E Não “Pingou” Para Mais Ninguém?

Neste tipo de casos, fico sempre espantado com a quantidade de gente que não viu ou ouviu seja o que for, mesmo com cargos de relevo nas organizações.

Sexta às 9. Ponces de Carvalho suspeito de enriquecer à custa de IPSS

Todas as polémicas do diretor que mete medo a todos

António Ponces de Carvalho gere os colégios João de Deus com mão de ferro e muitos casos: os gastos, as viagens ao Brasil com as alunas, os litígios e a fuga de professores. Leia a investigação da SÁBADO na íntegra.
Macacos
(estava aqui a ver um convite para umas coisas pedagógicas com, entre pessoas ainda mais luminosas da situação educativa, alguém que esteve mais de 25 anos nesta instituição e interrogo-me sobre o que posso vir a aprender… até por míope já sou…)

O Governo pode Fazer Pins Com 2A 9M 18D?

Só para que o menino Miguel consiga fixar um número sem auxiliares visuais de memória. Porque em tudo o resto é uma enorme confusão sempre que mete números nas suas crónicas; desta vez até consegue dizer que, afinal, o encargo com os professores é apenas de “200 e tal milhões de euros”. Tem razão numa coisa que escreve na primeira coluna da sua verborreia: muitos jornalistas sofreram com a crise e perderam o emprego. É injusto. Porque há que, sem perceber dos assuntos sobre os quais escreve ou conseguir fixar um par de números conseguiu mantê-lo. E já agora… não foi o PCP a colar-se aos sindicatos, foram alguns sindicatos que avançaram só quando os deixaram.

Mas veja-se no Expresso de hoje:

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Reparem agora… “par5a que não restem dúvidas”, se for com recurso a pin ele consegue…

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É como com aqueles alunos que precisam de auxiliares de memória sempre que fazem qualquer tipo de prova sem direito a consulta dos apontamentos. Se é que sequer passaram os apontamentos bem.

Da Incomunicabilidade

Há vários meses, em off, discutia com um articulista de “Direita” a obsessão que ele e alguns outros pareciam ter com os professores e contra as suas reivindicações. A resposta dele, a certa altura, só me surpreendeu pela metade e acho que já a citei nalgum post por aqui. Escreveu ele qualquer coisa como “tu não fazes ideia da malta de Esquerda que vos detesta”, acrescentando algo como “só que há quem não o queira assumir claramente em público”.

Ora bem, a São José Almeida deixou de ter esses problemas. Na boa tradição marxista (não sei se neo) os enfermeiros e professores fazem parte das classes privilegiadas e, portanto, qualquer tipo de “justiça” que pretendam leva com a falácia demagógica do “foram só vocês que sofreram?” Como se “justiça” e altruísmo fosse sofrer toda a gente o máximo. Sim, tenho gente amiga e mesmo parentes na comunicação social, sei que perderam muito do que tiveram em outros tempos. Isso justifica que todos tenhamos de levar pela medida grande, para que se sintam menos mal? O nivelamento pela mediocridade argumentativa e material não deveria ser a norma em gente que se quer inteligente. Mas a geringonça ideológico-comunicacional é isto.

Andam-lhe a faltar algumas leituras sobre o que é “absurdo” ou até sobre o “egoísmo”, embora as palavras em tempos de geringonça – como em tempos de troika, eu sei, ok? – passaram a ter apenas a membrana exterior e mais nada é reconhecível no seu interior.

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São José Almeida, Público, 2 de Março de 2019