melhor pensarem se não querem menos do que tudo o que exigem (tipo menos de um terço), sob o risco de nada receberem.

Novo Banco pede 1,15 mil milhões. Valor “expressivo” leva Governo a exigir auditoria

Quanto ao valor ser “expressivo”? Em comentário à notícia na TSF, o economista Ricardo Cabral explicou como a Lone Star que comprou o Novo Banco pode exigir o pagamento ao Estado de 4.000 milhões de euros.

Aqui já não existe conversa de “equidade e justiça”, a não ser que pagamos nós tudo. Mais as taxas por tudo e nada da CGD e o que mais sabemos.

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Entende-se Por “Automática” Ter Cumprido Todos Os Requisitos Exigidos?

A maior parte dos professores que vão progredir este ano para o 5.º e 7.º escalões da carreira docente, que tem dez no total, obtiveram as classificações de Muito Bom ou Excelente na sua avaliação de desempenho e, por isso, agora que as carreiras estão descongeladas, a sua progressão para aqueles níveis é automática.

Há coisas que me escapam, a sério que escapam. Já agora… se aqui em casa alguém disser que entre 2011 e 2017 ninguém foi praticamente obrigad@ a ter aulas assistidas no 4º escalão por direcções mais do que insistentes, quem leva na cabeça sou eu (que me fartei de dizer que não valia a pena). Para além de que no meu “quintal” (leia-se, zona onde lecciono) estou cercado de excepções relativamente ao que se escreve em parte desta notícia.

ed-bang-head-o

(dúvida final… um aluno que tenha positiva em todas as disciplinas ou exames tem assegurada uma passagem “automática”?)

Qualquer Pessoa Pode Responder?

Mesmo bots? A consulta aos professores da Fenprof é tão, tão aberta que é vulnerável a tudo… aliás, é mais vulnerável que as velhas sondagens do Umbigo, porque o wordpress tem mecanismos de controlo de votos repetidos. Neste caso, há essa preocupação? Resta saber a quem interessam as respostas certas. Ou erradas. Ou qualquer coisa. Basta mobilizar um grupo de activistas, docentes ou não, no exercício ou não, para aquilo dar o que alguns pretendam. Já viram ali os vargas todos a teclar o dia todo porque têm todo o tempo do mundo?

Mas gosto muito desta questão:

Consulta Fenprof

 

 

6ª Feira De Carnaval

Um Presidente que se gaba de ser um mediador dos afectos, nos dois principais conflitos laborais na esfera do Estado, alinha por completo com as posições governamentais e, ontem, basicamente disse aos professores que ou aceitam o que o seu amigo Costa e o Ronaldo Centeno lhes apraz “bonificar” ou ficarão sem nada, caucionando uma estratégia negocial que é uma chantagem.

O maior partido da oposição, depois de imensas hesitações, meias declarações e inegáveis confusões, atira cá para fora com a ideia de que ser o Parlamento a decidir o assunto, por via de lei, poderá ser “inconstitucional” (claro que o “poderá” faz toda a diferença se o confrontar com a evidência de não ser, embora por estes dias alguns tribunais pareçam uma extensão do velho centrão).

Os façanhudos sindicalistas, mais o partido que os reboca, depois de levarem meses a mesquinhar uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos por ser arriscada, dirigindo pelo caminho diversas suspeitas e calúnias sobre as intenções dos promotores, e por não ser o método certo de resolver as coisas – que para eles era a “mesa das negociações” até serem politicamente sodomizados à vista de todos – acham que agora só o Parlamento pode resolver as coisas por via legislativa.

Nas pontas, destras e canhotas, há partidos que dizem coisas e fazem nada, muito felizes por ainda existirem.

O Carnaval é sempre que esta malta quiser e são anos seguidos disto, connosco a fazer de espectadores e nem sequer ter direito a bailarinas semi-desnudas que o frio do Inverno está escasso e as temperaturas andam pelo tépido.

Não, não farei parte de qualquer outro desfile carnavalesco, muito menos com argumentos do tipo “esta vez é mesmo a última” ou “tem mesmo de ser porque então estás do lado deles”. Não, estou do meu lado, que deveria ser “nosso”, mas foi roubado por gente mascarada de “negociadores”.

(meninas e senhoras, desculpem o anacrónico grafismo sexista hetero, mas não é altura para me levarem a mal)